As unidades produtivas de aves do Projeto Jovem Produtor II implantadas em comunidades de São João do Arraial e Matias Olímpio, no Norte do Piauí, já começaram a gerar renda e melhoria na qualidade de vida dos beneficiados do projeto. Rafael Leão Pereira, de 20 anos, que estuda na Escola Família Agrícola Cocais e mora da comunidade Santa Maria, em São João do Arraial, foi o primeiro jovem do projeto a vender toda a sua produção de aves.

“No começo foi um pouco difícil porque eu não tinha a prática direta com os animais, tinha apenas a teoria dos livros e a vivência nas aulas práticas da unidade produtiva de aves da EFA Cocais. Mas com a orientação dos técnicos da CARE Brasil, fui pegando as técnicas de criação e aplicando na unidade produtiva. Eu consegui vender toda a minha produção no final do mês de novembro, depois de dois meses criando os animais. Foi um momento de muita satisfação para mim. Vendi aves para um comprador do Maranhão, na comunidade e para a Escola Família Agrícola Cocais. Eu não encontrei nenhuma dificuldade para comercializar os animais, pelo contrário, o comprador do Maranhão queria levar o lote todo, mas eu já tinha me comprometido com outros compradores.

Com a venda do primeiro lote de aves da unidade produtiva da comunidade Santa Rosa, que beneficia 10 famílias, o jovem estudante apurou mais de 3 mil reais, um valor que será usado para comprar 400 aves para uma nova criação e melhorar a estrutura do aviário”, comentou.

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Além de Rafael, outros jovens beneficiados com as unidades produtivas de aves já comercializaram o primeiro lote de animais. A previsão do estudante é que o valor obtido com a próxima venda seja muito maior que o primeiro, pois o “aprendizado” adquirido durante a criação do primeiro lote contribuirá para isso.

Enquanto Rafael Leão Pereira comemora a venda das aves da unidade produtiva da Santa Rosa, o agricultor e estudante Damião Silvestre Sousa, de 44 anos, morador da comunidade Varjota, no município de Matias Olímpio, festeja, com os outros beneficiados, a chegada do lote de aves da unidade produtiva do Projeto Jovem Produtor II implantada na região. Damião Sousa, que nasceu no campo e cresceu trabalhando na roça, sabe que a venda das galinhas caipiras vai ajudar muito na renda familiar dos beneficiados com o projeto.

“As famílias estão muito satisfeitas com a chegada das aves e acreditando que o resultado da produção será muito bom. Todos quiseram colaborar com a construção do aviário e se comprometeram a ajudar na criação das aves. Nós já começamos a falar para as pessoas daqui que estamos iniciando uma criação de galinha caipira. Queremos vender as aves na região, pois quase tudo o que é comercializado aqui vem de outras cidades ou do Ceará. Para que não falte animal para os compradores, nós vamos trabalhar com o sistema de escalonamento”, disse o estudante da Escola Família Agrícola Cocais.

Além de Damião, outras comunidades também receberam animais do projeto de empreendedorismo rural da Pfizer em parceria com a CARE Brasil. Francisco José de Lima Filho, presidente da Associação de Moradores das Comunidades Casinha Caiçara, Bezerro e Saco de Pequi, no município de Matias Olímpio, aguardava ansioso pela chegada dos suínos.

“A unidade produtiva de suínos instalada na nossa associação vai ajudar 10 famílias. Os associados ficaram animados com o projeto de criação de suínos desde a primeira reunião com os técnicos da CARE Brasil. Esse projeto significa muito para quem sempre quis ter uma criação de suínos e não tinha condições financeiras de comprar animais de qualidade. Vamos aproveitar a área do criatório para plantar macaxeira. Queremos transformar essa parte da associação em um espaço de produção animal e agrícola para estimular todos os associados a fazerem o mesmo em suas propriedades. A notícia da chegada dos “porcos de raça” do projeto já foi longe. Quando as pessoas passam pela associação querem conhecer a unidade produtiva e os suínos”, falou Francisco Filho.

O Projeto Jovem Produtor II, uma parceria da Pfizer e a CARE Brasil, tem como principal objetivo estimular o empreendedorismo rural na juventude piauiense através da implementação de um modelo semi-intensivo de criação de pequenos animais voltado para a agricultura familiar nas cidades de São João do Arraial e Matias Olímpio. A primeira etapa do projeto teve início em 2006 na cidade serrana de Pedro II e beneficiou filhos de agricultores com uma série de capacitações e lotes de aves e suínos.

O Comunidade Educadora recebeu a visita de representantes de empresas e comunidades de diferentes partes do país que fazem parte do GRES (Grupo Referencial de Empresas em Sustentabilidade), criado pelo Instituto Ethos para avançar temas críticos e problemas complexos no tema da responsabilidade social e da sustentabilidade nos locais onde as empresas estão inseridas. Representantes de empresas de grande porte e de comunidades que se relacionam com elas tem se reunido para discutir a promoção do desenvolvimento local inclusivo e pela sinergia com o Comunidade Educadora estiveram visitando o projeto no dia 18 de novembro. A partir de meados de 2010, estas empresas começarão a criar projetos que contribuam com o desenvolvimento social e tragam melhorias nas comunidades onde as empresas estão localizadas .

Ao chegar, o grupo foi dividido em três, por restrição de tempo e o quantitativo de pessoas não permitiria a visitação de todas as ações que os eixos possuem. Cada um escolheu a ação que mais interessava e que fosse acrescentar um diferencial na função que exerce na empresa ou comunidade que representa. Depois da experiência, todos se encontraram e trocaram informações sobre as visitas. Esse encontro teve como objetivo apresentar aos visitantes, um projeto que trabalha com a temática de desenvolvimento local sustentável e inspirá-los a participar do início dessa trajetória do GRES.

“Essa visita vai trazer várias ideias novas. Aprendi que é possível fazer muito com pouco, e que isso só depende da dedicação das pessoas que estão trabalhando no projeto.” Giuliana Ortega, coordenadora do instituto Ethos.

“Eu achei tudo bastante inovador, acredito na dinamização com jogos, no protagonismo juvenil. Outra possibilidade de falar sobre educação ambiental, sem esse modelo tradicional. Adorei essa maneira lúdica de trabalhar. Acho muito bom conhecer coisas diferentes e analisar o olhar do outro.” Cristiane Borges, Grupo André Maggi, coordenadora social regional, Mato Grosso.

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O projeto Comunidade Educadora, promoveu nos dias 7 e 14 de novembro, a segunda Jornada de Formação de Professores da rede de escolas que fazem parte de suas ações.

O objetivo da atividade foi dar aos profissionais de ensino destas instituições uma noção do trabalho desenvolvido pelo projeto dentro de seus três eixos de atuação na comunidade. Tendo um professor que esteja integrado ao que ocorre dentro da escola onde leciona, cria um elo mais forte entre o projeto e a instituição, que vê no educador um grande parceiro para somar esforços e atingir os objetivos desejados.

A capacitação dos professores ocorreu sob a forma de três oficinas relacionadas a cada eixo de atuação do projeto :

1 – Incentivo à Leitura em Sala de Aula (Transformando o professor leitor), ministrada por Cláudia Monteiro, consultora do eixo de incentivo à leitura, na qual os participantes refletiram sobre ações e experiências literárias, discutiram estratégias que possibilitam o fomento do ato de ler, com a construção de novas práticas de ensino à leitura e à escrita. Traçaram o perfil local das experiências de leitura, relacionando com o cenário nacional.

2 – Educação Ambiental Contextualizada, ministrada por Marcelo Aranda, coordenador do Programa Rio da CARE Brasil, onde refletiu-se sobre os processos educacionais atuais e sua influência nas atividades de educação ambiental; como também conceitos da mesma. Analisaram as degradações ambientais locais e as fragilidades ambientais do planeta e foram convidados a fazer parte de uma rede de educadores ambientais do Comunidade Educadora.

3- História Local Transformando a Prática Pedagógica, ministrada por Marlucia Santos, consultora do eixo de Memória e Comunicação. Nela os profissionais conheceram as teorias sobre Memória, História Local e História de Vida. Foram incentivados a montar Espaços de Memória em suas escolas para fortalecer a prática de pesquisa da história da comunidade e da própria instituição inserida neste contexto.

Os dois dias de atividade foram marcados com dinâmicas para integração entre os três grupos de cursistas e com boas perspectivas sobre os momentos vivenciados nas oficinas. No encerramento da jornada, os grupos apresentaram os produtos finais resultantes de dois sábados consecutivos de reflexões prazerosas nos campos do incentivo à leitura, educação ambiental e resgate da memória local. Foram entregues certificados de participação e uma blusa referente ao eixo da oficina do participante. Nós do Comunidade Educadora, saímos do seminário com a satisfação e a certeza de ter sensibilizado grande parte dos profissionais participantes e também poder contar com novos parceiros nas ações promovidas nas escolas da comunidade

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O Coordenador do Programa Piauí da CARE Brasil, João Martins e o vereador Fernando Gomes estão participando da III Conferência Mundial em educação sustentável voltada para jovens de populações excluídas e que acontece no Equador de 8 a 10 de dezembro.

A Conferência reúne cerca de 120 (cento e vinte) técnicos do terceiro setor e do governo dos países onde se desenvolve o modelo das escolas autossustentáveis, como África do Sul, Estados Unidos, Canadá, Quênia, Nicarágua, Paraguai, Argentina, Colômbia, Malawi, Inglaterra, México, Equador, Brasil entre outros.

O evento está sendo realizada na Reserva Ecológica de Yachana, na Província de Napo, região amazônica do Equador.

A área é habitada por diversas tribos indígenas e na língua local “Yachana” quer dizer “um lugar para aprender”. Nada mais sugestivo e apropriado para o projeto da Fundação Yachana que desenvolveu uma proposta de educação autossustentável com um colégio técnico para os jovens daquela região.

As características de Yachana se assemelham à região do Delta do Parnaíba, exuberância em beleza dos recursos naturais que se contrastam com a pobreza da maioria da população.

A experiência do colégio técnico está revolucionando a comunidade local, onde os jovens aprendem não somente a ganhar dinheiro para melhorar a qualidade de vida, mas a se tornarem cidadãos íntegros, participativos, solidários e comprometidos com a vida em todos os seus aspectos.

“Transformação social é o que se deseja com a proposta da escola autossustentável, uma educação para a vida” declarou Martin Burt, Presidente da Fundação Paraguaia, Ex-Prefeito de Assunção, um dos participantes e debatedores da Conferência.

João Martins e Fernando Gomes representam o Piauí levando a proposta de implantação de uma escola do gênero para o município de Cajueiro da Praia. O governador Wellington Dias, sensível à proposta inclusiva será parceiro do projeto e já manifestou interesse em conveniar com a CARE Brasil para mais duas outras escolas.

Segundo o prefeito municipal Girvaldo Albuquerque, “a Prefeitura de Cajueiro da Praia doou uma área de 3,5 hectares onde será construída a parte administrativa, ensino e hotel-escola, apostando no sucesso do projeto”.

Com a construção do Centro de Formação de Empreendedores - CEFEM de Cajueiro da Praia, o município ganhará investimentos da ordem de US$ 2 milhões (dois milhões de dólares) em cinco anos, desde a sua implantação até a sua plena gestão própria.

“A estrutura física da escola incluirá espaço para acomodação e ensino para 150 alunos. Sua construção obedecerá a rígidas diretrizes ambientais, com a visão de minimizar impactos negativos e criar um espaço onde os jovens possam aprender sobre práticas agrícolas sustentáveis”, disse João Martins.

O CEFEM de Cajueiro da Praia terá ainda uma área de 12 hectares para cinco unidades produtivas:

- Um hotel/Casa de hóspedes, contendo 20 chalés com capacidade para abrigar 40 pessoas;
- Unidade processadora de leite, com criação de 20 matrizes e a produção de iogurte e bebidas lácteas;
- Unidade processadora de polpa de frutas;
- Horta de vegetais com produção orgânica;
- Unidade de piscicultura, com a criação de tilápias.

“A missão das escolas autossustentáveis é promover a capacitação técnica e vocacional de qualidade, de modo que jovens possam entrar no mercado de trabalho e contribuir para o desenvolvimento sócio-econômico local em bases sustentáveis”, declarou o vereador Fernando Gomes.

Fonte: Ascom/Fernando Gomes

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O engenheiro ambiental Ayri Saraiva Rando promoveu palestras para professores da rede municipal de educação de Parnaíba e para os representantes do Conselho Consultivo da Área de Proteção Ambiental Delta do Parnaíba nos dias 3 e 4 de dezembro de 2009.

Com o tema “DEMOCRATIZAÇÃO DO DEBATE ATUAL SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS À SOCIEDADE PIAUIENSE: possibilidades de mitigação e adaptação às alterações do clima, conciliadas ao combate à pobreza”, o encontro discutiu os impactos causados pelas alterações do clima no Nordeste e serviu para mostrar quem são as populações e regiões mais vulneráveis e as consequências destas alterações no Piauí, principalmente na região litorânea.

Os participantes fizeram várias perguntas sobre quais práticas devem ser adotadas para diminuir a emissão dos gases de efeito estufa. Rando também falou sobre os pagamentos por serviços ambientais em projetos de redução e adaptação às mudanças climáticas.

Ayri Saraiva Rando é analista do Projeto de Apoio à Política Estadual de Mudanças Climáticas e Combate à pobreza no Piauí, uma iniciativa da CARE Brasil em parceria com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semar). As palestras sobre Mudanças Climáticas foram realizadas através de uma parceria entre a CARE Brasil, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMAR), a Secretaria Estadual de Planejamento e a APA do Delta do Parnaíba.

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No dia 29 de outubro o projeto Comunidade Educadora recebeu a visita de Milo Stanojevich, diretor da Care Peru e Peter Buijs, diretor regional da Care América Latina.
Conheceram as ações do projeto, presenciaram a exposição dos banners, do eixo de Memória e Comunicação, produzido pelos jovens pesquisadores populares, no Colégio Estadual Guadalajara. Conversaram com os jovens de todos os eixos sobre quais mudanças o projeto trouxe em suas vidas, o impacto de um projeto que tem o protagonismo juvenil como objetivo principal numa comunidade onde muitos adolescentes, jovens e até mesmo crianças, convivem com o tráfico. Entenderam que o projeto tem uma influência libertadora que proporciona imunidade ao aliciamento, através do acesso a atividades culturais, conhecimentos, novas experiências de vida.
Visitaram o ECOespaço, terreno localizado ao lado do C. E Guadalajara, que foi conquistado após muita luta, no ano passado. Nele foi construído o biodigestor e está para ser implantado uma horta escolar.
Após, esta breve visita, seguiram em frente, na mesma rua, em direção a Creche e Pré Escola Parteira Odete Maria de Oliveira, para visualizarem a horta escolar que foi construída com a parceria do projeto, e que as crianças ajudaram a plantar as verduras e legumes.
Em seguida, todos se dirigiram à E. M. Dr. Ricardo Augusto de Azeredo Vianna. Conheceram as pessoas que estão a frente da escola, possibilitando que essa parceria com o projeto se torne realidade, e a visão das crianças em relação aos jovens do Comunidade Educadora que atuam na instituição. O que mais facilita a comunicação desses jovens com as crianças, adolescentes, e até mesmo outros jovens, é o fato de residirem na mesma comunidade, isso cria laços e desperta identificação. Presenciaram uma roda de leitura. Milo e Peter encantaram-se com a forma que a mediação contagia as crianças.
E a última visita foi na Associação de Moradores do Jardim Leal (AMAJAL), onde foi feito uma transformação de um espaço que antes era um velho vestiário esportivo e tornou-se uma biblioteca comunitária. Lá o grupo Mulheres com Propósito esperava para mostrar suas peças e contar sobre a experiência de ministrar uma oficina de bijuterias produzidas com fibras de bananeira.

Peter comenta sobre a visita ao projeto:

“Eu achei o projeto muito interessante, vejo uma boa comunicação entre jovens e adultos, é isso que eu gosto, ver pessoas trabalhando em projetos, se tornando mais responsáveis, tomando iniciativas para melhorar o lugar em que vivem, e crescendo. O mais impressionante é o jovem estar a frente disso.” Peter Buijs

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Desde de Julho, o projeto Comunidade Educadora deu início ao processo de criação de hortas escolares nas instituições que fazem parte de suas ações. As hortas são orgânicas, ou seja, sem o uso de agrotóxicos, pesticidas ou adubo químico.

No mesmo mês, uma palestra com as escolas que manifestaram o desejo de ter sua horta foi feita para explicar o processo de criação, as dificuldades, vantagens e o manejo desse tipo de cultivo.

Após esse primeiro contato, Varner Simas (monitor do eixo de educação ambiental) e Nelson Barroso (profissional responsável pelo processo de acompanhamento e implantação das hortas) percorreram em agosto as escolas e creches para analisar e fazer demarcação das áreas de construção. Cada escola ou creche é responsável pelo manejo de sua horta. O projeto apoiará prestando assistência técnica, fornecendo insumos e equipamentos.

“Eu percebi que as instituições estão muito animadas, porque logo após as marcações elas já encontraram responsáveis pelas hortas. Mobilizaram os pais dos alunos para estarem envolvidos no manejo (Creche Maria José). Isso também está sendo estimulado nas outras instituições.” Comentou Varner Simas - 20 anos - monitor do eixo de educação ambiental do Comunidade Educadora

Até o momento, apenas a Creche e Pré Escola Parteira Odete Maria de Oliveira e Creche e Pré Escola Municipal Maria José da Conceição possuem o desejo ter sua horta e as condições necessárias para a criação. Na Creche Parteira Odete, o plantio das mudas ocorreu em 22 de outubro. Algumas crianças entre 3 e 5 anos realizaram esta tarefa e se mostraram bem interessadas e curiosas ao plantar. Nelson dava uma muda a cada criança e as ensinava como colocar na terra. As dinamizadoras ressaltaram com os pequenos que eles deveriam “cuidar das plantinhas”.

“Incentivar as crianças a cuidarem das mudas tá sendo ótimo e maravilhoso. A maioria deles tem o costume de arrancar as plantas e agora vão poder cuidar delas.” Comentou Angela Cristina - Estimuladora da Creche Parteira Odete

A horta da creche terá aproximadamente 300 mudas de verduras e legumes, entre jiló, pimentão, beterraba, coentro, cebolinha, salsa entre outras. Estima-se que até dezembro haja produção suficiente para enriquecer o cardápio escolar com produtos de melhor qualidade e livre de toxinas.

“O trabalho com a horta vai ajudar as crianças em sua coordenação motora ao lidarem com as plantas, também ter carinho e respeito a natureza.” Disse Patrícia Gomes - Estimuladora da Creche Parteira Odete da turma entre 3 e 4 anos

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Representantes de órgãos públicos, ONG´s e estudantes participaram do II Módulo do Curso de Mudanças Climáticas no Piauí, realizado pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMAR-PI) em parceria com a CARE Brasil, nos dias 11 a 13 de novembro de 2009 na Escola de Governo. O evento teve como objetivo disponibilizar informações para que os participantes se tornem agentes multiplicadores da reflexão sobre mudanças climáticas e da construção coletiva de agendas de sustentabilidade em pequena escala, isto é, no âmbito de sua organização, lugar de origem ou área de atuação.

Segundo o analista de Programa da CARE Brasil, Ayri Saraiva, o módulo II visa à elaboração da Agenda Climática do Governo do Estado do Piauí, contendo ações, prazos e responsáveis pela implantação da mesma. “Sua elaboração deverá envolver a participação e a visão compartilhada de todos os atores envolvidos e convidados, sendo agenda citada o principal produto a ser obtido nesta etapa”. A capacitação faz parte das ações do Projeto de Apoio à Política Estadual de Mudanças Climáticas e Combate à Pobreza no Piauí que o Governo do Estado incorporou através de protocolo firmado com a CARE Brasil.

Com informações da CCom-PI.

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Formar jovens como agentes pedagógicos ambientais de quatro escolas dos bairros onde atua e ter uma coleta seletiva implantada em todas elas. Estes foram os objetivos iniciais do projeto Comunidade Educadora do Programa Rio de Janeiro.

O processo de sensibilização na comunidade escolar, foi feito pelos agentes pedagógicos, que explicavam aos alunos a importância da separação do lixo, qual material deveria ser colocado no contender específico e as cores que representam cada um deles. Após essa primeira etapa, as escolas ganharam seus kits de coletores de materiais recicláveis a fim de que os alunos colocassem em prática os conceitos que haviam sido repassados pelos agentes.

“ Eu acho boa essa iniciativa, porque antes eu queimava meu lixo e agora tenho pra quem entregar. Ajuda a deixar a rua mais limpa, o lixo não fica mais jogado e os bueiros não entopem. Eu aceitei participar porque separo o lixo e evito que mais pessoas no lixão de Gramacho tenham contato com vários tipos de lixo. Seria bom que todo Brasil tivesse esse trabalho pra evitar a poluição” Comentou Maria Lúcia – Moradora a 22 anos no bairro Olavo Bilac

Em 2007, entraram em contato com uma cooperativa de catadoras de materiais recicláveis de um bairro próximo de onde o projeto atua, chamada Cooperangel. Nasceu então, uma parceria entre as duas instituições. O Comunidade Educadora destinaria todo o material recolhido nas escolas que participam de suas ações para a cooperativa. Esta por sua vez, faria o recolhimento periódico dos recicláveis. Desse modo, a cooperativa ajudaria o projeto a concluir de fato a sua coleta seletiva, ou seja, dentro dos objetivos iniciais e o projeto garantiria um aumento no volume de material da cooperativa, que traduz um complemento na renda destas mulheres. Fechar o ciclo da coleta seletiva é imprescindível para implantá-la. Sem um destino final seguro, logico, coerente, não faz sentido separar o lixo coletado.

“Achei uma boa ideia porque despoluí o meio ambiente, não jogar no lixo e ajuda na limpeza. Os benefícios pra comunidade são muitos. Me sinto ajudando a diminuir a poluição da Baía de Guanabara, evitar os deslizamentos de encostas, melhorias na saúde. Quanto menos acúmulo de lixo, melhor.” Disse Rosana Nascimento – Moradora a 16 anos do Olavo Bilac

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Com a inclusão de novas escolas participantes das ações do projeto, foi criada uma agenda de recolhimento dos materiais adquiridos por cada uma delas. Para o Comunidade Educadora, não bastava apenas ter seu sonho de implantação de uma coleta seletiva escolar. Integrar os moradores dos bairros onde ele atua, é um objetivo contido em todas as suas ações e expandir a coleta às residências, sempre foi um forte desejo do projeto.

“Acho importa porque não desperdiçamos o que pode ser reciclado e diminuímos a poluição na natureza. Trás muitos benefícios para a comunidade e gera emprego para o pessoal da cooperativa. Acredito que isso vai trazer mudanças de hábitos dos moradores e a limpeza da rua.” Comentou Luciano Souza – Morador a 32 anos do Olavo Bilac.

Inicialmente, a coleta seletiva solidária atenderá 134 residências que aceitaram colaborar com esta ação. O processo de sensibilização e cadastramento destes moradores, foi feito por quatro turmas, quatro professores e uma estagiária do C. E Guadalajara e parte da equipe técnica do projeto. Distribuídas ao longo de três ruas próximas ao Guadalajara, as residências participantes receberam uma placa de certificação e que também serve para guiar a catadora responsável pelo recolhimento dos materiais armazenados pelos moradores. Também receberam ímã de geladeira com receitas de reaproveitamento de folhas e sementente, além do calendário da coleta e dos telefones de contado. Essa tarefa ocorre todas as terças, quintas e sábados pela manhã com o auxílio de um triciclo adquirido pela projeto que encontra-se a serviço da Cooperangel pelo Comunidade Educadora.

“Pra mim ta sendo muito bom fazer o recolhimento dos materiais, porque me sinto ajudando a diminuir a quantidade de lixo do país. A Helenita passou nas salas procurando algum voluntário para a coleta e como eu estava sem fazer nada, topei. Os moradores que participam sempre me ajudam na hora do recolhimento e também fazem perguntas sobre o destino do lixo. Fui bem recebida na cooperativa e já estou me enturmando por lá.” Disse Jorgete Ferreira – 33 anos – Aluna do C.E Guadalajara e catadora responsável pelo recolhimento dos materiais da coleta seletiva solidária residencial.

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O governador piauiense Wellington Dias inaugurou a Escola Família Agrícola Cocais no dia 7 de novembro, em São João do Arraial, no Norte do Piauí. O evento contou com a participação do Secretário Estadual de Educação e Cultura, Antônio José Medeiros; do prefeito de São João do Arraial, Francisco Limma; do coordenador da CARE Brasil no Piauí, João Martins; de 12 prefeitos de cidades do Território dos Cocais e de familiares dos estudantes.

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A EFA Cocais é um estabelecimento educacional profissionalizante que capacita, em técnicas agrícolas e criação de animais de pequeno porte, estudantes de 12 cidades do Território dos Cocais. A escola, que foi construída dentro de uma grande área de babaçual, dispõe de salas de aula, laboratório de informática, dormitórios, refeitório, horta orgânica, unidades produtivas de aves e suínos, além de uma ampla área de lazer e convivência. As parcerias com a CARE Brasil, Pfizer e União Européia foram fundamentais para a implantação das unidades produtivas de aves e suínos, espaços onde os estudantes realizam suas aulas práticas.

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Em seu segundo ano de funcionamento, estudam na escola 80 alunos dos municípios piauienses de Batalha, Campo Largo, Esperantina, Joaquim Pires, Joca Marques, Madeiro, Matias Olímpio, Morro do Chapéu, Nossa Senhora dos Remédios, Porto e São João do Arraial. “Os estudantes deixam a EFA Cocais preparados para a vida, para serem empreendedores”, comentou o governador Wellington Dias ao destacar a importância da metodologia da Pedagogia da Alternância, na qual o aluno passa 15 dias na escola e 15 dias em casa, aplicando o conhecimento adquirido em sala de aula.

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Jovens da primeira turma do curso da Escola Família Agrícola Cocais, em São João do Arraial, Norte do Piauí, conheceram a estrutura organizacional e as unidades produtivas da Fundação Paraguaya, instituição referência na gestão de empreendimentos rurais localizada a 50 km de Assunção, capital do Paraguai.

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O intercâmbio, que faz parte das ações do Projeto de Empoderamento das Comunidades Rurais do Piauí (PECR-PI), uma parceria da União Européia com a CARE Brasil, foi organizado pelo Programa Piauí da CARE Brasil e teve como objetivo promover a integração de conhecimentos entre jovens e os gestores das escolas de formação técnica, e demonstrar para os visitantes a importância do modelo auto-sustentável como forma emancipar as escolas de dependências externas, e as unidades produtivas como negócios, onde os jovens aprendem todo o processo de gerenciamento e comercialização com o mercado consumidor.

A Fundação Paraguaya, em especial a Escola São Francisco de Assis, da cidade de Bernard Aceval, no distrito de Cerrito, constitui uma unidade de apoio da fundação e tem uma receita anual de US$300.000, proveniente das unidades produtivas de hotelaria (40%), produção de leite (25%), horta, apicultura, criação de tilápias, caprinos, usina de beneficiamento de leite e das mensalidades dos alunos, que custam mensalmente R$80,00/aluno, sendo que a metade desse valor é pago em dinheiro e o restante em trabalho ou cursos de capacitação.

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Todos os estudantes formados pela Fundação Paraguaya foram inseridos no mercado de trabalho, seja em negócios próprios, como empregados em empresas rurais, no setor de serviços ou em atividades afins. O curso da fundação dura três anos e tem como foco a educação empreendedora, garantindo aos jovens uma certificação em técnico em agropecuária ou hotelaria.

Participaram do intercâmbio no Paraguai os jovens piauienses Leila Cavalcante, Rafael Pereira, José da Silva Nascimento e Raquel dos Santos; os técnicos do Programa Piauí da CARE Brasil, Francisco Teixeira Barreto Júnior e Anísio Neto; o técnico da CARE Brasil São Paulo, James Allen, e o presidente da Associação de Estudantes da EFA Cocais, Antônio José Silva.

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A CARE Internacional Brasil está participando da Campanha TicTac e a CARE Brasil também está se juntando à versão brasileira da campanha (www.tictactictac.org.br).

A Campanha Global de Ações pelo Clima (GCCA, na sigla em inglês) é fruto de uma aliança inédita de organizações não-governamentais, sindicatos, grupos religiosos e pessoas que tem como objetivo mobilizar a sociedade civil e a opinião pública para que os governos se posicionem e estabeleçam metas ambiciosas e justas em prol de decisões concretas para combater as causas das mudanças climáticas e amenizar seus efeitos.

O objetivo da campanha é consolidar uma série de ações em diversos países, que culminarão em uma plataforma de orientações e reivindicações a ser apresentada durante a COP-15, realizada de 7 a 19 de dezembro de 2009, em Copenhague, Dinamarca. A campanha mundial GCCA está sendo implementada com prioridade em alguns países importantes para o êxito das negociações, ou seja, para que tais países tenham posições e compromissos mais efetivos e adequados para salvar o planeta da catástrofe climática. A lista desses países inclui Brasil, Japão, Canadá e Polônia (que preside o processo de preparação da COP antes de Copenhague).

Acesse o site da campanha e participe: www.tictactictac.org.br.

No estado do Piauí, a CARE Brasil desenvolve, em parceria com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, um Programa de Mudanças Climáticas e Combate à Pobreza, que tem como objetivo fomentar discussões nos agentes públicos locais para que eles se tornem multiplicadores da reflexão sobre mudanças climáticas e da construção coletiva de agendas de sustentabilidades em pequena escala no âmbito de sua organização, lugar de origem ou área de atuação.

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Matéria do site institucional do Governo do Estado do Piauí destaca ampliação de parceria com a CARE Brasil

O Governo do Estado acertou, na tarde dessa terça-feira (20), a ampliação da parceria com a Care Brasil - organização não-governamental dedicada à erradicação da pobreza, através de projetos executados conjuntamente pelas duas instituições. A ampliação da parceria foi definida durante audiência concedida pelo governador Wellington Dias a membros da Care Brasil no Palácio de Karnak.

“Aqui, hoje, acertamos duas parcerias: a primeira delas se refere à implantação de uma escola de turismo e empreendedorismo na região litorânea, mais precisamente em Cajueiro da Praia; e, ao mesmo tempo, uma base-piloto de erradicação da pobreza em uma região que eles ainda vão escolher”, informou o governador. “É um parceiro importante e vale a pena todo esse trabalho”, declarou.

Wellington Dias destacou os projetos já existentes em função da parceria entre o Governo do Estado e a Care Brasil. “No Estado do Piauí, nós trabalhamos e acompanhamos três experiências com a Care Brasilleia mais, clique aqui!

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Teve início em setembro, a oficina de bijuterias reutilizando fibras de bananeira, na Creche e pré-escola Maria José, no bairro Jardim Leal. A oficina está sendo ministrada pela ONG Mulheres com Propósitos, aos sábados de 9:00 às 12:00. A fibra é extraída do tronco da planta e passa por um longo processo até ficar pronta para a fabricação das bijuterias. Este processo citado anteriormente será trabalhado na próxima oficina aplicada por essas mulheres, já que esta serve como atrativo para mostrar previamente como é feito o trabalho e iniciar a geração de renda do grupo.

A ONG Mulheres com Propósitos é um grupo independente que só trabalha com fibra de bananeira. Elas começaram a confeccionar peças nos fundos do quintal de uma delas. Lia Maria Marcelo idealizou a montagem de um grupo que trabalhasse com esse material. Encontrou pessoas especializadas no assunto e que tivessem o interesse de repassar estes conhecimentos. Esta é a segunda oficina que as mulheres ministram e estão gerando ótimos resultados.

Tenho um sentimento muito bom em passar o meu conhecimento, a cada dia vamos descobrindo o valor de nossa importância”. Ilma de Souza, integrante do Mulheres com Propósito, relata como é ministrar a oficina.

A oficina está sendo ministrada por algumas das componentes do grupo. Esta é a primeira vez que o projeto recebe a oficina e ela conta com um público de 15 a 20 mulheres que residem na comunidade onde o projeto atua e também de bairros vizinhos.

O objetivo desta ação é auxiliar o complemento da renda familiar destas mulheres e também a despertar uma certa independência financeira com a fabricação de belas peças através da utilização de uma matéria-prima barata.

Eu sempre trabalhei com artesanato, é uma novidade trabalhar com uma matéria-prima tão barata e ótima de manusear.” Conta Márcia Rosaria de Oliveira, participante da oficina, dona de casa e professora.

No fim da oficina foi falado sobre uma proposta que está sendo analisada, em trazer um designer de peças que avalie as mesmas e ministre uma oficina sobre como divulgar comercialmente estes produtos.

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Contribuindo com a quebra do ciclo intergeracional de pobreza de famílias de agricultores rurais da região semi-árida do Piauí desde 2006, através das ações de geração de trabalho e renda do Projeto Jovem Produtor na cidade serrana de Pedro II, a Pfizer e a CARE Brasil implantaram, em agosto de 2009, as primeiras unidades produtivas de aves e suínos do Projeto Jovem Produtor II nas cidades de São João do Arraial e Matias Olimpio, no Território dos Cocais, no Norte do Piauí.

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O Projeto Jovem Produtor II é uma iniciativa das instituições Laboratórios Pfizer e CARE Brasil que tem como objetivo estimular o empreendedorismo rural na juventude piauiense através da instalação, nas propriedades rurais, de um modelo semi-intensivo de criação de pequenos animais (aves e suínos), gerando trabalho e renda de forma sustentável, melhoria na qualidade da alimentação das famílias e repasse do conhecimento a outros agricultores da região.

As ações foram iniciadas em abril de 2008 na cidade de São João do Arraial. A segunda etapa do projeto vai beneficiar 200 famílias de jovens com a implantação de unidades produtivas de aves ou suínos. Durante um ano os técnicos do Programa Piauí da CARE Brasil realizaram mobilizações, reuniões e inspeções nas comunidades beneficiadas para verificar a viabilidade de implantação das unidades produtivas.

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O Jovem Produtor I foi implantado no Piauí em 2006, em Pedro II. Inicialmente o projeto fez parceria com uma escola agrícola e depois se estendeu para várias comunidades do município serrano, incluindo o assentamento Paraíso, que ainda recebe o trabalho de extensão rural dos técnicos da CARE Brasil.

Segundo o técnico do Programa Piauí da CARE Brasil, Francisco Teixeira Barreto Júnior, responsável pelos projetos da Pfizer nas cidades piauienses de Pedro II, São João do Arraial e Matias Olímpio, o Jovem Produtor II tem como meta contemplar diretamente 200 famílias, beneficiando aproximadamente 1.200 pessoas em um dos territórios de mais baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Piauí.

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“Já foram construídos seis galpões [quatro para suínos e dois para aves] em São João do Arraial. Todas as estruturas foram construídas de maneira rústica, aproveitando o que existia de material na região. A previsão de entrega dos suínos será no próximo mês [novembro de 2009] e a conclusão de todas as 10 unidades produtivas está prevista para fevereiro de 2010. Dez famílias do município de Matias Olimpio receberam lotes de aves de galinha caipira e o acompanhamento técnico da CARE Brasil. As unidades produtivas de aves e suínos também servem como laboratórios de aulas práticas para os estudantes da Escola Família Agrícola Cocais (EFA Cocais) aperfeiçoarem seu aprendizado”, comenta.

As comunidades contempladas com as unidades produtivas no território piauiense são: Santa Rita, Laranjeiras, Quente e os assentamentos Piranhas e Chapada da Sindá, na cidade de São João do Arraial, e Caiçara, Formosa e Alagadiço, em Matias Olímpio.

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O agricultor familiar Francisco Alves Rodrigues, da comunidade Formosa, é um dos beneficiados com unidades produtivas de aves na cidade de Matias Olímpio. “Só na nossa comunidade são mais de 100 frangos vendidos por semana e há dia em que falta carne. As pessoas querem comprar e não encontram nada. Comprador para as aves tem, basta produzir. Se tudo der certo com a venda dos animais do projeto, daqui a um mês e meio, vai ter um dinheiro a mais para as despesas da casa”, cita.

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Para ajudar na comercialização das aves e garantir a sustentabilidade e a ampliação do projeto, Rodrigues e as demais famílias beneficiadas pretendem falar com o prefeito de Matias Olímpio para que a prefeitura da cidade piauiense compre parte da produção dos animais para a merenda das escolas municipais. “O frango que é usado na merenda escolar vem de fora porque não há criação de aves aqui. A gente pode fornecer uma carne de qualidade e com gosto [sabor] para as escolas”, conclui o agricultor.

José da Silva Nascimento (Zé Dió), de 26 anos, percebeu que o modelo de criação de suínos das unidades produtivas do Jovem Produtor II gerava melhores resultados do que o utilizado nas propriedades rurais de sua comunidade. “Com as informações dos técnicos da CARE Brasil sobre criação de suínos, eu percebi que o modelo usado nas unidades produtivas é mais vantajoso para o pequeno produtor”, comenta. Zé Dió, que estuda na EFA Cocais, faz parte de uma das famílias que serão beneficiadas com a implantação da unidade produtiva de suínos na comunidade Chapada da Sindá, em São João do Arraial.

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Foram as aulas práticas nas unidades produtivas de suínos e aves da EFA Cocais que fizeram o estudante Rafael Leão Pereira, de 20 anos, perceber que o trabalho no campo pode ser vantajoso. “Eu não tinha uma visão empreendedora antes de entrar na EFA Cocais. Era um ‘cego’, pois não entendia como transformar o campo em algo lucrativo. A unidade produtiva instalada aqui há mais de um mês serve como modelo para quem pretende ter o seu próprio negócio. A maior lição que aprendi desde a implantação do projeto de criação de aves é que o trabalho coletivo faz a diferença”, diz o jovem da comunidade Santa Rosa, em São João do Arraial.

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Por crescer vendo seu pai ser tão apaixonado pelo trabalho no campo, a jovem Leila Cavalcante, de 19 anos, moradora da comunidade Alagadiço, em Matias Olímpio, decidiu fazer um curso agrotécnico. Ela percebeu que o agricultor familiar só consegue ter um bom retorno financeiro com o manejo da terra e com a criação de animais se utilizar as técnicas adequadas. “Eu quero ajudar meu pai e ver a minha região mudada, por isso resolvi fazer o curso na EFA Cocais. A unidade produtiva de aves implantada aqui vai mostrar para as famílias da nossa comunidade que é possível ganhar dinheiro com uma criação de galinha caipira quando os animais são criados da forma correta. É viável ter uma criação de aves em Matias Olímpio porque a procura pelos animais é muito grande na região”, relata a estudante da primeira turma da EFA Cocais.

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Foi iniciada a oficina de mosaico ecológico de 2009, na Creche e Pré-Escola Municipal Prof.ª Laura D’Aquino Longo e na Escola Municipal Dr. Ricardo Augusto de Azeredo Vianna. O fato de a oficina acontecer em duas instituições é uma novidade deste ano.

Essa ação teve início em 2007 através da parceria entre o projeto e a ONG Manguezarte. Uma oficineira da instituição foi responsável por ensinar a técnica do mosaico ecológico às primeiras alunas. O motivo pelo qual ela recebe esse nome, é devido a utilização de embalagens de produtos de limpeza e higiene pessoal ao invés de azulejos. Além de ter um diferencial estético, também contribui para que essas embalagens não sejam encaminhadas ao lixo e por consequência, à natureza.

O foco da oficina é a capacitação de mulheres que residem nos bairros onde o projeto atua em artesãs locais. A partir das técnicas e prática do mosaico ecológico elas possam dar asas a sua imaginação, vender suas peças e aumentar a renda familiar. Deste grupo inicial de alunas, a artesã Cirlene Barbosa foi convidada no ano seguinte para ministrar a oficina que ocorreu no CCAIC (Centro Creche de Atendimento a Infância Caxiense – Olavo Bilac)

Este ano, Cirlene também será a responsável pelas oficinas nas instituições. As aulas na creche ocorrerão todas as terças-feiras de 9:00 às 11:00 horas e na escola municipal, todos os sábados de 13:00 às 15:00. Cerca de 30 alunas participam das duas turmas.

“Pra mim tem sido ótimo, a convivência com as alunas também é muito boa. Senti falta de dar aulas, ta sendo bem legal trabalhar com esses grupos. No trabalho artesanal que fazemos, não só o dinheiro importa, já que também estamos fazendo algo algo que a gente gosta.” , Comentou Cirlene Barbosa – Oficineira de mosaico ecológico, quando perguntada sobre suas espectativas para este ano de oficina.

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