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O debate sobre a pobreza e os pobres não são privilégios dos estudiosos da atualidade. Como também, esse tema não se restringe a uma região específica e distante de nossa realidade cotidiana. Ele está bem próximo do dia-a-dia dos moradores da cidade de Parnaíba, Piauí. Ao contrário do que se possa imaginar, são antigas as ferramentas utilizadas para o enfrentamento da pobreza no município.

Uma breve leitura sobre a história econômica de Parnaíba nos revela que seu apogeu econômico ocorreu nas primeiras cinco décadas do séc. XX. Parnaíba funcionava como entreposto comercial do Brasil com a Europa e Estados Unidos, exportando a cera de carnaúba e os charques das fazendas de gado que se estendiam ao longo do rio Parnaíba. Aproveitado-se desse boom econômico, a região se destacou pela construção de diversos bens públicos financiados pela elite econômica da época. Foram construídos obras como a Companhia de Energia Elétrica de Parnaíba, Banco de Parnaíba (atual Banco do Brasil), colégios, creches, vilas de casas, ruas e postos de saúde.

É neste período também que os filhos dos empresáros deixavam Parnaíba para estudar na Europa (França e Espanha). Ao retornarem à terra natal, colocavam-se como vanguarda na discussão sobre a pobreza e de formas de combatê-las. O auge dessas desenvolturas ocorreu até o início dos anos 1950. Com o declínio do entreposto comercial ocorrido pelos baixos preços das commodities, a substuição da cera natural pela sintética e com a decadência econômica da elite exportadora, todos este bens públicos foram assumidos pelo estado. No entanto, ao assumir estes bens, o estado serviu como porto seguro para acomodar com cargos na administração, os desprovidos das receitas obtidas com as exportações. Nesse instante, os empresários encontram na administração pública a morada apropriada para a manutenção de seus interesses particulares. O patrimonialismo e o clientelismo são heranças deste “novo fazer” da administração dos bens públicos.

A tradicional oligarquia do norte do Piauí, com base no seu estoque de capital econômico e político acumulado historicamente, logrou impedir que grande parte das mudanças ocorridas na outra segunda metade do séc. XX (1950 – 2000) fossem acessadas de modo satisfatórios pela população de baixa renda. Podemos citar como exemplos deste processo, a falta de acesso à ensino e saúde com qualidade, aposentadoria rural, a criação de políticas públicas para a agricultura de pequenos agricultores ou a criação de conselhos municipais.

O cenário econômico atual é caracterizado pela dependência do restante do Estado do Piauí a estados vizinhos, em especial, o Ceará. A maior parte da produção de alimentos e produtos são trazidos dessas localidades para serem comercializados. Ocorre também uma dependência de mão-de-obra especializada para assumir postos de trabalhos existentes. Em tal ambiente, o analfabetismo corresponde a quase 27% da população e, segundo a Secretaria de Saneamento Básico, nenhuma residência no município é atendida por um sistema de esgoto.

Os Programas de Transferência de Renda promovidos pelo Governo Federal, através do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, a exemplo do que ocorre em todo país, continuam contemplando as conseqüências da pobreza em detrimento de uma atitude corajosa de ataque às causas. Em Parnaíba, cuja população é cerca de 100 mil habitantes, estes programas beneficiam um total de 20.551 famílias (15% da população total), distribuídos da seguinte maneira: Bolsa Família (6.231), Bolsa Escola (5.285), Bolsa Alimentação (14), Cartão Alimentação (00) e Auxílio Gás (9.021), perfazendo um total de recursos transferidos de R$ 704.372,00. Um fator relevante de preocupação é que estas bolsas estão inseridas na concepção de ataque às consequências (ausências de Direitos), avançando muito lentamente para suas causas estruturais (acesso à Direitos).

Os diversos níveis de participação (conselhos municipais) incluídos para promover a politização e organização das comunidades e zelar para o sucesso desses programas como elemento de possibilidade de desenvolvimento local, geralmente não estão preparados para esta função, sendo manipulados por interesses político-partidários. Os governantes municipais (sem desmerecer os outros níveis de governantes) utilizam-se dos diversos sub-programas como moeda de troca em suas relações de “confiança”. A implementação desses programas enfrenta o desafio de conciliar o avanço das relações sociais (sua politização) e a permanência das relações de compadrio (assistência aos necessitados). Isto é posto na realidade diária de todos os municípios onde essas ações são desenvolvidas.

A igualdade social em Parnaíba precisa avançar muito. O índice de desigualdade GINI de Parnaíba é de 0,656 e 47,52% dos moradores tem renda domiciliar per capita de R$ 75,50. Em referência ao mapa do trabalho infantil do Piauí, o mesmo registra para o município a existência de cerca de 400 crianças trabalhando informalmente nos mais diversos segmentos: catador de lixo; comércio informal; comércio sem carteira registrada; vigia e lavagem de carros; venda de jornais e panfletagem; pesca artesanal e beneficiamento de camarão; serviços informais em oficinas mecânicas; serviços penosos em olarias, madeireiras e serrarias.

Neste cenário de caracterização do poder local e de como os desafios sócio-econômicos se impõem, o desafio é qualificar as relações de poder para identificar políticas que não atentem apenas para o aspecto das necessidades imediatas de combate à fome. Mas, sobretudo, para políticas que apontem a superação da pobreza com o direito de escolher o alimento e quantas vezes querem se alimentar por dia (oportunidades). Outra, o entendimento de que políticas públicas são de estado, não de governantes.

Sem perder de vistas os conceitos e/ou linhas sobre pobreza e exclusão mundialmente difundidas por teóricos antigos e contemporâneos, os órgãos Governamentais e Não-Governamentais locais, também a utilizam para definir pobreza: indivíduos com ausência de renda e recursos para suprir suas necessidades básicas. Pouco se fala e discute a exclusão. Dimensão intrinsecamente ligada à pobreza que nos remete a superação da carência de renda e o acesso às oportunidades de plena cidadania.

Com base nesta categorização, como forma de externalizar inquietudes, fazemos a seguinte provocação: afinal, porquê em Parnaíba, o “combate” à pobreza é tão explorado pelas organizações governamentais e não-governamentais, e a exclusão não? Porque realizar ações de “combate à pobreza” pode ser mais apropriado à prestação de contas dos órgãos governamentais e não governamentais. É preciso que se diga isso. Prestar contas das assistências concedidas aos pobres da cidade para os empresários e a classe de políticos - geralmente benfeitores destas benesses, é muito mais fácil do que fomentar a eqüidade nos estratos sociais menos favorecidos. Neste sentido, uma ação de ajuda ao pobre pode se caracterizar pela “oportunidade” de emprego concedido a um adolescente de família considerada pobre.

Mas, se em vez disso fosse dada o acesso a esse mesmo jovem a programas que permitissem desenvolvimento social, econômico e cultural? Com certeza, as chances de ascensão social seriam muito maiores. Ou seja, estaríamos trabalhando com a possibilidade da superação da pobreza e não somente com o “combate”.A exclusão é muito mais complexa do que o déficit de renda. Trabalhar a outra face desta moeda – inclusão, observando o contexto local, requer um exercício continuo de práxis de cidadania. O que provavelmente a maioria das organizações e parte da sociedade não esteja preparada e nem queira trabalhar esta dimensão.

As raízes fincadas pelos colonizadores e por seus sucedâneos durante estes cinco séculos de nosso novo país, em relação aos desprovidos de direitos, sobrevivem com força e vigor até os tempos atuais. Relações patrimonialista, clientelista, de favores e de caridade permearam/permeiam nossos programas de ajuda social ao longo dos tempos e foram/são usados para dá uma resposta às conseqüências da pobreza em vez de resolver suas causas.

Dessa forma, é imperativo enfrentarmos a pobreza e exclusão eliminando as trocas de favores entre a elite política municipal e os privados de acesso à direitos (os pobres). A sociedade civil organizada e as organizações que trabalham no campo social têm relevente papel na mobilização e ensinamento cidadão a fim de aumentar o capital social e político desses excluídos. Se assim não procederem as ações de combate à pobreza e exclusão tendem a ter baixa sustentabilidade e limitado impacto.

Em nome de uma “assistência de renda” aos pobres repetem-se políticas antigas com roupagem nova, nas quais se gastam milhões de reais visando sempre o “combate à pobreza” em detrimento do investimento nas suas causas. Será falta de foco? Não acredito. O Consenso de Washington foi concebido por pessoas esclarecidas sobre os problemas de pobreza e de desigualdades no mundo.

João Martins é coordenador do Programa Piauí, realizado pela CARE Brasil

Aconteceu nos dias 6 e 7 de setembro a última formação de Agentes Pedagógicos Ambientais de 2008 do Projeto Comunidade Educadora, realizado em Duque de Caxiais (RJ). Os agentes pedágogicos são jovens capacitados em educação ambiental que tem o objetivo de promover atividades educativas em escolas públicas. O destaque da atividade foi o perfil do público que participou da formação, a grande maioria formada por crianças e pré-adolescentes com idades entre 10 a 14 anos. É importante reforçar que se crianças e pré-adolescentes estão se esforçando para contribuir ao máximo com a preservação do meio ambiente as outras pessoas também podem.

O encontro foi focado no conceito dos 5 R´s a serem trabalhados nas Tendas: Repensar, Reduzir, Reutilizar, Reciclar e Recusar. Todos os temas foram organizados dentro desta concepção. Os R´s são uma filosofia de boas práticas ambientais, cada R aborda atitudes que podem ser feitas por cada um de nós em nosso dia-a-dia em relação ao que consumimos. Por exemplo, repensar como enxergamos a natureza ou reduzir o tempo que a torneira fica aberta.

Os jovens também aprenderam sobre o problemas ambientais como o aquecimento global e também outros temas como a saúde e o saneamento básico. A questão do lixo foi apresentada com o foco na realidade local. Os facilitadores abordaram o lixo produzido em excesso, coroando a reflexão com a fala de Dona Ângela e Dona Fanny, catadoras de material reciclável que representaram a CooperAngel, cooperativa que atua na Baixada Fluminense e parceira do projeto Comunidade Educadora.

No domingo todos aprenderam um pouco mais sobre a importância da coleta seletiva e a recusar o consumo de produtos não recicláveis e produtos de origem não-ética. Os jovens foram convidados a participar de uma Tenda ECOnsciência, tenda intinerante montada em escolas que educa sobre meio ambiente através de jogos e brincadeiras. O grupo foi dividido em quatro sub-grupos que vão organizar as próprias tendas em escolas diferentes.

No fim do dia a equipe de Jovens Agentes Pedagógicos Ambientais convidou os adolescentes a se juntarem ao grupo e as camisetas foram entregues. Depois dos dois dias acreditamos que os jovens estão preparados para intervir na realidade local e aplicar os conceitos dos 5 R´s nas Tendas ECOnsciências de suas escolas.

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O excesso de carros nas ruas provoca grandes congestionamentos e altos índices de poluição, afetando a qualidade de vida e provocando impactos ambientais, principalmente nas grandes cidades. Para estimular a reflexão pessoal e coletiva sobre o problema do excesso de carros no mundo e o modelo de transportes vigente, os funcionários da CARE Brasil vão aderir ao DIA MUNDIAL SEM CARRO, data que será comemorada no dia 22 de setembro. Neste dia os funcionários da CARE Brasil serão estimulados a utilizar bicicletas e meios de transporte coletivos. Criado na França em 1998, o principal objetivo da data é promover uma reflexão sobre a mobilidade urbana e o sistema atual de transportes.

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Aline Gonzáles e Pedro Klassen, da agência paulista Longplay Comunicação 360º, participaram do Seminário Latino-Americano de Comunicação em Teresina nos dias 25 a 26 de julho, evento promovido pela CARE Brasil e Coordenadoria de Comunicação Social do Estado do Piauí.

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A visita dos representantes da Longplay tinha como objetivo coletar informações e imagens das ações do Programa Piauí da CARE para a criação do novo site institucional da organização não-governamental brasileira. Além do encontro que reuniu centenas de comunicadores de rádio de 11 territórios piauienses, Aline e Pedro visitaram o projeto de ostreicultura de Barra Grande, em Cajueiro da Praia; a Produtora Juvenil Cajuína Filmes do Projeto Aliança Mandu, em Parnaíba; e o Assentamento Paraíso, em Pedro II.

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Promovido pelo CIP Aliança Mandu, Fundação Konrad Adenauer, Universidade Federal do Piauí e o Centro Esperantinense de Educação Popular(Cepes), o Curso de Formação Política teve duração de três meses, de abril a junho de 2008, através da realização de seis módulos com duração de 16 horas cada. Os módulos contemplaram conteúdos como Teoria Política, Movimentos Sociais, Políticas Públicas e Comunicação Cidadã. O professor Carlos Gândara, da Universidade Federal do Piauí (UFPI), foi o mediador da avaliação que ocorreu no dia 19 de julho em Parnaíba.

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Foram quase 100 horas de aulas facilitadas por especialistas e professores universitários para os 50 jovens das quatro cidades do litoral piauiense, incluindo muitos debates e trabalhos em grupo. O curso tinha como objetivo aprimorar as ferramentas de atuação social e política dos jovens do território através de uma formação alternativa.

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A turma de Parnaíba é resultado de uma parceria exitosa entre a CARE Brasil, uma das instituições que coordena o CIP Aliança Mandu, e a Fundação Konrad Adenauer, que em 2007 formaram a primeira turma do curso no Piauí, na cidade de Esperantina.

Fotos do Curso de Formação Política de Parnaíba: Clique aqui!!!

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As jovens lideranças das cidades litorâneas de Parnaíba, Ilha grande, Luiz Correia e Cajueiro da Praia estão sendo capacitadas no Curso de Formação Política, uma iniciativa das instituições CARE Brasil, Fundação Konrad Adenauer, Universidade Federal do Piauí, CIP Aliança Mandu e Centro Esperantinense de Educação Popular e União Européia. O objetivo da formação é disponibilizar uma formação alternativa para as lideranças comunitárias das cidades piauienses, além de permitir o aprimoramento das ferramentas de atuação dos jovens nos espaços de atuação social e política.

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O curso foi iniciado no Piauí em 2007 na cidade de Esperantina, local onde a segunda turma funciona atualmente com 50 participantes, possibilitando o repasse de conteúdo teórico para lideranças comunitárias de 13 cidades do Território dos Cocais. A primeira turma da formação no Litoral Piauiense é sediada em Parnaíba e também conta com 50 lideranças comunitárias.

Segundo o Relatório Global Monitoring Report, feito pelo Banco Mundial (BIRD) e divulgado ontem, o Brasil é líder mundial em desmatamento no mundo, seguido pela Indonésia. O relatório afirma que, entre 2000 e 2005, o Brasil desmatou um total de 31 mil km de sua área florestal. As principais causas do avanço do desmatamento no Brasil, segundo o documento, são a pecuária, atividades madeireiras e o cultivo de soja.

CARE Brasil

Vagas na área administrativa

Duas vagas técnicas foram criadas na área administratativa do escritório da CARE Brasil em São Paulo (SP). Para quem quiser se candidatar, os dados seguem abaixo:

Assistente Financeiro (a)

Atribuições:

Responsável por contas a pagar e receber, lançamentos e conciliações no sistema contábil, autorização de pagamentos e análise de documentação suporte (notas fiscais, recibos autônimos, etc) suporte ao departamento pessoal, controle e conciliações bancárias.

Requisitos:

Experiência na área contábil/fiscal/departamento pessoal, técnico (a) contábil ou cursando ciências contábeis ou áreas afins, conhecimentos de informática (Excell, Word), bons conhecimentos da língua Inglesa e/ou espanhola.

Salário: R$ 1.450,00 Benefícios: Assistência médica, auxílio refeição, seguro de vida, CLT

Carga horária: 40 horas semanais, início imediato

Assistente administrativo(a)

Atribuições:

Atendimento à logística e secretaria do Conselho Deliberativo e Direção Executiva, gerenciar banco de dados de doadores individuais, relacionamento com fornecedores, compra e gerenciamento de estoques de materiais de escritório

Requisitos:

Experiência com secretariado executivo, noções de contabilidade e finanças, inglês e/ou espanhol avançados, boa experiência em informática.

Salário: R$ 2.000 Benefícios: Assistência médica, auxílio refeição, seguro de vida, CLT

Carga horária: 40 horas semanais, início imediato

Enviar currículuns para earaujo@br.care.org até o dia 18.04.08.

Rosa Andrade, bióloga, educadora e membro do Conselho da CARE Brasil, visitou o Programa Bahia no mês de fevereiro. É a segunda vez que Rosa visita o projeto e afirma que foi uma experiência muito gratificante pelo contato com as comunidades. “Homens e mulheres relataram as conquistas e preocupações locais, cada um contou sua história com orgulho e emoção”, lembra Rosa.

Rosa fez uma palestra sobre prevenção à AIDS/DST no assentamento Dom Hélder Câmara e participou de reuniões com os membros do assentamento Terra de Santa Cruz. Jovens oriundos do assentamento, alguns cursando a universidade, também conversaram com a comitiva da CARE.

Rosa aponta como destaque da viagem, o envolvimento da comunidade de Terra de Santa Cruz na construção da Agroindústria, onde serão produzidos doces a partir do beneficiamento de frutas locais.

A conselheira também apresentou às comunidades a professora Rachel de Oliveira, docente da Universidade Estadual de Ilhéus e a mais nova membro do Conselho da CARE Brasil.

“É importante o trabalho da equipe da CARE na Bahia, porque ela torna possível os anseios das comunidades, através da asessoria técnica, financeira e principalmente o foco no indivíduo”, explica Rosa. Ela destacou ainda a importância da valorização étnico-racial e da cultura do povo negro, grande maioria nos assentamentos rurais do sul do estado.

grupo jovens santa cruz - Juventude de Terra de Santa Cruz

conselheira rosa -  Rosa Andrade (com a mochila da CARE) e as mulheres de Terra de Santa Cruz

Acabamos de receber a triste notícia de Magno Barbosa, 24 anos, líder comunitário do Povo Tupinambá de Olivença, da Aldeia Serra do Padeiro, faleceu no dia 17/03, vítima de acidente automobilístico na BR 101, no município de Gandú. Magno tinha como destino a cidade de Feira de Santana, onde se realizaria a reunião do Conselho Distrital de Saúde Indígena. O carro onde se encontrava capotou, outras três lideranças comunitárias estavam com Magno mas felizmente não sofreram ferimentos.

“O Magno era uma liderança jovem e muito ativa no movimento Tupinambá em Serra do Padeiro. Em minha última viagem, foi possível verificar o carinho e a competência com que dedicava seu tempo à educação indígena e como administrou os recursos recebidos da CARE com eficiência e cuidado”, lembra Waldir Mafra, gerente de finanças da CARE Brasil que visitou o Programa Bahia em fevereiro para realizar auditoria fiscal.

“Que outras vozes, de outros Magnos Tupinambá se levantem, ecoem e sejam sinal de esperança de uma sociedade justa, tolerante e respeitosa”, completa Waldir, sem esconder a emoção. Magno era uma das mais novas lideranças do sul da Bahia. Vinha se destacando na administração do colégio da Serra do Padeiro e tinha um papel importante junto à juventude de sua aldeia e região. O jovem foi um dos idealizadores dos seminários culturais da juventude Tupinambá e fundador do Grupo Jovem Tupinambá da Serra.

A CARE Brasil trabalha junto aos Tupinambás desde o começo do Programa Bahia, em 2002. Entre as ações realizadas, constam a construção de uma roda d’ água para irrigação, construção da casa de farinha e de uma biblioteca comunitária, apoio nos cursos de educação e criação de aves para corte e postura.


Com informações do Conselho Indiginista Missiónário

CARE Brasil

Feliz 2008

feliz 2008 - feliz 2008

Para nós da CARE, contar com amigos, parceiros e colaboradores é muito mais do que um presente: é um privilégio.

É por isso que neste fim de ano, só temos a agradecer e desejar a você e à sua família, um 2008 com muito amor, saúde e solidariedade. E que possamos, juntos, continuar trabalhando por um mundo melhor.

De 23 de dezembro a 2 de janeiro, os escritórios da CARE estarão fechados. Desejamos a todos boas festas e um ótimo ano novo.

A CARE Bangladesh disponibilizou no youtube um vídeo que mostra o trabalho de distribuição de mantimentos para os sobreviventes do Ciclone Sidr que atingiu o país no dia 15 de novembro. O vídeo está sem tradução ou edição jornalística, mas dá para ver o trabalho de campo das equipes da CARE em Barakhali.

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Caso não consiga visualizar o vídeo no blog, clique aqui para assistir no youtube

logo premio - logo premio

O projeto gráfico das publicações “Juventude e educação a caminho do sonho” e “Juristas leigos”, criado pela Rex Design para a CARE Brasil em 2007, recebeu nesta semana um dos mais importantes prêmios de design do país, o Max Feffer, promovido pela Cia.Suzano. O projeto foi considerado o terceiro melhor projeto gráfico do ano no setor editorial. Ambas as publicações foram impressas em papel reciclato e tem como temas a sistematização de experiências de sucesso realizadas pela CARE e seus parceiros.

Acesse as publicações em versão PDF clicando aqui

REX care6 - REX care6

REX care1 - REX care1

produtos em exposição - detalhe do estande no evento

O Ateliê Brasil montou um estande no Shopping Natal Dorina Nowill, evento beneficiente em prol da Fundação Dorina Nowil, que reunirá mais de 100 expositores de diferentes segmentos (roupas, acessórios, cosméticos e artigos de decoração).

Entre os destaques de produtos do Ateliê Brasil, destacam-se jogos americanos de renda e fibras naturais, papais noéis de tecido, anjos de organza e palha, vasos de cerâmica de raku, licores com sabores brasileiros, xícaras de cerâmicas pintadas a mão, kit de cerâmica colorida contendo cafeteira, xícaras e açucareiro, colares de sementes e fuxicos, sabonetes artesanais, caixinhas de madeira, moringas, garrafas enfeitadas com chita, luminárias de folha de madeira, entre outros.

Os produtos Ateliê Brasil contém um diferencial social, pois são desenvolvidos por comunidades de baixa renda de diferentes estados como Piauí, Minas Gerais, Tocantins, Ceará e Amazonas. Muitas das comunidades foram capacitadas por Eli Tosta, renomada artista plástica.
Parte da renda de todos os produtos do Ateliê Brasil são destinados à CARE Brasil e seus programas sociais.

Shopping Natal Dorina Nowill
De 29/11 02/12
Local: Clube Hebraica
Rua Dr. Alberto Cardoso de Mello, 115
São Paulo –SP
Das 11hs às 22hs
Entrada gratuita

A pesquisa RDH (Relatório de Desenvolvimento Humano) 2007/2008, realizado pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento) foi lançado ontem em Brasília.

É a primeira vez que o Brasil é sede do lançamento mundial do estudo, que é publicado desde 1990 e aborda problemas e perspectivas do desenvolvimento social. A grande novidade do relatório deste ano foi o foco no tema aquecimento global e mudanças climáticas e seus impactos no desenvolvimento humano e no combate à pobreza.

O relatório traz ainda o ranking atualizado do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) — que sintetiza indicadores de renda, educação e longevidade de 177 países e territórios — e 126 páginas de tabelas com dados socioeconômicos.

Saiba mais

http://www.pnud.org.br/

ostrasbarragrande2 - ostrasbarragrande2
O projeto de ostreicultura implantado pela CARE Brasil, TK Foundation, Comunidade Européia, Embrapa Meio Norte e Aliança Mandu na comunidade Barra Grande(Cajueiro da Praia) alimenta os sonhos de dezenas de filhos de pescadores da região, que já colhem os primeiros resultados de meses de encontros entre os técnicos das instituições e os jovens empreendedores do mar.

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