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Na semana passada, o pessoal do escritório da CARE em Barro Alto recebeu uma visita que chegou com uma ótima notícia. O produtor Junior Alvarenga (foto), do assentamento Santa Fé, estava todo animado porque a sua produção de leite tinha aumentado de 90 para 200 litros por dia. Detalhe: com a mesma quantidade de vacas!

O aumento da produtividade do rebanho é resultado do Programa Balde Cheio, que está sendo implementado pelos técnicos da CARE no Piauí e, mais recentemente, em Goiás. O Balde Cheio é uma metodologia criada pela Embrapa Pecuária Sudeste na qual uma propriedade leiteira familiar transforma-se numa sala de aula, com aprendizado na prática. O conhecimento de todos os envolvidos é atualizado e a unidade produtiva passa a ser uma referência na região.

Em Goiás, além de Santa Fé, a iniciativa está sendo levada para produtores de Laguna, Maranhão, Souzalândia e Santa Bárbara.

“Damos assessoria para que o leite seja produzido de forma intensiva e sustentável”, conta o analista Jr. do Programa Goiás, Arcanjo Daniel. O repasse de conhecimento para os produtores rurais inclui técnicas de irrigação, adubação e manejo rotacionado das pastagens, além do controle zootécnico rigoroso do rebanho.

20100401 goias baldo cheio 400x260 - Produtor Junior Alvarenga, do Assentamento Santa Fé

A CARE Brasil está desenvolvendo no PA Rochedo um projeto que tem o objetivo de garantir segurança alimentar de 29 famílias assentadas, que estão a dois anos na área e ainda não possuem condições de subsistência. Na primeira fase está sendo disponibilizada cerca de 1 tonelada de alimentos por mês.

O projeto conta também com a implantação de uma horta orgânica e um galinheiro para criação de galinhas caipiras, como estratégia de geração de renda. Esta ação está sendo desenvolvida em parceria com a Associação de Moradores do Assentamento e apoiada pela Kraft Foods, parceira da CARE Brasil. A participação de jovens e mulheres é um diferencial, pois envolve diretamente os mesmos nas atividades produtivas. Ao todo estão envolvidos cerca de 150 pessoas residentes no assentamento.

Os moradores têm ressaltado a importância do projeto, bem como a necessidade de atrelar à conquista dos alimentos, segurança alimentar e a diversificação das atividades produtivas podendo assim garantir a subsistência.

Todos os envolvidos se mostraram bem animados e esperançosos. Segundo Alex Coutinho, analista do Programa Bahia, a expectativa desta ação é que possamos descentralizar a produção focada na monocultura do cacau, diversificando os processos produtivos, criando com isso a inserção e valorização de mulheres e jovens na lógica de produção agrícola.

segurança alimentar - seguran ça alimentar

segurança alimentar II - segurança alimentar II

A CARE Brasil, organização não governamental que atua com desenvolvimento local em diversos territórios no Brasil, em parceria com o Instituto Floresta Viva, Prefeitura de Uruçuca-Ba. e o Banco do Brasil S/A. oferece aos moradores da Vila de Serra Grande-Ba., o serviço de correspondente do Banco Popular do Brasil.

Esta parceria promoverá a inclusão bancária de aproximadamente 10 mil moradores da região e entorno, que a partir desta iniciativa terão possibilidade de pagar contas de água, energia, telefone e títulos, além de abrir conta corrente (pessoa física) no Banco Popular. Outra vantagem é o pagamento de benefícios do INSS para quem recebe pelo Banco do Brasil.

A inauguração que aconteceu no dia 28 de dezembro de 2009, na Praça Pedro Gomes, contou com a presença da comunidade, Instituto Floresta Viva, CARE Brasil, municipais. A ação busca a inclusão bancária dos moradores de Serra Grande, criando assim fluxos econômicos locais, como também economia de recursos, pois os moradores não precisam mais sair de Serra Grande para efetuar os pagamentos e recebimentos do Banco do Brasil.

Esta iniciativa faz parte de um projeto mais amplo de “Bancos Comunitários” da CARE Brasil, que tem como objetivo oferecer serviços bancários com menos burocracia a população, com acesso limitado ao sistema financeiro nacional e facilitar o desenvolvimento de territórios com exclusão bancária e financeira, através da ajuda a criação de redes locais de produção e consumo baseado no apoio a empreendedores, produtores ou agricultores locais.

A idéia é articular maior número de parcerias para poder ampliar os serviços à comunidade e não somente oferecer serviços bancários. A participação da comunidade é importante para viabilizar localmente a proposta.

Banco Comunitário II - Banco Comunitário II

Banco Comunitário - Banco Comunitário

instalação da água - instalação da água

instalação da água II - instalação da água II

A CARE Brasil nos últimos anos vem atuando em questões relacionadas à conservação e acesso à água de qualidade nos assentamentos de reforma agrária. O governo federal e estadual através do programa “Água Para Todos” realiza a implantação física do sistema de abastecimento de água potável nos PAs Zumbi dos Palmares e Dandara dos Palmares, localizados no município de Camamu-Ba, PA Terra de Santa Cruz, localizado em Santa Luzia-Ba e PA Rochedo localizado em Uruçuca-Ba.

A CARE Brasil executa as ações voltadas à questões como, educação sanitária, uso adequado da água, saúde, conservação de mata ciliar e acesso a água potável, além do apoio para a instalação de banheiros e saneamento básico.

O governo federal tem a função de instalar sistemas externos de abastecimento e a CARE Brasil apóia os moradores na instalação dentro da residência, disponibilizando material e desenvolvendo ações educativas relacionadas a recursos hídricos. Além de incentivar os assentados na negociação junto às prefeituras para a implantação dos banheiros e demais ações de saneamento básico.

Com as ações do projeto da CARE Brasil e o programa “Água Para Todos” até março de 2010 serão atendidos cerca de 200 famílias, aproximadamente 1000 pessoas passarão a ter acesso à água potável, tendo assim melhores condições de higiene e saúde.

Feira Orgânica - Feira Orgânica

A CARE Brasil em parceria com o Serviço de Assessoria a Organizações Populares Rurais (Sasop) e Prefeitura municipal de Camamu implantaram a feira agroecológica de Camamu-Ba e junto com o Instituto Floresta Viva realizam a feira orgânica de Itacaré-Ba.

As feiras são locais onde pequenos produtores rurais e assentados de reforma agrária podem comercializar sua produção. São realizadas nas sextas e sábados em Itacaré-Ba e Camamu-Ba. Com isso a população passa a ter acesso a produtos de qualidade que respeitam os aspectos socioambientais da região.

A idéia surgiu a partir da necessidade de se criar um espaço para venda dos produtos que são produzidos pelos grupos de mulheres dos PAs Zumbi e Dandara, localizados em Camamu-Ba e pela Associação Embaúba, formada por pequenos produtores de Itacaré-Ba e Uruçuca-Ba.

Através das feiras os grupos de mulheres dos PAs Zumbi dos Palmares e Dandara dos Palmares estão conseguindo comercializar seus produtos e consequentemente aumentando sua renda, garantindo assim segurança alimentar para suas famílias.

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A Escola Municipal Darcy Vargas, situada no bairro Bananal em Duque de Caxias, integrante das ações do Comunidade Educadora, multiplicou o quantitativo de mediadores atuando e iniciou de uma forma diferenciada o ciclo de rodas de leitura.

Devido a Gripe A (H1N1), as rodas na escola não puderam ser realizadas em certos períodos do 2º semestre, de modo que, somente no 1º elas ocorreram com a participação dos bolsistas do eixo de leitura. A iniciativa de iniciar as rodas começou em setembro, após um encontro de formação promovido pelo projeto.

De um grupo inicial de 14 jovens formados em setembro, hoje a escola possui 45 mediadores de leitura. Estes por sua vez, foram capacitados pelos que já haviam participado do processo de capacitação oferecido pelo Comunidade Educadora, com a orientação do Prof. Anderson.

“O desejo de multiplicação dos mediadores, partiu da direção da escola, que observou um interesse dos alunos participantes das rodas em mediar para outros colegas” afirmou o Prof. Anderson Moraes – 26 anos – Orientador Pedagógico da escola e responsável pelo grupo de mediadores da mesma.”

“ Estou aprendendo muitas coisas aqui e os livros são muito legais. O livro que mais gosto de mediar é Deus .. – de Bia Bedran. Eles gostam das histórias e pedem pra eu contar outras. Como eu já gostava de ler antes, estou gostando ser mediadora.” Disse Thaís Monteiro – 11 anos – 5º ano do ensino fundamental, quando perguntada sobre o que estava achando de ser mediadora e fazer rodas para os colegas. Ela faz parte dos que foram capacitados na escola.

“Quando participei da formação no São Bento, aprendi que leitura é importante para nossa educação, porque sem ela, não chegamos a lugar nenhum. Estou gostando de dividir com meus amigos o que aprendi na formação.” Afirmou Patrícia Felipe – 10 anos – 5º ano do ensino fundamental, capacitada no encontro de formação do projeto e ajudou a formar os colegas na escola.

Inicialmente, os mediadores faziam rodas somente para os professores da escola, durante o horário de almoço. As rodas promovidas pelo grupo ocorrem todas as terças e quintas de 12:00 às 13:00 horas. Nesse período, eles mediam entre si e trazem para roda um aluno de cada uma das 6 turmas disponíveis na escola.

“Conheci o projeto através de um grupo que veio apresentá-lo e o que mais me chamou a atenção foi o fato de ele incentivar o hábito de ler fora do contexto de sala de aula, sem uma obrigação do aluno. A nossa proposta é ampliar o grupo de mediadores no ano que vem, porque vi mudanças de comportamento nos alunos que querem participar, estão lendo mais e querendo ouvir histórias.” Completou o Prof. Anderson, quando perguntado sobre como havia tido contato com o projeto e sobre as perspectivas para o ano de 2010 com relação ao grupo de mediadores do Darcy Vargas.

“Estou achando muito bom fazer rodas, gostando de conhecer pessoas novas e deles aprenderem coisas conosco.

O livro que mais gosto de mediar é “Será mesmo que é bicho – Alexandre Machado” e eles costumam gostar da história.” Disse Alexandro do Nascimento – 14 anos – 5ª série (6º ano do ensino fundamental).

Ações autônomas com esta da escola Darcy Vargas, mostram o impacto que as ações do projeto provocam nas escolas participantes e o quanto estamos caminhando para construção, de fato, de uma Comunidade Educadora. As atividades de roda de leitura do grupo serão retomadas em março deste ano.

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No dia 29 de outubro o projeto Comunidade Educadora recebeu a visita de Milo Stanojevich, diretor da Care Peru e Peter Buijs, diretor regional da Care América Latina.
Conheceram as ações do projeto, presenciaram a exposição dos banners, do eixo de Memória e Comunicação, produzido pelos jovens pesquisadores populares, no Colégio Estadual Guadalajara. Conversaram com os jovens de todos os eixos sobre quais mudanças o projeto trouxe em suas vidas, o impacto de um projeto que tem o protagonismo juvenil como objetivo principal numa comunidade onde muitos adolescentes, jovens e até mesmo crianças, convivem com o tráfico. Entenderam que o projeto tem uma influência libertadora que proporciona imunidade ao aliciamento, através do acesso a atividades culturais, conhecimentos, novas experiências de vida.
Visitaram o ECOespaço, terreno localizado ao lado do C. E Guadalajara, que foi conquistado após muita luta, no ano passado. Nele foi construído o biodigestor e está para ser implantado uma horta escolar.
Após, esta breve visita, seguiram em frente, na mesma rua, em direção a Creche e Pré Escola Parteira Odete Maria de Oliveira, para visualizarem a horta escolar que foi construída com a parceria do projeto, e que as crianças ajudaram a plantar as verduras e legumes.
Em seguida, todos se dirigiram à E. M. Dr. Ricardo Augusto de Azeredo Vianna. Conheceram as pessoas que estão a frente da escola, possibilitando que essa parceria com o projeto se torne realidade, e a visão das crianças em relação aos jovens do Comunidade Educadora que atuam na instituição. O que mais facilita a comunicação desses jovens com as crianças, adolescentes, e até mesmo outros jovens, é o fato de residirem na mesma comunidade, isso cria laços e desperta identificação. Presenciaram uma roda de leitura. Milo e Peter encantaram-se com a forma que a mediação contagia as crianças.
E a última visita foi na Associação de Moradores do Jardim Leal (AMAJAL), onde foi feito uma transformação de um espaço que antes era um velho vestiário esportivo e tornou-se uma biblioteca comunitária. Lá o grupo Mulheres com Propósito esperava para mostrar suas peças e contar sobre a experiência de ministrar uma oficina de bijuterias produzidas com fibras de bananeira.

Peter comenta sobre a visita ao projeto:

“Eu achei o projeto muito interessante, vejo uma boa comunicação entre jovens e adultos, é isso que eu gosto, ver pessoas trabalhando em projetos, se tornando mais responsáveis, tomando iniciativas para melhorar o lugar em que vivem, e crescendo. O mais impressionante é o jovem estar a frente disso.” Peter Buijs

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A CARE Internacional Brasil está participando da Campanha TicTac e a CARE Brasil também está se juntando à versão brasileira da campanha (www.tictactictac.org.br).

A Campanha Global de Ações pelo Clima (GCCA, na sigla em inglês) é fruto de uma aliança inédita de organizações não-governamentais, sindicatos, grupos religiosos e pessoas que tem como objetivo mobilizar a sociedade civil e a opinião pública para que os governos se posicionem e estabeleçam metas ambiciosas e justas em prol de decisões concretas para combater as causas das mudanças climáticas e amenizar seus efeitos.

O objetivo da campanha é consolidar uma série de ações em diversos países, que culminarão em uma plataforma de orientações e reivindicações a ser apresentada durante a COP-15, realizada de 7 a 19 de dezembro de 2009, em Copenhague, Dinamarca. A campanha mundial GCCA está sendo implementada com prioridade em alguns países importantes para o êxito das negociações, ou seja, para que tais países tenham posições e compromissos mais efetivos e adequados para salvar o planeta da catástrofe climática. A lista desses países inclui Brasil, Japão, Canadá e Polônia (que preside o processo de preparação da COP antes de Copenhague).

Acesse o site da campanha e participe: www.tictactictac.org.br.

No estado do Piauí, a CARE Brasil desenvolve, em parceria com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, um Programa de Mudanças Climáticas e Combate à Pobreza, que tem como objetivo fomentar discussões nos agentes públicos locais para que eles se tornem multiplicadores da reflexão sobre mudanças climáticas e da construção coletiva de agendas de sustentabilidades em pequena escala no âmbito de sua organização, lugar de origem ou área de atuação.

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Matéria do site institucional do Governo do Estado do Piauí destaca ampliação de parceria com a CARE Brasil

O Governo do Estado acertou, na tarde dessa terça-feira (20), a ampliação da parceria com a Care Brasil - organização não-governamental dedicada à erradicação da pobreza, através de projetos executados conjuntamente pelas duas instituições. A ampliação da parceria foi definida durante audiência concedida pelo governador Wellington Dias a membros da Care Brasil no Palácio de Karnak.

“Aqui, hoje, acertamos duas parcerias: a primeira delas se refere à implantação de uma escola de turismo e empreendedorismo na região litorânea, mais precisamente em Cajueiro da Praia; e, ao mesmo tempo, uma base-piloto de erradicação da pobreza em uma região que eles ainda vão escolher”, informou o governador. “É um parceiro importante e vale a pena todo esse trabalho”, declarou.

Wellington Dias destacou os projetos já existentes em função da parceria entre o Governo do Estado e a Care Brasil. “No Estado do Piauí, nós trabalhamos e acompanhamos três experiências com a Care Brasilleia mais, clique aqui!

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O programa Clube Rural, da TV Clube de Teresina, afiliada Rede Globo no Piauí, exibiu matéria sobre biodigestores no domingo, 27 de setembro de 2009.

A jornalista Neyara Pinheiro entrevistou o Prof. Dr. João Antônio Galbiatti, que há 25 anos trabalha com biodigestores no Brasil; o coordenador do Programa Piauí da CARE Brasil, João Martins; e o jovem empreendedor Antônio José da Silva no stand do “Projeto Energia do Produtor” na 5ª Festa do Bode de Batalha, sobre os benefícios do projeto de bionergia.

Com aproximadamente 100 mil criadores e 2,8 milhões de animais, o estado do Piauí tem um dos maiores rebanhos de caprinos e ovinos do Brasil. A reportagem de Neyara Pinheiro também será exibida em rede nacional, no programa Globo Rural, da Rede Globo.

Leia mais sobre o projeto de biodigestores da CARE Brasil, Sebrae-PI e UPS: clique aqui!

Aconteceu no dia 15 de agosto, (sábado), na Casa São Francisco, (localizada no bairro São Bento, em Duque de Caxias), o II encontro de jovens pesquisadores populares. Foram convidados jovens que promovem pesquisas em seus respectivos bairros, professores, historiadores, para realizarem trocas de experiências de seus trabalhos, dicas que possam acrescentar às pesquisas e cuidados com arquivos.

Após o café da manhã, José Claudio Barros, gerente de programas da Care Brasil, comandou a dinâmica da Teia, para realizar a apresentação dos pesquisadores e deixar espaço para que falassem de seus sonhos, fatos marcantes de suas vidas, algo rápido, dinâmico e que estabelecesse uma comunicação entre todos os presentes para dar início ao dia que nos esperava.

A consultora do eixo de Memória e Comunicação, Marlucia Santos, fez a primeira mediação do dia: o livro História de Amor, de Regina Coeli Rennó, es depois induziu todos à uma reflexão das imagens na construção de uma história, já que o livro é composto apenas por figuras . Logo após este momento, todos mediaram Uma Idéía Toda Azul, de Marina Colasanti, e compartilharam reflexões sobre a mensagem do livro.

Depois de uma breve leitura sobre o que é um documento como fonte de pesquisa, Aline Souza do Nascimento, escritora de uma monografia sobre o bairro Campos Elíseos, contou sobre sua experiência no trabalho com arquivos. Ensinou como podemos preservar, conservar, higienizar, reparar pequenos danos para evitar que tornem-se maiores. Também falou da importância de manter a temperatura do local onde serão guardados os arquivos, que precisa estar arejada e sempre nesse mesmo padrão. Essas medidas são um conjunto de ações que interrompem o processo naturais e externos de degradação dos documentos e arquivos.

Nos alertou sobre esses fatores de degradação, já que, o projeto pensa em construir um arquivo para armazenar os documentos, fotografias, pesquisas do eixo de memória. Nos passou dicas de como iniciar a construção de um arquivo, como separar e especificar o local onde será armazenado cada material.

“Começei estagiando no Centro de Memória da FEUDUC (Fundação Educacional de Duque de Caxias). Meu primeiro contato com esse trabalho foi no Ensino Médio. Iniciei a faculdade de História em 2004, tirei a licenciatura em 2007. No mesmo ano, tive contato com o arquivo do SEPE RJ (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação). No departamento de História da FEUDUC, eu era apenas uma estagiária e quando fui trabalhar no SEPE tive autonomia para montar o arquivo da instituição. Foi ai que me deparei com as dificuldades de ter acesso a um arquivo morto e transformá-lo em um arquivo de memória, portanto, vivo.Vi além da necessidade de construir conhecimento, a de preservarmos o documento. Escrevi uma monografia sobre o bairro Campos Elíseos, ao lado de cinco formandos na época na faculdade.” Aline souza do Nascimento, 22 anos, historiadora.

Contamos com a presença do Jordan de Alexandre no encontro, representante da ARCA (Associação Regional de Oralidade), recém graduado em História pela Unigranrio(Universidade do Grande Rio Prof. José de Souza Herdy):

Nos falou sobre suas experiências em entrevistas e a escolha dos entrevistados:

“Somente entrevistas irão nos trazer a reconstrução da história.Toda e qualquer memória tem sua importância, e pode sim, acrescentar uma pesquisa ou um acervo”.

Recebemos a visita dos CHP (Caçadores de Histórias Perdidas). Eles também promovem pesquisas sobre alguns bairros de Duque de Caxias.O grupo foi formado em 2008, pelo professor Antônio Augusto que é historiador e realiza pesquisas sobre o município. No início o grupo possuía 20 pessoas, hoje é composto por apenas 5 integrantes. O CHP participou do I encontro de Jovens Pesquisadores Populares, que aconteceu no C. E. Guadalajara, em 2008. Já conhecíamos um pouco do trabalho deles. O reencontro serviu para que eles contassem os progressos em sua caminhada desde o último encontro entre as equipes.
Encerramos o dia com um curta chamado, Vida Maria e a reflexão de cada um sobre o mesmo. O encontro foi marcado pela troca de experiências e um pequeno, mas substancial processo de formação, realizado por Marlucia Santos.

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Nos dias 29 e 30 de Julho ocorreu o encontro de formação do voluntariado empresarial do Instituto C&A na loja situada em Duque de Caxias (Região metropolitana do Rio de Janeiro). O encontro reuniu voluntários das lojas de Duque de Caxias, do Shopping Grande Rio (São Jõao de Meriti) e Caxias Shopping que atuarão no Comunidade Educadora.

Foi apresentada aos voluntários a nova dinâmica de atuação nas creches envolvidas no Comunidade Educadora proposta pelo Instituto C&A. Até o ano passado a ação desempanhada por eles era apenas a realização de rodas de leitura nas creches e escolas parceiras do projeto.

Este ano a proposta é que os grupos de voluntários das lojas envolvidas organizem-se sob o nome de “LITERATRUPE”. Cada loja recebeu do Instituto C&A uma mala contendo livros para as mediações e a missão de criar um mascote a partir de materiais alternativos para identificação de sua “LITERATRUPE”. Também criarão fantoches e brinquedos com as crianças feitos de materiais recicláveis. A mala será levada às creches nos dias específicos de atuação do voluntariado e poderá ser enriquecida com mais livros, fantoches e brinquedos que forem aprovados pela orientação pedagógica das mesmas.

“Pude ver a integração entre os jovens voluntários e as gerências das lojas. Hoje sinto-me fazendo parte do grupo mais do que nunca”, comentou Nilcinéa Soares, supervisora dos espaços de leitura e da atuação voluntária do projeto Comunidade Educadora.

Houve uma apresentação sobre os objetivos do projeto, frisando sua meta de criação de uma comunidade educadora numa localidade marcada pela violência e a importância de ações sociais que amenizem esses impactos nos bairros onde atuamos. Ao longo dos dois dias ocorreram várias dinâmicas e mediações de leitura. Os voluntários refletiram sobre a responsabilidade

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e cuidados que terão com o grupo de crianças. Alguns artigos do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) também foram comentados.

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Ocorreu no dia 12 de dezembro a formatura das alunas da Oficina de Mosaico Ecológico do projeto Comunidade Educadora. A oficina foi promovida no CCAIC (Creche Centro de Atendimento à Infância Caxiense), que é uma creche integrante das ações do projeto que fica situada na região onde atuamos. A oficina foi ministrada pela artesã Cirlene Barbosa, que participou do mesmo curso em 2007 também promovido por nós. Essa ação faz parte do eixo de Educação Ambiental.

O objetivo dela foi ensinar mulheres da comunidade a trabalhar com a técnica do mosaico ecológico. Essa técnica consiste na montagem de mosaicos convencionais, com o diferencial de que o material usado são embalagens de produtos de limpeza e higiene pessoal; como vidros de desodorante, shampoo, desinfetantes e etc. Com o aprendizado das técnicas e desenvolvimento de seu talentos, elas já produzem peças e recebem encomendas, podendo complementar sua renda familiar com a venda das mesmas. A partir do uso desses tipos de materiais, diminuimos suas emissões no meio ambiente e serve pra aumentar ainda mais a pluição no planeta. Vale a pena investir em ações como essa, salvar o planeta é um dever de todos, sempre foi, mas só agora estamos nos dando conta disso com mais seriedade. O trabalho final das peças fica lindo e poucos conseguem advinhar de primeira mão do que é feito, então lembre que a embalagem do seu shampoo quando acaba pode ter outro destino além da lata do lixo do seu banheiro.

As embalagens são primeiramente lavadas e depois cortadas em tiras. Depois quem estiver fazendo o trabalho dá o formato ao material que desejar (quadrados, retangulos e triângulos). De posse do dos recortes, faz-se algum tipo de desenho com um lápis e inicia-se o trabalho de colagem, que deve ser feito com colas de secagen rápidas, próprias para artesanato.Como disse antes, é como a técnica do mosaico convencional, os desenhos começam a ganhar formas e cores através do colorido das embalagens. As aplicações podem ocorrer dos locais mais variados possíveis, foi muito utilizado na oficina, objetos de madeira; como porta-retratos, caixinhas entre outros e também fizeram decoração de moringas e até em prateleiras na revitalização de um espaço de leitura.

Após a entrega de certificados e agradecimentos à instituição por ter recepcionado a oficina em seu espaço, todos foram para um coquetel de encerramento. As alunas também expuseram seus trabalhos que fizeram ao longo da oficina e comprovamos o quanto se desenvolveram nesses quatro meses de aprendizado. Existe o desejo da artesão que ministrou o curso de montar uma coperativa ou associação de artesãos na comunidade, como sonho que sonha junto não é mais sonho e sim realidade, torcemos pra que dê tudo certo, apesar de ser uma trabalho árduo a montar uma cooperativa ou associação.

DSC03757 peq 1 - Produtos feitos de mosaicoDSC03507 peq 1 - Cirlene colando mosaicos

As crianças brasileiras estão cada vez mais frequentando a escola. Ainda assim, muitas crianças possuem dificuldades para ler e escrever. Segundo dados do INEP/MEC, 60% dos estudantes chegam ao final da 8ª série sem saber interpretar um texto.

Para enfrentar este problema o Comunidade Educadora utiliza uma metodologia simples e eficiente no campo do Incentivo à Leitura. Realizado em Duque de Caxias (RJ) o projeto possui um programa de formação de jovens em mediação de leitura que atuam como voluntários em suas escolas, promovendo rodas que estimulam desde cedo o contato prazeroso da criança com o livro e contribuem efetivamente para aumentar o número de empréstimos em bibliotecas.

Desde 2006 o projeto formou aproximadamente 150 jovens que promoveram mais de 200 rodas, beneficiando 3 mil crianças. Nas rodas muitas crianças têm o primeiro contato com os livros e despertam o gosto pela leitura. Os jovens mediadores desenvolvem habilidades pessoais e aprendem a se integrar com suas comunidades.

O Comunidade Educadora também criou espaços de leitura comunitários e ajudou escolas públicas a organizarem empréstimos e renovarem acervos de bibliotecas. O projeto já fez a doação de 1800 livros distribuídos entre escolas e creches.

Os jovens do Eixo Memória e Comunicação do projeto Comunidade Educadora visitaram no dia 16 de outubro o Museu Histórico Nacional, localizado na cidade do Rio de Janeiro (RJ). O museu abriga um acervo de 258 mil peças sobre a história do Brasil, com objetos que contam a vida no país da colônia ao Império.

O objetivo foi mostrar aos alunos a diferença entre um acervo de museu constituído com histórias da comunidade e um museu nacional constituído com a história de uma nação. Compreendemos que objetos de valores de um país não necessitam ter um valor material. Pode ser simbólico, algo que as pessoas atribuem valor pela história e relação afetiva. Dentre o patrimônio cultural, os alunos aprenderam sobre a cultura indígena, africana, japonesa e suas influências na cultura brasileira e na história do Brasil. Isso contribui para maiores descobertas dos jovens sobre as suas próprias origens.

No Museu Histórico Nacional os jovens encontraram a diversidade de histórias em um lugar que envolve nosso passado de forma muito interessante e fascinante. As histórias e os nossos patrimônios são as únicas fontes que nos ligam ao nosso passado, as únicas memórias que dizem quem realmente somos e de onde viemos.

A verdade é que hoje muitas pessoas se esquecem disso. Com tantas lembranças ruins, a falta de esperança predomina nos olhos de muitos que vivem em Duque de Caxias. Os jovens pesquisadores estão sendo capacitados para buscar memórias que estão esquecidas com o objetivo de trazer de volta a esperança e a alegria para os moradores. Com essas memórias resgatadas pretendemos montar um museu comunitário que as pessoas possam ver suas histórias “vivas” novamente.
museu - participantes do Eixo Memória e Comunicação visitam museu

CARE Brasil

US$ 700 bilhões contra a pobreza*

Reproduzo abaixo o artigo de Oded Grajew. Originalmente publicado no jornal Folha de São Paulo, Grajew faz uma reflexão sobre a crise financeira e os recursos mundiais disponíveis para o combate à pobreza, abordando também a necessidade de uma mobilização mundial para se atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e a sustentabilidade do planeta.

*Por Oded Grajew

O GOVERNO norte-americano solicitou e obteve, em regime de urgência, autorização do Congresso para usar US$ 700 bilhões a fim de salvar o sistema financeiro.

Essa montanha de dinheiro estava disponível, da mesma forma como está disponível o montante de dólares -aproximadamente US$ 1 trilhão- investido anualmente pelos países em armas e operações militares.

Ao mesmo tempo, dois bilhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza no mundo. A ONU estima que aproximadamente US$ 150 bilhões anuais seriam necessários para atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). Estabelecidos em 2000, prevêem para 2015 acabar com a fome e reduzir drasticamente a pobreza, as mazelas sociais e a degradação ambiental. Nem a metade dos recursos necessários foi até agora arrecadada. Conseqüentemente, prevê-se que as metas não serão atingidas.

Para todos os que se preocupam com as questões sociais e ambientais, é fundamental que “caia a ficha”. Não há carência de idéias nem ausência de recursos para acabar com as mazelas sociais e proporcionar uma vida digna a todos os habitantes do planeta e assegurar o desenvolvimento sustentável às futuras gerações. O problema é a falta de vontade política da maioria dos governantes.

Tenho confirmado em inúmeras ocasiões essa constatação. A título de ilustração, posso citar dois acontecimentos que presenciei. O primeiro deles ocorreu em 2005 por ocasião da Assembléia Geral da ONU. Cento e vinte chefes de Estado e representantes governamentais se reuniram para avaliar o andamento dos ODM, bem abaixo da expectativa.

Todos os governantes que falaram foram surpreendentemente francos, fizeram uma autocrítica e reconheceram unanimemente que o problema não é falta de recursos nem de idéias, mas apenas falta de vontade política.

A segunda ocasião também foi na ONU, num encontro de representantes da sociedade civil com Michel Camdessus, diretor-geral do FMI na época. De forma assustadoramente sincera, ele nos confessou que fora surpreendido alguns dias antes pelo presidente da Indonésia com uma pergunta sobre a melhor forma de combater a pobreza no seu país. Como não soube responder, porque nunca se debruçara sobre essa questão, queria os nossos conselhos.

A vontade política da maioria dos governantes (com poucas e honrosas exceções) não é exercida nos assuntos que não afetam diretamente a eles ou aos financiadores de suas campanhas.

Eles não vivem na pobreza, não passam fome nem participam pessoalmente das guerras que declaram.

No entanto, agem rapidamente para combater a crise financeira que atinge diretamente suas vidas. No Brasil -onde há uma das maiores cargas tributárias do mundo-, os serviços públicos são de tão baixa qualidade que a maioria dos governantes e financiadores de campanha não os utilizam. Aposto que a vontade política de melhorar educação, saúde e transporte público aumentaria consideravelmente se fossem utilizados por eles e suas famílias. Por isso é tão importante uma reforma política que elimine o financiamento privado das campanhas eleitorais e estimule a participação ativa da sociedade no acompanhamento do debate e da execução dos orçamentos públicos.

Será que estamos condenados a agir apenas após as grandes catástrofes, que, pela sua dimensão, acabam atingindo a todos? Nunca, em toda a história da humanidade, foi tão necessário agir preventivamente.

Aumenta a cada dia a distância entre ricos e pobres. Estamos esgotando rapidamente os recursos naturais. A humanidade está consumindo 50% a mais do que o planeta é capaz de repor. Estamos acabando com as florestas, envenenando rios, mares e o ar que respiramos. O aquecimento global já provoca grandes mudanças climáticas, derrete as calotas polares e eleva o nível dos oceanos.

Temos recursos e tecnologia para acabar com a fome e a pobreza, mudar a matriz energética e produzir produtos e serviços de baixo impacto ambiental. Os meios de comunicação, de informação e a indústria cultural têm poder para mudar, para melhor, comportamentos, prioridades e valores.

Será que devemos esperar novamente uma grande e, talvez, definitiva catástrofe para mobilizar todos esses recursos e só então trocar nosso insano modelo de crescimento por um outro que vise o desenvolvimento econômico, social e ambientalmente sustentável? Tomara que não. Depende de todos e de cada um de nós.

Oded Grajew, 64, empresário, é um dos integrantes do Movimento Nossa São Paulo e presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social. É idealizador do Fórum Social Mundial e idealizador e ex-presidente da Fundação Abrinq. Foi assessor especial do presidente da República (2003).

Publicado originalmente no Jornal Folha de São Paulo (12/10/2008)

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