Arquivo da categoria ‘Programa Rio de Janeiro’

O Comunidade Educadora recebeu a visita de representantes de empresas e comunidades de diferentes partes do país que fazem parte do GRES (Grupo Referencial de Empresas em Sustentabilidade), criado pelo Instituto Ethos para avançar temas críticos e problemas complexos no tema da responsabilidade social e da sustentabilidade nos locais onde as empresas estão inseridas. Representantes de empresas de grande porte e de comunidades que se relacionam com elas tem se reunido para discutir a promoção do desenvolvimento local inclusivo e pela sinergia com o Comunidade Educadora estiveram visitando o projeto no dia 18 de novembro. A partir de meados de 2010, estas empresas começarão a criar projetos que contribuam com o desenvolvimento social e tragam melhorias nas comunidades onde as empresas estão localizadas .

Ao chegar, o grupo foi dividido em três, por restrição de tempo e o quantitativo de pessoas não permitiria a visitação de todas as ações que os eixos possuem. Cada um escolheu a ação que mais interessava e que fosse acrescentar um diferencial na função que exerce na empresa ou comunidade que representa. Depois da experiência, todos se encontraram e trocaram informações sobre as visitas. Esse encontro teve como objetivo apresentar aos visitantes, um projeto que trabalha com a temática de desenvolvimento local sustentável e inspirá-los a participar do início dessa trajetória do GRES.

“Essa visita vai trazer várias ideias novas. Aprendi que é possível fazer muito com pouco, e que isso só depende da dedicação das pessoas que estão trabalhando no projeto.” Giuliana Ortega, coordenadora do instituto Ethos.

“Eu achei tudo bastante inovador, acredito na dinamização com jogos, no protagonismo juvenil. Outra possibilidade de falar sobre educação ambiental, sem esse modelo tradicional. Adorei essa maneira lúdica de trabalhar. Acho muito bom conhecer coisas diferentes e analisar o olhar do outro.” Cristiane Borges, Grupo André Maggi, coordenadora social regional, Mato Grosso.

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O projeto Comunidade Educadora, promoveu nos dias 7 e 14 de novembro, a segunda Jornada de Formação de Professores da rede de escolas que fazem parte de suas ações.

O objetivo da atividade foi dar aos profissionais de ensino destas instituições uma noção do trabalho desenvolvido pelo projeto dentro de seus três eixos de atuação na comunidade. Tendo um professor que esteja integrado ao que ocorre dentro da escola onde leciona, cria um elo mais forte entre o projeto e a instituição, que vê no educador um grande parceiro para somar esforços e atingir os objetivos desejados.

A capacitação dos professores ocorreu sob a forma de três oficinas relacionadas a cada eixo de atuação do projeto :

1 – Incentivo à Leitura em Sala de Aula (Transformando o professor leitor), ministrada por Cláudia Monteiro, consultora do eixo de incentivo à leitura, na qual os participantes refletiram sobre ações e experiências literárias, discutiram estratégias que possibilitam o fomento do ato de ler, com a construção de novas práticas de ensino à leitura e à escrita. Traçaram o perfil local das experiências de leitura, relacionando com o cenário nacional.

2 – Educação Ambiental Contextualizada, ministrada por Marcelo Aranda, coordenador do Programa Rio da CARE Brasil, onde refletiu-se sobre os processos educacionais atuais e sua influência nas atividades de educação ambiental; como também conceitos da mesma. Analisaram as degradações ambientais locais e as fragilidades ambientais do planeta e foram convidados a fazer parte de uma rede de educadores ambientais do Comunidade Educadora.

3- História Local Transformando a Prática Pedagógica, ministrada por Marlucia Santos, consultora do eixo de Memória e Comunicação. Nela os profissionais conheceram as teorias sobre Memória, História Local e História de Vida. Foram incentivados a montar Espaços de Memória em suas escolas para fortalecer a prática de pesquisa da história da comunidade e da própria instituição inserida neste contexto.

Os dois dias de atividade foram marcados com dinâmicas para integração entre os três grupos de cursistas e com boas perspectivas sobre os momentos vivenciados nas oficinas. No encerramento da jornada, os grupos apresentaram os produtos finais resultantes de dois sábados consecutivos de reflexões prazerosas nos campos do incentivo à leitura, educação ambiental e resgate da memória local. Foram entregues certificados de participação e uma blusa referente ao eixo da oficina do participante. Nós do Comunidade Educadora, saímos do seminário com a satisfação e a certeza de ter sensibilizado grande parte dos profissionais participantes e também poder contar com novos parceiros nas ações promovidas nas escolas da comunidade

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No dia 29 de outubro o projeto Comunidade Educadora recebeu a visita de Milo Stanojevich, diretor da Care Peru e Peter Buijs, diretor regional da Care América Latina.
Conheceram as ações do projeto, presenciaram a exposição dos banners, do eixo de Memória e Comunicação, produzido pelos jovens pesquisadores populares, no Colégio Estadual Guadalajara. Conversaram com os jovens de todos os eixos sobre quais mudanças o projeto trouxe em suas vidas, o impacto de um projeto que tem o protagonismo juvenil como objetivo principal numa comunidade onde muitos adolescentes, jovens e até mesmo crianças, convivem com o tráfico. Entenderam que o projeto tem uma influência libertadora que proporciona imunidade ao aliciamento, através do acesso a atividades culturais, conhecimentos, novas experiências de vida.
Visitaram o ECOespaço, terreno localizado ao lado do C. E Guadalajara, que foi conquistado após muita luta, no ano passado. Nele foi construído o biodigestor e está para ser implantado uma horta escolar.
Após, esta breve visita, seguiram em frente, na mesma rua, em direção a Creche e Pré Escola Parteira Odete Maria de Oliveira, para visualizarem a horta escolar que foi construída com a parceria do projeto, e que as crianças ajudaram a plantar as verduras e legumes.
Em seguida, todos se dirigiram à E. M. Dr. Ricardo Augusto de Azeredo Vianna. Conheceram as pessoas que estão a frente da escola, possibilitando que essa parceria com o projeto se torne realidade, e a visão das crianças em relação aos jovens do Comunidade Educadora que atuam na instituição. O que mais facilita a comunicação desses jovens com as crianças, adolescentes, e até mesmo outros jovens, é o fato de residirem na mesma comunidade, isso cria laços e desperta identificação. Presenciaram uma roda de leitura. Milo e Peter encantaram-se com a forma que a mediação contagia as crianças.
E a última visita foi na Associação de Moradores do Jardim Leal (AMAJAL), onde foi feito uma transformação de um espaço que antes era um velho vestiário esportivo e tornou-se uma biblioteca comunitária. Lá o grupo Mulheres com Propósito esperava para mostrar suas peças e contar sobre a experiência de ministrar uma oficina de bijuterias produzidas com fibras de bananeira.

Peter comenta sobre a visita ao projeto:

“Eu achei o projeto muito interessante, vejo uma boa comunicação entre jovens e adultos, é isso que eu gosto, ver pessoas trabalhando em projetos, se tornando mais responsáveis, tomando iniciativas para melhorar o lugar em que vivem, e crescendo. O mais impressionante é o jovem estar a frente disso.” Peter Buijs

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Desde de Julho, o projeto Comunidade Educadora deu início ao processo de criação de hortas escolares nas instituições que fazem parte de suas ações. As hortas são orgânicas, ou seja, sem o uso de agrotóxicos, pesticidas ou adubo químico.

No mesmo mês, uma palestra com as escolas que manifestaram o desejo de ter sua horta foi feita para explicar o processo de criação, as dificuldades, vantagens e o manejo desse tipo de cultivo.

Após esse primeiro contato, Varner Simas (monitor do eixo de educação ambiental) e Nelson Barroso (profissional responsável pelo processo de acompanhamento e implantação das hortas) percorreram em agosto as escolas e creches para analisar e fazer demarcação das áreas de construção. Cada escola ou creche é responsável pelo manejo de sua horta. O projeto apoiará prestando assistência técnica, fornecendo insumos e equipamentos.

“Eu percebi que as instituições estão muito animadas, porque logo após as marcações elas já encontraram responsáveis pelas hortas. Mobilizaram os pais dos alunos para estarem envolvidos no manejo (Creche Maria José). Isso também está sendo estimulado nas outras instituições.” Comentou Varner Simas - 20 anos - monitor do eixo de educação ambiental do Comunidade Educadora

Até o momento, apenas a Creche e Pré Escola Parteira Odete Maria de Oliveira e Creche e Pré Escola Municipal Maria José da Conceição possuem o desejo ter sua horta e as condições necessárias para a criação. Na Creche Parteira Odete, o plantio das mudas ocorreu em 22 de outubro. Algumas crianças entre 3 e 5 anos realizaram esta tarefa e se mostraram bem interessadas e curiosas ao plantar. Nelson dava uma muda a cada criança e as ensinava como colocar na terra. As dinamizadoras ressaltaram com os pequenos que eles deveriam “cuidar das plantinhas”.

“Incentivar as crianças a cuidarem das mudas tá sendo ótimo e maravilhoso. A maioria deles tem o costume de arrancar as plantas e agora vão poder cuidar delas.” Comentou Angela Cristina - Estimuladora da Creche Parteira Odete

A horta da creche terá aproximadamente 300 mudas de verduras e legumes, entre jiló, pimentão, beterraba, coentro, cebolinha, salsa entre outras. Estima-se que até dezembro haja produção suficiente para enriquecer o cardápio escolar com produtos de melhor qualidade e livre de toxinas.

“O trabalho com a horta vai ajudar as crianças em sua coordenação motora ao lidarem com as plantas, também ter carinho e respeito a natureza.” Disse Patrícia Gomes - Estimuladora da Creche Parteira Odete da turma entre 3 e 4 anos

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Formar jovens como agentes pedagógicos ambientais de quatro escolas dos bairros onde atua e ter uma coleta seletiva implantada em todas elas. Estes foram os objetivos iniciais do projeto Comunidade Educadora do Programa Rio de Janeiro.

O processo de sensibilização na comunidade escolar, foi feito pelos agentes pedagógicos, que explicavam aos alunos a importância da separação do lixo, qual material deveria ser colocado no contender específico e as cores que representam cada um deles. Após essa primeira etapa, as escolas ganharam seus kits de coletores de materiais recicláveis a fim de que os alunos colocassem em prática os conceitos que haviam sido repassados pelos agentes.

“ Eu acho boa essa iniciativa, porque antes eu queimava meu lixo e agora tenho pra quem entregar. Ajuda a deixar a rua mais limpa, o lixo não fica mais jogado e os bueiros não entopem. Eu aceitei participar porque separo o lixo e evito que mais pessoas no lixão de Gramacho tenham contato com vários tipos de lixo. Seria bom que todo Brasil tivesse esse trabalho pra evitar a poluição” Comentou Maria Lúcia – Moradora a 22 anos no bairro Olavo Bilac

Em 2007, entraram em contato com uma cooperativa de catadoras de materiais recicláveis de um bairro próximo de onde o projeto atua, chamada Cooperangel. Nasceu então, uma parceria entre as duas instituições. O Comunidade Educadora destinaria todo o material recolhido nas escolas que participam de suas ações para a cooperativa. Esta por sua vez, faria o recolhimento periódico dos recicláveis. Desse modo, a cooperativa ajudaria o projeto a concluir de fato a sua coleta seletiva, ou seja, dentro dos objetivos iniciais e o projeto garantiria um aumento no volume de material da cooperativa, que traduz um complemento na renda destas mulheres. Fechar o ciclo da coleta seletiva é imprescindível para implantá-la. Sem um destino final seguro, logico, coerente, não faz sentido separar o lixo coletado.

“Achei uma boa ideia porque despoluí o meio ambiente, não jogar no lixo e ajuda na limpeza. Os benefícios pra comunidade são muitos. Me sinto ajudando a diminuir a poluição da Baía de Guanabara, evitar os deslizamentos de encostas, melhorias na saúde. Quanto menos acúmulo de lixo, melhor.” Disse Rosana Nascimento – Moradora a 16 anos do Olavo Bilac

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Com a inclusão de novas escolas participantes das ações do projeto, foi criada uma agenda de recolhimento dos materiais adquiridos por cada uma delas. Para o Comunidade Educadora, não bastava apenas ter seu sonho de implantação de uma coleta seletiva escolar. Integrar os moradores dos bairros onde ele atua, é um objetivo contido em todas as suas ações e expandir a coleta às residências, sempre foi um forte desejo do projeto.

“Acho importa porque não desperdiçamos o que pode ser reciclado e diminuímos a poluição na natureza. Trás muitos benefícios para a comunidade e gera emprego para o pessoal da cooperativa. Acredito que isso vai trazer mudanças de hábitos dos moradores e a limpeza da rua.” Comentou Luciano Souza – Morador a 32 anos do Olavo Bilac.

Inicialmente, a coleta seletiva solidária atenderá 134 residências que aceitaram colaborar com esta ação. O processo de sensibilização e cadastramento destes moradores, foi feito por quatro turmas, quatro professores e uma estagiária do C. E Guadalajara e parte da equipe técnica do projeto. Distribuídas ao longo de três ruas próximas ao Guadalajara, as residências participantes receberam uma placa de certificação e que também serve para guiar a catadora responsável pelo recolhimento dos materiais armazenados pelos moradores. Também receberam ímã de geladeira com receitas de reaproveitamento de folhas e sementente, além do calendário da coleta e dos telefones de contado. Essa tarefa ocorre todas as terças, quintas e sábados pela manhã com o auxílio de um triciclo adquirido pela projeto que encontra-se a serviço da Cooperangel pelo Comunidade Educadora.

“Pra mim ta sendo muito bom fazer o recolhimento dos materiais, porque me sinto ajudando a diminuir a quantidade de lixo do país. A Helenita passou nas salas procurando algum voluntário para a coleta e como eu estava sem fazer nada, topei. Os moradores que participam sempre me ajudam na hora do recolhimento e também fazem perguntas sobre o destino do lixo. Fui bem recebida na cooperativa e já estou me enturmando por lá.” Disse Jorgete Ferreira – 33 anos – Aluna do C.E Guadalajara e catadora responsável pelo recolhimento dos materiais da coleta seletiva solidária residencial.

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Teve início em setembro, a oficina de bijuterias reutilizando fibras de bananeira, na Creche e pré-escola Maria José, no bairro Jardim Leal. A oficina está sendo ministrada pela ONG Mulheres com Propósitos, aos sábados de 9:00 às 12:00. A fibra é extraída do tronco da planta e passa por um longo processo até ficar pronta para a fabricação das bijuterias. Este processo citado anteriormente será trabalhado na próxima oficina aplicada por essas mulheres, já que esta serve como atrativo para mostrar previamente como é feito o trabalho e iniciar a geração de renda do grupo.

A ONG Mulheres com Propósitos é um grupo independente que só trabalha com fibra de bananeira. Elas começaram a confeccionar peças nos fundos do quintal de uma delas. Lia Maria Marcelo idealizou a montagem de um grupo que trabalhasse com esse material. Encontrou pessoas especializadas no assunto e que tivessem o interesse de repassar estes conhecimentos. Esta é a segunda oficina que as mulheres ministram e estão gerando ótimos resultados.

Tenho um sentimento muito bom em passar o meu conhecimento, a cada dia vamos descobrindo o valor de nossa importância”. Ilma de Souza, integrante do Mulheres com Propósito, relata como é ministrar a oficina.

A oficina está sendo ministrada por algumas das componentes do grupo. Esta é a primeira vez que o projeto recebe a oficina e ela conta com um público de 15 a 20 mulheres que residem na comunidade onde o projeto atua e também de bairros vizinhos.

O objetivo desta ação é auxiliar o complemento da renda familiar destas mulheres e também a despertar uma certa independência financeira com a fabricação de belas peças através da utilização de uma matéria-prima barata.

Eu sempre trabalhei com artesanato, é uma novidade trabalhar com uma matéria-prima tão barata e ótima de manusear.” Conta Márcia Rosaria de Oliveira, participante da oficina, dona de casa e professora.

No fim da oficina foi falado sobre uma proposta que está sendo analisada, em trazer um designer de peças que avalie as mesmas e ministre uma oficina sobre como divulgar comercialmente estes produtos.

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Foi iniciada a oficina de mosaico ecológico de 2009, na Creche e Pré-Escola Municipal Prof.ª Laura D’Aquino Longo e na Escola Municipal Dr. Ricardo Augusto de Azeredo Vianna. O fato de a oficina acontecer em duas instituições é uma novidade deste ano.

Essa ação teve início em 2007 através da parceria entre o projeto e a ONG Manguezarte. Uma oficineira da instituição foi responsável por ensinar a técnica do mosaico ecológico às primeiras alunas. O motivo pelo qual ela recebe esse nome, é devido a utilização de embalagens de produtos de limpeza e higiene pessoal ao invés de azulejos. Além de ter um diferencial estético, também contribui para que essas embalagens não sejam encaminhadas ao lixo e por consequência, à natureza.

O foco da oficina é a capacitação de mulheres que residem nos bairros onde o projeto atua em artesãs locais. A partir das técnicas e prática do mosaico ecológico elas possam dar asas a sua imaginação, vender suas peças e aumentar a renda familiar. Deste grupo inicial de alunas, a artesã Cirlene Barbosa foi convidada no ano seguinte para ministrar a oficina que ocorreu no CCAIC (Centro Creche de Atendimento a Infância Caxiense – Olavo Bilac)

Este ano, Cirlene também será a responsável pelas oficinas nas instituições. As aulas na creche ocorrerão todas as terças-feiras de 9:00 às 11:00 horas e na escola municipal, todos os sábados de 13:00 às 15:00. Cerca de 30 alunas participam das duas turmas.

“Pra mim tem sido ótimo, a convivência com as alunas também é muito boa. Senti falta de dar aulas, ta sendo bem legal trabalhar com esses grupos. No trabalho artesanal que fazemos, não só o dinheiro importa, já que também estamos fazendo algo algo que a gente gosta.” , Comentou Cirlene Barbosa – Oficineira de mosaico ecológico, quando perguntada sobre suas espectativas para este ano de oficina.

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Ocorreu nos dias 12 , 13 e 19 e 20 de setembro, os dois encontros de formação de mediadores leitura do projeto Comunidade Educadora, previstos para este ano. Ao todo foram formados cerca de 46 jovens.

As datas dos encontros tiveram de ficar muito próximas, devido aos vários adiamentos que a atividade sofreu em decorrência do surto de Influenza A (H1N1) no estado. Nesse período as escolas da região fecharam suas portas e por isso não havia público para divulgar a formação. Com o retorno das aulas, o número de alunos interessados em ser mediadores de leitura aumentou e apenas um encontro não atenderia este quantitativo. Foi decidido que nos dias 12 e 13 seriam formados os alunos das escolas municipais que fazem parte do projeto e nos dias 19 e 20 das escolas estaduais.

“ Foi legal e divertido. Uma coisa que me incentivou bastante, além de despertar meu interesse para a leitura. Depois desses dois dias, descobri o prazer por ela. Tudo que vivi no encontro foi muito gratificante. Quero levar isso à outras pessoas e incentivá-las a ler, já que a leitura é essencial na nossa vida”
disse Merisa Carvalho, aluna do Jardim Escola Reino da Cultura.

O objetivo destes encontros, é capacitar jovens que moram na comunidade e que estudam nas escolas integrantes ao projeto, como mediadores de leitura. Estes mediadores realizarão rodas de leitura em suas respectivas escolas, acompanhados à principio, pelos multiplicadores de leitura. Como prática já adotada anteriormente e de ótimos resultados obtidos, os encontros são organizados, ministrados e dinamizados pelos jovens bolsistas do eixo de incentivo à leitura.

“Eu achei muito interessante, porque essa dinâmica de leitura desperta um mundo novo em cada livro. Nos faz descobrir coisas novas e muda a relação entre a escola e o aluno, indo além da matéria de sala de aula, através da roda de leitura. O espaço é ótimo, fiz novos amigos, me emocionei, dançei, brinquei. O sábado foi maravilhoso e o domingo melhor ainda”
comentou Raíssa da Glória – 15 anos. Aluna do C.E Ignácio Bezerra de Menezes.

O sistema utilizado nos encontros, prioriza o compartilhamento de conceitos necessários à um mediador, através de dinâmicas, musicais e abordagens de assunto ligados à leitura, despertando assim, interesse pela mesma. O conteúdo citado anteriormente, está disponível em CD- ROOM e foi distribuído no seminário Construindo Comunidades Leitoras, em maio deste ano. Dentre estes conceitos estão: A postura do mediador, Estatística da leitura no Brasil, diferenças entre mediação e contação histórias. Os dois finais de semana de formação foram marcados com muita empolgação e vontade de aprender. Ao ver as fotos no momento de encerramento dos dois dias passados junto ao projeto, todos colocaram sorrisos nos rostos e seguiram o caminho de casa a cantar:

“Eu vou andar de trem, você vai também…”

Música que aprenderam com a dinâmica do trem, que foi aplicada por Kenner Vieira, monitora de leitura após o horário de descanso do almoço no dia anterior.

“Adorei o encontro e também ter convivido com pessoas tão maneiras e engraçadas. Aprendi muito com a convivência e adoraria vivenciar tudo de novo.Não me arrependo de nada e vou embora levando amizades e aprendizado. Obrigado por tudo.” disse André Ribeiro – 17 anos. Aluno do C.E Negromonte.

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No dia 19 de setembro, ocorreu no JERC (Jardim Escola Reino da Cultura), localizado no bairro Olavo Bilac , o III DICAs ( Diálogo Comunitário de Aprendizagens) promovido pelo projeto Comunidade Educadora do Programa Rio de Janeiro. A temática da atividade, era a discussão sobre a qualidade da água consumida pelos moradores de Duque de Caxias, principalmente dos bairros onde o projeto atua e também as condições de saneamento básico, as quais os mesmos estão sujeitos.

O evento foi iniciado com a apresentação de todos os participantes feita por Edmar Antunes (Diretor da E. M. Dr. Ricardo Augusto de Azeredo Vianna). Logo em seguida, Helenita Maria Bezerra, coordenadora do Comunidade Educadora, falou sobre os estudos da água no município, e convidou seu parceiro na coordenação do projeto e consultor do eixo de Educação Ambiental, Marcelo Aranda, para mostrar os resultados do diagnóstico deste estudo.

A coleta da água foi feita e levada à um laboratório para um técnico especializado fazer o estudo. Foi coletada água das torneiras de várias residências, de um poço artesiano e do córrego do bairro Jardim Leal. Os resultados comprovaram o que de fato era visível, a água do córrego está contaminada, o que foi identificado também na do poço.


“Aqui nós recebemos a oportunidade de falar, de gritar. É importante recebermos água tratada e limpa, temos direito, pagamos por isso, e o risco que as famílias correm? Ainda há falta de conhecimento do perigo”
. Raimundo (Morador do Olavo Bilac e presidente da Associação do bairro Periquitos), fala sobre como foi participar do DICA’s

José Cláudio Barros, gerente de programas da CARE, propõe uma divisão de grupos para a discussão de soluções para os problemas presenciados nos bairros e no município. Alguns dos assuntos mais discutidos foram: o caminho que a água percorre antes de chegar nas casas, o abandono e todas as contaminações as quais as famílias são expostas, falta de água e também o armazenamento indevido da mesma mediante a situação.

Foram citadas enchentes que sempre ocorrem quando chove e invadem as casas localizadas no entorno dos córregos. Alertou-se que a comunidade necessita urgentemente melhorar suas condições de saneamento e saúde. Relataram também, a alta dosagem de cloro na água e a carência de uma política ambiental voltada para todas as camadas sociais.


“Falta de conhecimento, conscientização, participação da comunidade, sem participação as coisas se tornam de fato mais difíceis. Estamos no século XXI discutindo saneamento, não cabe só a nós que somos “pagadores” de impostos, ser civis, temos que ser abraçados pelo nosso governo, nos sentimos até lesados, não como um grupo, mas a sociedade como um todo”
. Edmar Antunes fala sobre a falta de esclarecimento para a população

Também foi falado sobre a importância dos cuidados que a água deve receber até chegar às residências, como por exemplo, não descuidar da caixa d’água e dispensar o uso do filtro, entre outras. Um dos grupos contou que quando os canos estouram, as rachaduras possibilitam a exposição às bactérias e contaminam a água, que segue em direção às casas para o uso de toda a família.

José Cláudio, finaliza a dinâmica em grupo mostrando à todos como pensar no DICAs como um pontapé inicial para conseguir alcançar os objetivos e mudanças necessárias.

A atividade foi encerrada com uma palestra de Suyá Quintslr, representante da FASE- RIO (Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional). A instituição a qual faz parte, é a ONG mais antiga do Brasil. Atua desde de 1961 com o trabalho de organização e desenvolvimento local, comunitário e associativo. Na palestra ela abordou os seguintes assuntos: qualidade da água, o investimento de 700 milhões de dólares em estações mais próximas de Duque de Caxias, mas que não funcionam. Além dos problemas citados anteriormente, ela também fala sobre a não diferenciação de pré escoamento e escoamento. Deveríamos possuir duas redes e não há essa articulação com a CEDAE. O escoamento da água da chuva ocorre junto com o esgoto, e isso é incorreto. E alertou os participantes sobre problemas políticos, falta de verbas e vontade de concluir as obras. Sendo necessário pressão da comunidade.


“A população que deve levar as reinvindicações para as câmaras, os vereadores e as autoridades, com metas claras e objetivas”.
conclui Suyá Quintslr.

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O projeto Comunidade Educadora deu início a exposição itinerante dos banners do eixo de Memória e Comunicação, no dia 8 de setembro. A Escola Municipal Dr. Ricardo Augusto de Azeredo Vianna foi a primeira a receber esta ação.

Os banners expostos contém alguns registros sobre a história dos três bairros onde o projeto atua e que foram resgatados pelos jovens pesquisadores populares através de entrevistas com moradores antigos. Outros mostram como foi o povoamento do região onde hoje é o município de Duque de Caxias, as marcas deixadas pelos indígenas, a localização estratégica para o transporte do ouro trazido de Minas Gerais para depois ser encaminhado á Portugal e a fundação da cidade.

A exposição é guiada pelos jovens pesquisadores, que relatam a experiência de ter descoberto os fatos, produzido os banners e o tema que cada um deles trata. O público alvo são os alunos, seus respectivos responsáveis e professores das escolas por onde a ação será levada.

Me sinto orgulhoso do iníco desse trabalho tão rico e do Dr, Ricardo abrir as portas para as demais escolas. Tenho uma grande expectativa da ação nos alunos e na comunidade, que vai conhecer a história dos bairros. Tanto como morador e também como historiador, vejo sob um olhar positivo esse resgate da história descoberta pelos jovens. Essa ação pioneira vai trazer a tona para comunidade a sua história” comentou Edmar Antunes – Diretor da Escola Municipal Dr. Ricardo Augusto de Azeredo Vianna, proferssor de História e morador do bairro Olavo Bilac.

O esquema de visitas é montado de acordo com a disponibilidade dos bolsistas em sua atuação e das turmas escolhidas em cada escola. Além da exposição, os participantes assistem ao curta metragem sobre a comunidade, filmado em 2008, na oficina de cinema. Esta oficina foi uma parceria entre o Comunidade Educadora e o Cine Clube Mate com Angu, que exibe curtas nacionais e estrangeiros no Centro Cultural Lira de Ouro, em Duque de Caxias, toda última quarta-feira de cada mês.

Os banners ficam durante uma semana nas instituições por onde a exposição passará, para que haja uma rotatividade de público e uma integração entre o trabalho de resgate da memória local e as escolas que fazem parte do projeto. Contribuem também, para fortalecer o sentimento de pertencimento dos moradores da localidade, que se veem e são vistos como construtores do passado, presente e futuro dos bairros onde vivem.

Muito interessante. Porque mostra coisas do passado e o que acontece hoje em dia. Mudanças que o bairro teve e de também ter visto as pessoas se emonicionarem no filme” respondeu Ana Lúcia – 14 anos – 5ª série – Aluna da Escola Municipal Dr. Ricardo Augusto de Azeredo Vianna, quando perguntada sobre o que achou de ter participado da exposição.

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Aconteceu no dia 15 de agosto, (sábado), na Casa São Francisco, (localizada no bairro São Bento, em Duque de Caxias), o II encontro de jovens pesquisadores populares. Foram convidados jovens que promovem pesquisas em seus respectivos bairros, professores, historiadores, para realizarem trocas de experiências de seus trabalhos, dicas que possam acrescentar às pesquisas e cuidados com arquivos.

Após o café da manhã, José Claudio Barros, gerente de programas da Care Brasil, comandou a dinâmica da Teia, para realizar a apresentação dos pesquisadores e deixar espaço para que falassem de seus sonhos, fatos marcantes de suas vidas, algo rápido, dinâmico e que estabelecesse uma comunicação entre todos os presentes para dar início ao dia que nos esperava.

A consultora do eixo de Memória e Comunicação, Marlucia Santos, fez a primeira mediação do dia: o livro História de Amor, de Regina Coeli Rennó, es depois induziu todos à uma reflexão das imagens na construção de uma história, já que o livro é composto apenas por figuras . Logo após este momento, todos mediaram Uma Idéía Toda Azul, de Marina Colasanti, e compartilharam reflexões sobre a mensagem do livro.

Depois de uma breve leitura sobre o que é um documento como fonte de pesquisa, Aline Souza do Nascimento, escritora de uma monografia sobre o bairro Campos Elíseos, contou sobre sua experiência no trabalho com arquivos. Ensinou como podemos preservar, conservar, higienizar, reparar pequenos danos para evitar que tornem-se maiores. Também falou da importância de manter a temperatura do local onde serão guardados os arquivos, que precisa estar arejada e sempre nesse mesmo padrão. Essas medidas são um conjunto de ações que interrompem o processo naturais e externos de degradação dos documentos e arquivos.

Nos alertou sobre esses fatores de degradação, já que, o projeto pensa em construir um arquivo para armazenar os documentos, fotografias, pesquisas do eixo de memória. Nos passou dicas de como iniciar a construção de um arquivo, como separar e especificar o local onde será armazenado cada material.

“Começei estagiando no Centro de Memória da FEUDUC (Fundação Educacional de Duque de Caxias). Meu primeiro contato com esse trabalho foi no Ensino Médio. Iniciei a faculdade de História em 2004, tirei a licenciatura em 2007. No mesmo ano, tive contato com o arquivo do SEPE RJ (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação). No departamento de História da FEUDUC, eu era apenas uma estagiária e quando fui trabalhar no SEPE tive autonomia para montar o arquivo da instituição. Foi ai que me deparei com as dificuldades de ter acesso a um arquivo morto e transformá-lo em um arquivo de memória, portanto, vivo.Vi além da necessidade de construir conhecimento, a de preservarmos o documento. Escrevi uma monografia sobre o bairro Campos Elíseos, ao lado de cinco formandos na época na faculdade.” Aline souza do Nascimento, 22 anos, historiadora.

Contamos com a presença do Jordan de Alexandre no encontro, representante da ARCA (Associação Regional de Oralidade), recém graduado em História pela Unigranrio(Universidade do Grande Rio Prof. José de Souza Herdy):

Nos falou sobre suas experiências em entrevistas e a escolha dos entrevistados:

“Somente entrevistas irão nos trazer a reconstrução da história.Toda e qualquer memória tem sua importância, e pode sim, acrescentar uma pesquisa ou um acervo”.

Recebemos a visita dos CHP (Caçadores de Histórias Perdidas). Eles também promovem pesquisas sobre alguns bairros de Duque de Caxias.O grupo foi formado em 2008, pelo professor Antônio Augusto que é historiador e realiza pesquisas sobre o município. No início o grupo possuía 20 pessoas, hoje é composto por apenas 5 integrantes. O CHP participou do I encontro de Jovens Pesquisadores Populares, que aconteceu no C. E. Guadalajara, em 2008. Já conhecíamos um pouco do trabalho deles. O reencontro serviu para que eles contassem os progressos em sua caminhada desde o último encontro entre as equipes.
Encerramos o dia com um curta chamado, Vida Maria e a reflexão de cada um sobre o mesmo. O encontro foi marcado pela troca de experiências e um pequeno, mas substancial processo de formação, realizado por Marlucia Santos.

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Mais uma vez integrantes do Comunidade Educadora foram convidados para participar da Expedição Saber do Programa São Paulo da CARE Brasil entre os dias 25 e 30 de Julho, na cidade de Francisco Morato.

Durante dois dias participaram de uma oficina para formar eco-comunicadores, ministrada por Cida Cardoso e Débora Menezas. Ambas são de Campinas e fazem parte de uma instituição chamada Educom Verde. A Educom possui um trabalho voltado para discussões de experiências das relações entre meio ambiente, comunicação e educação.

A oficina capacitou os Agentes Pedagógicos Ambientais da cidade de Francisco Morato na utilização de veículos de mídia para divulgação de suas ações nas escolas da região. O produto dessa oficina foi a construção do Blog Morapa (www.morapa.blogspot.com), que é administrado por esses jovens e alimentado periódicamente com matérias sobre a ação que desenvolvem e curiosidades
relacionadas ao meio ambiente. .

Dois agentes Pedagógicos Ambientais do Comunidade Educadora (Dariel Ferreira e Vanessa Souto) realizaram a capacitação desses jovens para que pudessem desenvolver em suas escolas a Tenda ECOnsciência. Essa tenda já é usada aqui no Rio nas escolas envolvidas no projeto e leva através de jogos educativos alguns conceitos de educação ambiental de forma lúdica. Também auxilia na implantação da coleta seletiva escolar através do conceito dos 5 Rs (repensar, recusar, reduzir, reciclar e reaproveitar). Aprenderam a jogar e construir o bingo que trata do aquecimento global e os jogos sobre coleta seletiva e os 5 Rs. Conheceram o processo de montagem e ambietalização da Tenda. Após essa fase, Dariel e Vanessa fizeram um bate-papo sobre as dificuldades que o grupo encontraria quando iniciasse sua ação e algumas posturas na hora de atuar junto aos alunos .Dificuldades estas que eles também passaram e as soluções encontradas para superar os obstáculos.

A atividade foi encerrada com uma avaliação coletiva sobre os dois dias de formação. Nela os APA’s de Morato relataram seu sentimento de ter participado dessa capacitação e o quanto estavam gratos por Vanessa e Dariel terem compartilhado suas experiências com eles. Curtiram bastante aprender sobre a Tenda e levar essa ação para suas escolas e comunidade. Ao ouvirem isso, ambos começaram a chorar e isso foi contagiando á todos.

Visitamos no CIETEC (Centro de Incubação de Empresas Técnológicas) da USP uma empresa que trabalha com a descontaminação de lâmpadas fluorescentes. Ela é contratada por empresas que desejam fazer o descarte correto deste tipo de material. Sua função é separar o pó branco que faz a luz emitida pela movimentação do mercúrio ser percebida aos olhos humanos. Trituram o vidro das lâmpadas e encaminham para fábricas de ajulejos que utilizam na vidrificação dos mesmos. A empresa tenta reinserir o mercúrio e o pó branco na produção de novas lâmpadas. O mercúrio é um metal cancerigeno e se for encaminhado de forma errada no ambiente pode causar graves problemas á quem entrar em contato com ele. Também conhecemos o trabalho da ONG Sociedade do Sol também no CIETEC da USP. A ONG criou um aquecedor solar de baixo custo feito com materiais acessíveis e com uma tecnologia brasileira, um sistema de reuso de água do banho para descarga sanitária e replicam a técnica chilena de montagem de fornos solares no agreste brasileiro.

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Nos dias 29 e 30 de Julho ocorreu o encontro de formação do voluntariado empresarial do Instituto C&A na loja situada em Duque de Caxias (Região metropolitana do Rio de Janeiro). O encontro reuniu voluntários das lojas de Duque de Caxias, do Shopping Grande Rio (São Jõao de Meriti) e Caxias Shopping que atuarão no Comunidade Educadora.

Foi apresentada aos voluntários a nova dinâmica de atuação nas creches envolvidas no Comunidade Educadora proposta pelo Instituto C&A. Até o ano passado a ação desempanhada por eles era apenas a realização de rodas de leitura nas creches e escolas parceiras do projeto.

Este ano a proposta é que os grupos de voluntários das lojas envolvidas organizem-se sob o nome de “LITERATRUPE”. Cada loja recebeu do Instituto C&A uma mala contendo livros para as mediações e a missão de criar um mascote a partir de materiais alternativos para identificação de sua “LITERATRUPE”. Também criarão fantoches e brinquedos com as crianças feitos de materiais recicláveis. A mala será levada às creches nos dias específicos de atuação do voluntariado e poderá ser enriquecida com mais livros, fantoches e brinquedos que forem aprovados pela orientação pedagógica das mesmas.

“Pude ver a integração entre os jovens voluntários e as gerências das lojas. Hoje sinto-me fazendo parte do grupo mais do que nunca”, comentou Nilcinéa Soares, supervisora dos espaços de leitura e da atuação voluntária do projeto Comunidade Educadora.

Houve uma apresentação sobre os objetivos do projeto, frisando sua meta de criação de uma comunidade educadora numa localidade marcada pela violência e a importância de ações sociais que amenizem esses impactos nos bairros onde atuamos. Ao longo dos dois dias ocorreram várias dinâmicas e mediações de leitura. Os voluntários refletiram sobre a responsabilidade

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e cuidados que terão com o grupo de crianças. Alguns artigos do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) também foram comentados.

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Na manhã fria do dia 6 de junho, os jovens bolsistas do projeto, juntamente com parte da equipe técnica, rumaram em direção à cidade de Teresópolis (Região Serrana do Rio de Janeiro).Os objetivos da atividade foram conhecer o trabalho desenvolvido pela ONG Espaço Compartilharte ao longo dos seus 17 anos de existência e promover uma maior integração entre as equipes de jovens bolsistas.

Conhecemos algumas oficinas promovidas por eles, como a de papel marchê, na qual são produzidos diversos objetos a partir da trituração do papel que é deixado de molho na água por um determinado tempo. As peças variam desde miniaturas de animais até vasilhames muito semelhantes aos de barro, por sua consistência. Também vimos os objetos feitos na oficina de bambu, no momento não sendo ministrada. Algo interessante feito ao término do trabalho com o bambu é a fritura das peças em óleo de cozinha reaproveitável. Além de impedir que mais óleo polua a Baía de Guanabara, esse processo serve para evitar o apodrecimento da madeira causado por insetos que por ventura viessem a alimentar-se dela.

A ONG possuí um biodigestor que trata o esgoto produzido no local e gera o biogás utilizado na cozinha .O Espaço Compartilharte realiza coleta seletiva do lixo e encaminham para outros locais o que não conseguem reaproveitar em suas atividades. Também faz um trabalho de sensibilização com alunos de escolas da região, que a partir desta ação manifestaram o desejo de implantação da coleta seletiva e mantém a iniciativa até hoje.

Visitamos também um espaço no qual está presente um pouco da história da ONG e um pequeno acervo de registros de atividades já realizadas por eles e objetos produzidos nas oficinas. Outra ação que realizam é a exibição de filmes e apresentações de teatro para integração entre a instituição e a comunidade.

A tarde foi marcada por várias dinâmicas de grupo e jogos de equipes para integração dos bolsistas. Depois de várias risadas e já um poucos cansados por termos acordado bem cedo aliado ao frio da região num fim de tarde, mas com um gostinho de quero mais, fizemos uma avaliação coletiva e uma individual do encontro. Obtendo um saldo positivo com relação á acolhida, o espaço e as nossas anfitriãs.
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No dia 25 de abril, (Sábado), no C.E. Guadalajara, houve um novo trabalho do eixo de Memória e Comunicação do projeto Comunidade Educadora. Os bolsistas do eixo formaram novos Jovens Pesquisadores Populares entre alunos das escolas integradas ao projeto. Os jovens multiplicadores coordenaram as ações e convidaram os novos integrantes para realizarem grupos de estudos e pesquisar mais e mais sobre o lugar em que vivemos. Assim pretendemos mostrar o valor que as memórias possuem e o poder de apagar as marcas ruins dos dias de hoje.
Na formação, os jovens participaram de dinâmicas que os fizessem pensar sobre seus bairros de um modo diferente, como nunca haviam pensado antes.

“Os jovens gostaram muito da formação, eu ouvi os comentários. Para mim, formar esses jovens foi uma coisa muito boa, me deixou muito feliz porque eles irão aprender o que nós aprendemos e nós estabeleceremos esta comunicação. Com o projeto eu mudei bastante, me tornei uma pessoa muito mais responsável, tanto na minha vida, como no meu dia-a-dia. E eu espero que o eixo de memória possa interferir na vida deles como interferiu na minha”.
Beatriz da Silva, 16 anos, aluna do C.E Fidélis Medeiros e multiplicadora do eixo de Memória e Comunicação do Projeto Comunidade Educadora.

No dia 1 de abril, (quarta-feira) teve início na Creche Municipal Parteira Odete Mª de Oliveira, as rodas de leitura do projeto Comunidade Educadora. Os responsáveis por iniciar mais um ciclo anual de rodas foram a monitora do eixo de leitura Kenner Vieira de Oliveira e o mediador Lucas Marques da Fonseca Diniz.

Kenner relata que as crianças sempre chegam muito empolgadas, apreensivas e ansiosas para ouvirem as próximas historinhas, para observarem as próximas ilustrações:

“Elas aguardavam tão ansiosamente que inclinavam o corpo para dentro da sala para olhar o que se passava, na espera que chegasse logo sua vez”.

Lucas conta que as crianças estavam muito alegres com as mediações:

“No começo havia uma menina chorando e quando eu comecei a mediar a história dos gatinhos travessos ela parou de chorar e ficou muito feliz ouvindo a história”, conta ele acrescentando “Uma criança ficou lendo para mim, repetindo todos os nossos atos, mostrando as imagens dos livros”.

Lucas conta ainda que as mediações incentivam até crianças que não sabem ler a fazer ao seu modo suas próprias mediações. “Duas meninas, Dandara e Gabriela, São da turma de 3 anos, elas muito espertas, pegaram o livro e ‘mediaram’ com rimas, através das ilustrações, já que ainda não sabem ler, mas, já conheciam a história”.

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