A 13ª COP (Conferência das Partes sobre o Clima) , já é considerada o maior evento sobre mudanças climáticas promovido pela ONU. A conferência começou no dia 3 de dezembro na Indonésia e tem como objetivo definir políticas e construir um pacto mundial sobre o problema do aquecimento global. O público estimado é de 10 mil pessoas oriundas de 190 países, a maioria políticos, cientistas e jornalistas.
As mudanças climáticas já afetam a vida das populações pobres onde nós já atuamos”, diz Dr. Charles Ehrhart, coordernador de Mudanças Climáticas da CARE Internacional, fazendo uma referência aos atuais desastres climáticos que afetam milhares de pessoas na Ásia e África. A CARE vai participar da COP com uma equipe formada por representantes de vários países membros da rede CARE, entre eles, Quênia, Austrália, Estados Unidos, Canadá, Brasil e Inglaterra.
A CARE estima que as mudanças climáticas serão uma das maiores ameaças ao desenvolvimento e qualidade de vida das populações pobres. Os países devem pensar em projetos de adaptação a esta nova realidade. Outra questão a ser debatida pela CARE é a democratização dos benefícios do mercado de carbono para as populações mais vulneráveis.
Ontem a abertura da Conferência começou com uma vitória. A Austrália ratificou a assinatura do Protocolo de Kyoto e recebeu palmas do público presente. Após a Austrália aderir ao acordo, os Estados Unidos permanece como a única nação do grupo de países desenvolvidos a não assinar o protocolo que obriga os países desenvolvidos a reduzir as emissões de dióxido de carbono e outros gases poluentes até 2012. Atualmente os Estados Unidos é o maior emissor de gases poluentes do mundo.
A expectativa para a 13ª COP é que sejam debatidas novas medidas políticas após a expiração do Protocolo de Kyoto, que acontecerá em 2012.
A Organização das Nações Unidas lançou o “Gateway to the UN System’s Work on Climate Change”, portal que reúne o extenso trabalho de pesquisa da ONU sobre mudanças climáticas. Com um conteúdo mais organizado em relação ao sites anteriores, o portal vai facilitar a busca de informações sobre o tema. Em inglês.
Clique lá: http://www.un.org/climatechange/

Entre os dias 13 e 17 de agosto a CARE Brasil promoveu a Expedição Saber Tocantins, que contou a participação de seis integrantes oriundos dos Programas Piauí, Amazonas, Rio de Janeiro, Bahia e São Paulo, além de dois convidados do Rio Grande do Sul e tinha como objetivo conhecer ‘in loco’ as atividades do Instituto Ecológica (www.ecologica.org.br), referência em pesquisa e tecnologias com créditos de Carbono Social no Brasil.
A visita técnica aconteceu na Fazenda Ecológica, em Taquaruçu, nos Centros de Pesquisa e de Projetos de Canguçu e Pium, e na sede do instituto em Palmas. Hortas sustentáveis, produção de batata doce em assentamento com finalidade de gerar biocombustível, biojóias, cerâmicas e viveiros de mudas, foram algumas das atividades visitadas pela comitiva da CARE Brasil que geram créditos de carbono, trabalho e renda sustentável.

Um dos técnicos da Ecológica utilizando um moderno aparelho que mede a quantidade de carbono capturado pela vegetação durante o processo respiratório e fotossíntese. O conceito foi consagrado pela Conferência de Kioto, em 1997, com a finalidade de conter e reverter o acúmulo de CO² na atmosfera, contribuindo para a diminuição do efeito estufa.
“A Ecológica desenvolve um trabalho ímpar no Tocantins porque repassa a metodologia do Carbono Social, contribuindo para a consciência sócio-ambiental das comunidades locais. No Canguçu também são promovidas diversas pesquisas sobre energias renováveis e desenvolvimento comunitário”, cita Vitor Hugo Almeida.
Vitor Hugo Almeida e Barreto Júnior foram os representantes do Piauí na Expedição Saber Tocantins.

