Arquivo da categoria ‘Emergências’

O Dia Mundial da Alimentação é comemorado no 16 de outubro em cerca de 150 países. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e tem como objetivo promover uma reflexão sobre a segurança alimentar no mundo e a qualidade dos alimentos.

Apesar da produção agrícola mundial atingir níveis de produção cada vez mais altos, o fantasma da fome ainda assombra milhões de famílias, principalmente no continente africano. Uma combinação de seca, conflitos e aumento dos preços dos alimentos ameaça a segurança alimentar de mais de 17 milhões de pessoas na região do Chifre da África (nordeste do continente) . É como se toda a população da Austrália ou da Região Metropolitana de São Paulo passasse fome.

Na Etiópia, pelo menos 6 milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária. A ONU estima que na Somália, quase metada da população (40%) corre o risco de passar fome e o país está diante de uma crise alimentar que não se vê desde a década de 1990. No Quênia, os preços da alimentação aumentaram quase 50% este ano. Atualmente as famílias pobres do país utilizam cerca de 80% do orçamento familiar para comprar alimentos.

Esses três países caminham para o pico da “estação da fome”, quando os preços dos cereais estão altos e as famílias de agricultores não conseguiram armazenar os estoques das colheitas anteriores. Com os mercados mundiais em uma espiral descrescente e os líderes mundiais alertando para uma recessão global, a crise alimentar e o destino de 17 milhões de pessoas na Àfrica está saindo da lista de prioridades políticas. Esses países já enfrentam uma ameaça que combina seca e o aumento dos preços dos alimentos”, conta Jonathan Mitchell, Diretor de Emergências da CARE. “ Some isso à crise financeira global e as coisas não poderiam ficar pior.”

O relatório da CARE “Living on the Edge of Emergency” divulgado no mês de outubro, alerta para o número de pessoas que vivem à beira de uma emergência alimentar. O número pulou para 220 milhões em 2008 - quase o dobro em relação ao ano de 2006. Enquanto os governos cortam as despesas, a CARE faz um alerta para a comunidade internacional focar os esforços na redução dos riscos de desastres naturais, investir na produção de alimentos e providenciar redes de proteção social de longo prazo para evitar que as famílias mais pobres passem fome. A consequência da falta de ações leva a um constante estado cíclico de ameaças de insegurança alimentar, como a atual crise no Chifre da África. Atualmente a rede CARE Internacional oferece ajuda humanitária para 3 milhões de pessoas na Somália, Etiópia, Quênia e Sudão.

A passagem da tempestade tropical Hanna pelo Haiti no dia 1 de setembro, sete dias depois da passagem do furacão Gustav, deixou o país em estado de emergência. A cidade de Gonaives, localizada a 150 km da capital Porto Príncipe, foi a cidade mais atingida e ficou completamente debaixo d’água e sob uma intensa camada de lama. O desastre natural deixou mais de 500 mortos e milhares de desabrigados no país. A CARE Haiti e outras organizações trabalham em Gonaives na ajuda humanitária aos sobreviventes. Àgua e alimentos são distribuídos para pessoas em vulnerabilidade. É o fim do verão no Haiti e chuvas torrenciais continuam a cair e provocam enchentes.Outras tempestades poderão cair em breve, mas este ano o volume a força da àgua foi maior do que o esperado.

Localizado no Caribe, o Haiti é um dos países mais pobres do mundo e tem sofrido com a pobreza, violência e desemprego, principalmente após os conflitos poíticos de 2004. A CARE Haiti trabalha atualmente no país com o foco na segurança alimentar, saneamento, saúde da mulher, prevenção ao HIV e fortalecimento da sociedade civil e da governança pública. Nas regiões atingidas pelas chuvas uma grande porcentagem da infra-estrutura como estradas, pontes e escolas serão destruídas ou sofrerão estragos. No longo prazo, a destruição da safra agrícola poderá criar escassez de comida. A CARE continuará as suas operações no país e acredita na força do povo haitiano para reconstruir suas comunidades.

Ha  ti fooddistribution70  CA - Fila para distribuição de alimentosPicture distribution 5sept  - Equipe da CARE em ação na distribuição de alimentos
Ha  ti Gona  veStreets98  CARELoetitiaRaymond - Ha  ti Gona  veStreets98  CARELoetitiaRaymond
Ha  ti Gona  veStreets108  CAR - homem tira lama de casa
Picture Praville HEB  Water - Distribuição de alimentos

CARE Brasil

Vídeo da CARE em Mianmar

“Aqui em Yangon, eu vejo muitas pessoas indo pra rua para ajudar a retirar as árvores e os escombros. Eu cheguei até a ver um grupo de monges com serras elétricas. Eu vejo os cabos e postes subirem e a energia elétrica aos poucos está voltando. Alguns semáforos estão funcionando. Algumas pequenas barracas de comida voltaram a funcionar e o mercado ficou aberto por algumas horas. Existe ainda uma grande falta de gasolina. O que mais me chamou a atenção foi o espírito comunitário. As pessoas aqui estão acostumadas a cuidarem uma das outras e elas não estão sentadas esperando que a gente vá ajudá-las”.

Brian Agland, Diretor de Programas da CARE Myanmar, comentando sobre a situação na cidade de Yangon

O Ciclone Nagis atingiu Mianmar no último sábado. Segundo a ONU o desastre deixou mais de um milhão de desabrigados e até agora deixou 80 mil mortos. A CARE vai atuar com ajuda internacional para as vítimas e já está desenvolvendo uma estratégia de distribuição de mantimentos. A CARE trabalha há 14 anos no país com projetos de segurança alimentar, saúde, prevenção ao HIV/AIDS, acesso à água e saneamento básico.

.

Caso não consiga visualizar o vídeo no blog, clique aqui para assistir no youtube

CARE Brasil

Ciclone em Mianmar

No último sábado, 3 de maio, o ciclone tropical Nargis atingiu várias regiões de Mianmar (antigamente conhecido como Birmânia), país localizado no sul da Ásia. A velocidade dos ventos chegou a 190 km/h e criou um maremoto que inundou as cidades litorâneas, principalmente Yangon e a região do Delta Irrawaddy.

O fenômeno climático provocou mais de 22 mil mortes e deixou milhares de desabrigados. Segundo autoridades governamentais, 41 mil pessoas estão desaparecidas.

“A nossa experiência em emergências é que a perda de vidas é frequentemente maior do que as estatísticas sugerem”, diz Robert Yallop, diretor de operações exteriores da CARE Austrália. “O tamanho e verdadeiro impacto do Ciclone Nargis ainda serão conhecidos”, acredita Yallop.

As equipes da CARE Internacional estão alocadas em South Dagon e Thaketa, distritos da cidade de Yangon e relataram que milhare de famílias que perderam suas casas estão abrigadas em escolas e Pagodes (templos budistas). As famílias de baixa renda, a maioria vivendo em casas com construções frágeis, foram as mais afetadas.

A CARE vai fornecer comida, barracas e água potável para os desabrigados pelo desastre. A CARE trabalha há 14 anos no país com projetos de segurança alimentar, saúde, prevenção ao HIV/AIDS, acesso a água e saneamento básico. Cerca de 500 funcionários vão trabalhar nesta emergência.

A CARE Bangladesh disponibilizou no youtube um vídeo que mostra o trabalho de distribuição de mantimentos para os sobreviventes do Ciclone Sidr que atingiu o país no dia 15 de novembro. O vídeo está sem tradução ou edição jornalística, mas dá para ver o trabalho de campo das equipes da CARE em Barakhali.

.

Caso não consiga visualizar o vídeo no blog, clique aqui para assistir no youtube

A estação das chuvas conhecida como monções provocou fortes enchentes por toda a região sul da Ásia. As enchentes já afetaram pelo menos 35 milhões de pessoas no Paquistão, Índia, Nepal e Bangladesh. A população afetada teve que abandonar suas casas e procurar ajuda em abrigos temporários, lugares onde a estrutura mais confortável é uma barraca feita de plástico.

Uma das maiores ameaça após uma enchente são as doenças relacionadas ao consumo de água contaminada, como a diarréia e a cólera, e podem ser fatais se não forem tratadas a tempo.

No Bangladesh, um dos países mais atingidos pelas enchentes, autoridades de saúde do governo registraram mais de 50.000 casos de doenças, desde que as enchentes atingiram o país no começo do mês de agosto. Cerca de 40% dos pacientes são crianças, mulheres grávidas e idosos.

A CARE Bangladesh vai construir três estações de tratamento provisórias nas cidades de Sirajganj, Jamalpur, e Islampur Upazila. O objetivo é garantir água potável para a população em situação de vulnerabilidade.

Outras ações emergenciais que a CARE Bangladesh participa são o resgate de famílias em áreas isoladas, feitos através de barcos fretados, a distribuição de alimentos e o envio de equipes médicas aos abrigos.

Mesmo com as enchentes sob controle, a crise vai continuar. Muitas pessoas que abandonaram suas casas terão que recompor suas vidas, buscando novos empregos e meios de renda. A economia local terá que se recuperar, porque a segurança alimentar e a produção agrícola está ameaçada pela contaminação de fazendas e alimentos. Estruturas básicas como estradas, pontes e prédios públicos também terão que ser reconstruídos.

A previsão climática é que a estação de monções durem até o final de setembro e que novas enchentes possam piorar a situação na região.

(Com informações da CARE Bangladesh)

Dhaka2 1 2 - família da zona rural
Dhaka4 1 - canoas viram principais meios de transporte