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As crianças brasileiras estão cada vez mais frequentando a escola. Ainda assim, muitas crianças possuem dificuldades para ler e escrever. Segundo dados do INEP/MEC, 60% dos estudantes chegam ao final da 8ª série sem saber interpretar um texto.

Para enfrentar este problema o Comunidade Educadora utiliza uma metodologia simples e eficiente no campo do Incentivo à Leitura. Realizado em Duque de Caxias (RJ) o projeto possui um programa de formação de jovens em mediação de leitura que atuam como voluntários em suas escolas, promovendo rodas que estimulam desde cedo o contato prazeroso da criança com o livro e contribuem efetivamente para aumentar o número de empréstimos em bibliotecas.

Desde 2006 o projeto formou aproximadamente 150 jovens que promoveram mais de 200 rodas, beneficiando 3 mil crianças. Nas rodas muitas crianças têm o primeiro contato com os livros e despertam o gosto pela leitura. Os jovens mediadores desenvolvem habilidades pessoais e aprendem a se integrar com suas comunidades.

O Comunidade Educadora também criou espaços de leitura comunitários e ajudou escolas públicas a organizarem empréstimos e renovarem acervos de bibliotecas. O projeto já fez a doação de 1800 livros distribuídos entre escolas e creches.

Os jovens do Eixo Memória e Comunicação do projeto Comunidade Educadora visitaram no dia 16 de outubro o Museu Histórico Nacional, localizado na cidade do Rio de Janeiro (RJ). O museu abriga um acervo de 258 mil peças sobre a história do Brasil, com objetos que contam a vida no país da colônia ao Império.

O objetivo foi mostrar aos alunos a diferença entre um acervo de museu constituído com histórias da comunidade e um museu nacional constituído com a história de uma nação. Compreendemos que objetos de valores de um país não necessitam ter um valor material. Pode ser simbólico, algo que as pessoas atribuem valor pela história e relação afetiva. Dentre o patrimônio cultural, os alunos aprenderam sobre a cultura indígena, africana, japonesa e suas influências na cultura brasileira e na história do Brasil. Isso contribui para maiores descobertas dos jovens sobre as suas próprias origens.

No Museu Histórico Nacional os jovens encontraram a diversidade de histórias em um lugar que envolve nosso passado de forma muito interessante e fascinante. As histórias e os nossos patrimônios são as únicas fontes que nos ligam ao nosso passado, as únicas memórias que dizem quem realmente somos e de onde viemos.

A verdade é que hoje muitas pessoas se esquecem disso. Com tantas lembranças ruins, a falta de esperança predomina nos olhos de muitos que vivem em Duque de Caxias. Os jovens pesquisadores estão sendo capacitados para buscar memórias que estão esquecidas com o objetivo de trazer de volta a esperança e a alegria para os moradores. Com essas memórias resgatadas pretendemos montar um museu comunitário que as pessoas possam ver suas histórias “vivas” novamente.
museu - participantes do Eixo Memória e Comunicação visitam museu

José Cláudio Barros

Educação, desenvolvimento e combate à pobreza

A relação entre educação e desenvolvimento já foi profundamente comprovada por órgãos nacionais, como o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), e internacionais vinculados às Nações Unidas, como Cepal, Unesco e Unicef. Todos alertam para os riscos de não se investir na educação como condição para deter o aumento das desigualdades e o avanço da pobreza. O economista e sociólogo argentino Bernardo Kliksberg, a partir de dados do Cepal e do BID, demonstra esta relação analisando a situação da América Latina, onde a brecha de escolaridade entre os 10% mais ricos e os 30% mais pobres é de pelos menos sete anos de estudo. No caso do Brasil, um estudo do Ipea de 2002 demonstra que “o impacto de um ano extra na escolaridade média da população deve aumentar a taxa de crescimento anual da renda per capita em 0,35 ponto percentual.”

Entretanto, mesmo com todos os estudos comprobatórios, a relação entre educação e desenvolvimento ainda não foi assumida como premissa pelos governos brasileiros. Apesar de termos melhorado os indicadores de acesso de crianças e adolescentes à escola, ainda amargamos com indicadores que denunciam uma escola pública que retém com dificuldade o aluno e que em inúmeras localidades do país não consegue oferecer um conhecimento de qualidade. Constantemente nos deparamos com casos de crianças e adolescentes que, apesar de já terem concluído o ensino básico, ainda possuem profundas dificuldades de escrita, leitura e compreensão de textos simples.

Levar crianças, adolescentes e jovens para dentro da escola é um esforço fundamental que deve ser exercido não apenas pelos governos mas por toda a sociedade. Entretanto será um esforço em vão se não houver mudanças na qualidade do ensino oferecido por esta escola. Para isto acontecer é fundamental que a educação deixe de ser prioridade apenas nos discursos que antecedem as campanhas eleitorais e passe a ser prioridade no investimento de recursos. Atualmente o Brasil investe apenas 4,6% do PIB em educação. A Campanha Nacional pelo Direito à Educação estima que o investimento mínimo necessário deve ser de pelo menos 7%.

Garantir a qualidade na educação significa, além de melhorar os salários de professores, investir maciçamente na formação continuada destes profissionais e na construção de projetos políticos pedagógicos voltados para as necessidades e características específicas de cada comunidade escolar; investir na construção e equipamento de bibliotecas e salas de leitura com acervos variados e planos de incentivo à leitura; investir em laboratórios de ciências e informática e ações que ampliem o universo cultural do jovem e lhe permita produzir novos conhecimentos sobre sua vida e comunidade, garantindo assim, que os conhecimentos de sala de aula façam sentido na vida do aluno.

Não é mais possível pensar uma escola de qualidade cujas ações não estejam articuladas com a realidade de seus alunos. Segundo dados do INEP de 2004, na região da Baixada Fluminense, onde está concentrada 30% da população pobre do estado do Rio de Janeiro, mais de 80% dos jovens matriculados nas primeiras séries do ensino médio estão atrasados em relação a sua idade. Isto representa um grupo significativo de alunos, cuja característica principal é uma realidade econômica familiar que os obriga a se inserir o mais rápido possível no mercado de trabalho. Para estes alunos, é uma tarefa árdua concluir os estudos considerando todas as dificuldades do dia-a-dia.

Para os que conseguiram encontrar algum tipo de ocupação, a dificuldade é ainda maior. O cansaço do trabalho, o trajeto desgastante até a escola, a alimentação inadequada, somados a um ensino pouco atrativo que não dialoga com sua realidade e uma escola pública sucateada de equipamentos e recursos, faz com que muitos se sintam desestimulados e optem por abandonar os estudos. Por outro lado, esta massa de jovens que decide abandonar a escola ingressa em um círculo vicioso de subempregos que não lhes provêm o mínimo necessário para uma vida digna e acentua ainda mais as desigualdades sociais. Além de serem colocados à margem de melhores possibilidades de renda os jovens sem acesso a uma educação de qualidade ainda se colocam à margem do exercício de uma cidadania plena. O que para Markus Brose significa privá-lo da “participação na vida social, econômica e política.”

Entretanto, apesar deste quadro, é estimulante observar o esforço de muitas escolas públicas que como Dom Quixotes, tentam por meios próprios e na parceria com a comunidade lutar contra a má qualidade na educação. São inúmeros os exemplos e casos de escolas públicas que estão conseguindo melhorar indicadores de rendimento por meio de ações variadas que se fossem valorizadas e incorporadas às políticas públicas poderiam fornecer escala em seus resultados.

Observamos, assim, que muito do que precisamos em termos de inovação metodológica para melhorar a educação no país já foi produzido e o que falta apenas é um pacto nacional para garantir a priorização de investimentos. Um esforço não apenas dos governos federal, estaduais e municipais em rever suas aplicações orçamentárias , mas de toda sociedade em exigir esta priorização. Caso contrário, o desenvolvimento e o fim da pobreza serão eternas Dulcinéias por quem dedicaremos a vida em sonhos, mas a quem nunca conquistaremos em razão.

José Cláudio Barros é Coordenador do Programa Rio de Janeiro e Gerente de Programas da CARE Brasil.


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Bibliografia para consulta e referência:

Livros

KLIKSBERG, Bernardo. Falácias e mitos do desenvolvimento social. São Paulo: Cortez; Brasília , DF: UNESCO, 2001;

BARROS, Ricardo Paes de, HENRIQUES, Ricardo, MENDONÇA, Rosane. Pelo fim das décadas perdidas: Educação e desenvolvimento sustentado no Brasil. Texto para discussão 857. Rio de Janeiro: IPEA, 2002.

BROSE, Markus. Desenvolvimento Local. Uma conceituação empírica. Ijuí: Ed. Unijuí, 2004.

Sites

4. Campanha Nacional pelo Direito à Educação www.campanhaeducacao.org.br

Os jovens aprendizes do curso de cerâmica, desenvolvido no Programa São Paulo, agora trabalham com um forno à gás para a produção das peças. O novo forno foi construído coletivamente com os alunos e faz parte de uma preocupação da artista plástica e educadora Lu Leão em aliar arte a boas práticas ambientais. A ceramista desenvolve o curso de cerâmica na Ecoescola de Artes e Ofícios Pró-Morato e adicionou no conteúdo do curso a Oficina para Construção de Forno a Gás.

“Nossa produção é artesanal e agora vamos aprender a queima com os fornos a gás. O poder calorífico de um botijão de 13kg de GLP corresponde à queima de 10 árvores. Esses fornos são mais baratos, permitem mais qualidade nos produtos e na queima”, explica a educadora. Com a substituição do forno tradicional pelo movido a gás, o processo também economiza a emissão de energia e reduz a emissão de gases poluentes na atmosfera.

A substituição da energia elétrica pelo gás trará outros benefícios adicionais, uma redução nos custos de produção e melhoria na qualidade do produto final. “Além da sua eficiência energética esse forno tem consumo mínimo de gás e tempo de queima controlado, com possibilidade de aumentar ou diminuir este tempo”, observa Lu Leão, sobre a possibilidade de controlar a qualidade do produto de acordo com a temperatura.

A produção da cerâmica é um processo com muitas etapas. Amassar a argila, modelar as peças, secar, queimar, decorar esmaltar e queimar pela segunda vez. Uma técnica milenar que atualmente busca outras tecnologias para minimizar o impacto no meio ambiente.

Além da troca do forno, outras matérias-primas tem sido substituídas por materiais alternativos. Lu Leão já vem desenvolvendo com os jovens a construção de suas ferramentas de trabalho reutilizando materiais reciclados. São pedaços de canos de PVC para a confecção de formas, garrafas plásticas, caixa de leite, potes de margarina e estecas feitas de varas de pesca. Ela acredita que agora chegou a vez do forno e quando tiverem mais domínio das técnicas, outras tecnologias ambientalmente corretas devem ser introduzidas no processo de produção, por exemplo, a queima com serragem.

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A CARE Brasil é a mais nova parceira das editoras Escala Educacional e Larrouse na campanha institucional “Doe um livro e plante esta idéia”. A iniciativa das editoras é inspirada nos Objetivos do Milênio estabelecidos pela ONU e vai abordar a meta Educação básica de qualidade para todos.

As editoras vão participar da 20ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, evento que reúne as novidades do mercado editorial brasileiro e que acontece entre os dias 14 a 24 de agosto no Pavilhão de Exposições do Parque do Anhembi /SP.

A campanha “Doe um livro e plante esta idéia” vai estimular a doação de livros para ONG`s que trabalham com o incentivo à leitura. Ao doar um livro usado no estande da ESCALA EDUCACIONAL e LAROUSSE , os visitantes da feira poderão ganhar 50% de desconto na compra de um livro novo das editoras. Todos os livros serão encaminhados para a CARE Brasil e a Fundação Gol de Letra.

A CARE Brasil destinará os livros para o Projeto Comunidade Educadora, que trabalha para a melhoria da educação pública em Duque de Caxias, Rio de Janeiro. O projeto promove rodas de leitura e incentiva a criação de espaços comunitários de leitura, além de colaborar com o acervo de bibliotecas de escolas municipais.

Para doar um livro basta comparecer aos estandes da Escala Educacional e Larousse. Os livros usados podem ser literários ou didáticos e devem estar em bom estado.

Serviço:

20ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

14 a 24 de agosto das 10h às 22h
Parque de Exposições Anhembi
São Paulo/SP
Local do estande:
Avenidas 3 e 4 – Ruas H e I

Nos dias 14 e 21 de junho, os jovens agentes pedagógicos que participam do Projeto Comunidade Educadora (Duque de Caxias, RJ) foram escolhidos para a confecção dos novos jogos utilizados na Tenda ECOnsciência, que promove a educação ambiental através de brincadeiras e dá dicas e oficinas sobre materiais reaproveitáveis.

São utilizados quatro jogos, todos criados a partir do reaproveitamento de materiais, como o papelão, presente nas cartelas e cartões usados no tabuleiro.
Foram produzidas duas cópias de cada jogo que serão utilizadas nas instituições e escolas que receberão as tendas. Este ano a Tenda ECOnsciência deixa de ser itinerante, cada instituição e escola que participa do projeto receberá a sua própria tenda local.

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Ao lado do Colégio Estadual Guadalajara, localizado no município de Duque de Caxias, existe um terreno baldio que além de servir de passagem aos moradores do entorno da escola, também vem sendo usado há muitos anos como depósito de lixo e entulho. O fato sempre incomodou a escola, que promove há mais de 10 anos o Projeto Lixo Urbano:Guadá Vida, com propostas de Educação Ambiental para o ambiente escolar.

Várias alternativas de mudança dessa situação foram cogitadas, mas a incerteza do verdadeiro dono do terreno e o impasse entre a Prefeitura de Caxias e o Governo do Rio, que repassavam um para o outro a responsabilidade, impossibilitou qualquer intervenção. A situação do terreno também incomoda diversos moradores.

“Antes o terreno era cheio de lixo e com um forte mau cheiro. Um dos problemas que ele pode causar aos moradores, é ele ser fechado (por lixo), já que a passagem das águas pluviais dos morros ao redor é feita por ele”, reclama Francisco Lélis, 70 anos, comerciante e morador do bairro Olavo Bilac desde 1958.

Para chamar atenção em relação ao problema, durante a semana de Meio Ambiente (02 a 06 de Junho), o Projeto Lixo Urbano Guadá Vida e o Projeto Comunidade Educadora traçaram ações de conscientização dentro do colégio Guadalajara.

Foi promovida a Tenda ECOnsciência, que ensina meio ambiente por meio de jogos lúdicos. Alguns professores da escola pediram aos seus alunos que fizessem desenhos, frases ou cartazes e que levassem os moradores que passam pelo terreno a refletir sobre a importância de mantê-lo limpo e conservado, evitando o mau- cheiro e a presença de vetores de doenças no local.

De posse dos trabalhos, foram selecionados os que mais representavam o objetivo desejado pelos projetos e que seriam reproduzidos no muro que fica ao lado do terreno.

Nos dias 06 e 07 de Junho, foi organizado um mutirão formado por alunos da escola, bolsistas de Leitura e Educação Ambiental, monitores do Projeto Lixo Urbano:Guadá Vida e até mesmo alguns moradores que se sensibilizaram com o trabalho dos jovens e resolveram ajudar na pintura do muro e contribuir para a mudança de postura dos que utilizam o terreno como depósito de lixo.

“O trabalho realizado é nota dez, mas cabe também aos moradores se conscientizarem e até ajudar impedindo que outros joguem lixo” , diz Manoel Gonçalves, 61 anos, técnico de tv e presidente da Associação de Moradores do Bairro Olavo Bilac.

A mobilização dos estudantes marcou as atividades. Duas poesias foram produzidas durante essa semana de ações de educação ambiental. As poesias foram selecionadas para a Revista Mundo Jovem da instituição PUC-RS.

Segue o link da matéria com a poesia da estudante Caroline Costa:
POEMA ECOLOGIA

Leia abaixo depoimento da professora Maria Bernardete Amarante

“Começamos com a Semana de Meio Ambiente, foram traçadas ações dentro da escola para sensibilizar e mobilizar os alunos. Eles desenvolveram trabalhos em suas aulas e cada uma delas teve um desenho selecionado para pintura no muro.Quando começamos essa pintura várias pessoas foram passando e paravam pra olhar, outros faziam comentário sobre o lixo e alguns até diziam que nada ia acontecer. Mas eu acho que a partir do momento que as pessoas passam, param e fazem um comentário, a mobilização da comunidade está sendo feita, quer dizer, alguma coisa está sendo mudada e decorrer da semana seguinte nós notamos que o lixo não parou de ser jogado, mas a quantidade dele diminuiu. Então eu acho que temos que continuar com essas ações envolvendo o lixo até que que de repente todos se conscientizem que ali não lugar de jogar lixo.”

Maria Bernardete Fonsceca Amarante, 41 anos, é professora de Ciências, Biologia e Educação Ambiental na Rede Pública do Estado do Rio de Janeiro e do município de Duque de Caxias

muro1 blog - detalhe da fachada do muro

muro2 blog - alunos pintam muro

muro3 blog - aluno cria desenho

Os dias 31 de maio e 01 de junho marcaram o primeiro encontro de Formação de Mediadores de Leitura do projeto Comunidade Educadora no ano de 2008. Temas como história da escrita, técnicas de mediação de leitura, contação de histórias, acervo e montagem dos espaços de leitura, povoaram os dois dias de formação e acentuaram cada vez mais o conceito de protagonismo juvenil, o pilar essencial dentro dos três eixos do Comunidade Educadora.

Uma das diferenças desta formação em relação às anteriores, foi a forma de divulgação da atividade. Antes a responsabilidade ficava para as direções das instituições e escolas que integram o projeto. Desta vez os bolsistas foram convidados a mobilizar os jovens nas escolas para participarem das capacitações.

A experiência de jovem mobilizando jovem dentro das escolas e utilizando a mesma linguagem, rendeu ótimos frutos ao Projeto Comunidade Educadora. Tivemos em média 50 pessoas inscritas e contamos com a presença massiva da maioria delas. O encontro, sem dúvida, marcou mais uma mudança no nosso modo de realizar o processo de formação.

Ser um bolsista já é desempenhar um papel de multiplicador das rodas de leitura. O diferencial, neste caso, é que todos os conteúdos, as dinâmicas e a atividade foram conduzidas e executadas pelos próprios bolsistas, carinhosamente chamados de “Múltiples”, pela Equipe Técnica do projeto.

” Estou achando maravilhoso, adorando interagir com todos e está sendo uma integração muito boa e uma oportunidade de aprender mais”, disse Mariana Cristina, 18 anos.

Houve também um intercâmbio entre jovens de diferentes Programas da CARE. Contamos com a visita do assistente de Coordenação do Programa CARE São Paulo, Messias Moraes e de dois jovens de uma ONG chamada Pró-Morato, Mariana Crista e André Oliveira. A Fundação atua no município de Francisco Morato (Grande São Paulo) e tem uma parceria com a CARE nas ações da Eco-Escola de Artes e Ofícios.

“O acolhimento da equipe foi uma surpresa para mim, fiquei surpreso Vou levar uma carga de aprendizagem muito grande. Achei o envolvimento dos jovens bem profundo. Essa integração é muito válida pela experiências de troca e para levar algo de diferente para a comunidade “, lembrou Messias Moraes, 53 anos, assistente de coordenação do Programa São Paulo, que acredita no valor da troca de informações entre os diferentes projetos da CARE.

O jovem André Oliveira, 21 anos, coordena a biblioteca da Fundação Pró-Morato que atua no estado de São Paulo e acredita que a experiência poderá ajudar nas idéias de revitalização do espaço. “Tinhamos o objetivo de revitalizá-la, era um espaço mal utilizado e sem movimentação. Vim por causa dessa questão da leitura e pretendo montar rodas de leitura e compartilhar com a comunidade o que aprendi aqui”, diz Oliveira.

DSC00751 2 - Formação de mediadores

DSC00632 2 - Formação de mediadores

A Escola Família Agrícola(EFA) dos Cocais, entidade planejada e criada pela CARE Brasil, Comunidade Européia e prefeitura de São João do Arraial, e que faz parte do Projeto de Empoderamento das Comunidades Rurais no Piauí(PECRPI), foi oficialmente criada na cidade piauiense de São João do Arraial(226 km de Teresina) no último dia 25 de agosto.

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Atendendo a 13 municípios do Território dos Cocais, região que abrange quase 300 mil habitantes e fica situada no Norte do Piauí, a EFA piauiense replicará em uma das áreas com o menor IDH(Índice de Desenvolvimento Humano) do Estado e do Nordeste o exitoso projeto de capacitação da mão-de-obra juvenil para o campo já implantado pela CARE Brasil na cidade piauiense de Pedro II.

João Martins, Vitor Hugo e Anísio(CARE/Piauí), e o prefeito Francisco Limma(São João do Arraial).
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No ato de fundação da associação que administrará a EFA dos Cocais, todos os representantes de prefeituras, sindicados, movimentos sociais e organizaçôes da sociedade civil votaram a favor da iniciativa pioneira da CARE na região, que apresenta um dos piores IDH(Índice de Desenvolvimento Humano) do Estado, altas taxas de analfabetismo e quase 70% da população vivendo abaixo da linha de pobreza.
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João Martins(Coordenador CARE no Piauí) e Francisco Antônio de Sousa Filho(Superintendência Estadual de Articulação da Gestão Governamental).
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Quase 10%(4000) das famílias dos Cocais são oriundas de assentamentos. Conhecida tradicionalmente pela luta de seus movimentos sociais, a região tem no babaçu sua maior fonte de riqueza econômica, produzindo milhares de toneladas/ano. O babaçu é utilizado para a produção de azeite, sabão e outros derivados, além de peças do diversificado artesanato regional.
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Mauricio de Sousa

Escreveu não leu…

No último sábado, 11 de Agosto, foi realizada a primeira aula do curso “Escreveu não leu…Oficina de Produção Literária” na escola pública Jardim Reino da Cultura (JERC), localizada em Duque de Caxias, região metropolitana do Rio de Janeiro. O curso, aberto para alunos e moradores da região, terá duração de quatro meses e será ministrado pela educadora Cláudia Vieira.

Cláudia Vieira apresentou o módulo “ECO-Pedagogia da Palavra” no curso de formação de Agentes Pedagógicos Ambientais e desde 2006 participa dos encontros de formação dos Voluntários da C&A e dos Jovens Mediadores de Leitura. Os grupos desenvolvem rodas de leitura e contação de histórias e atuam em creches e escolas de Duque de Caxias.

O curso faz parte do Projeto Comunidade Educadora e tem como objetivo estimular a habilidade da escrita para expandir os horizontes dos alunos no campo da produção literária. O Projeto Comunidade Educadora é realizado em parceria com a Escola Guadalajara e conta com o apoio do Instituto C&A e da Fundação DPaschoal.

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