Arquivo de Novembro de 2009

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No dia 29 de outubro o projeto Comunidade Educadora recebeu a visita de Milo Stanojevich, diretor da Care Peru e Peter Buijs, diretor regional da Care América Latina.
Conheceram as ações do projeto, presenciaram a exposição dos banners, do eixo de Memória e Comunicação, produzido pelos jovens pesquisadores populares, no Colégio Estadual Guadalajara. Conversaram com os jovens de todos os eixos sobre quais mudanças o projeto trouxe em suas vidas, o impacto de um projeto que tem o protagonismo juvenil como objetivo principal numa comunidade onde muitos adolescentes, jovens e até mesmo crianças, convivem com o tráfico. Entenderam que o projeto tem uma influência libertadora que proporciona imunidade ao aliciamento, através do acesso a atividades culturais, conhecimentos, novas experiências de vida.
Visitaram o ECOespaço, terreno localizado ao lado do C. E Guadalajara, que foi conquistado após muita luta, no ano passado. Nele foi construído o biodigestor e está para ser implantado uma horta escolar.
Após, esta breve visita, seguiram em frente, na mesma rua, em direção a Creche e Pré Escola Parteira Odete Maria de Oliveira, para visualizarem a horta escolar que foi construída com a parceria do projeto, e que as crianças ajudaram a plantar as verduras e legumes.
Em seguida, todos se dirigiram à E. M. Dr. Ricardo Augusto de Azeredo Vianna. Conheceram as pessoas que estão a frente da escola, possibilitando que essa parceria com o projeto se torne realidade, e a visão das crianças em relação aos jovens do Comunidade Educadora que atuam na instituição. O que mais facilita a comunicação desses jovens com as crianças, adolescentes, e até mesmo outros jovens, é o fato de residirem na mesma comunidade, isso cria laços e desperta identificação. Presenciaram uma roda de leitura. Milo e Peter encantaram-se com a forma que a mediação contagia as crianças.
E a última visita foi na Associação de Moradores do Jardim Leal (AMAJAL), onde foi feito uma transformação de um espaço que antes era um velho vestiário esportivo e tornou-se uma biblioteca comunitária. Lá o grupo Mulheres com Propósito esperava para mostrar suas peças e contar sobre a experiência de ministrar uma oficina de bijuterias produzidas com fibras de bananeira.

Peter comenta sobre a visita ao projeto:

“Eu achei o projeto muito interessante, vejo uma boa comunicação entre jovens e adultos, é isso que eu gosto, ver pessoas trabalhando em projetos, se tornando mais responsáveis, tomando iniciativas para melhorar o lugar em que vivem, e crescendo. O mais impressionante é o jovem estar a frente disso.” Peter Buijs

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Desde de Julho, o projeto Comunidade Educadora deu início ao processo de criação de hortas escolares nas instituições que fazem parte de suas ações. As hortas são orgânicas, ou seja, sem o uso de agrotóxicos, pesticidas ou adubo químico.

No mesmo mês, uma palestra com as escolas que manifestaram o desejo de ter sua horta foi feita para explicar o processo de criação, as dificuldades, vantagens e o manejo desse tipo de cultivo.

Após esse primeiro contato, Varner Simas (monitor do eixo de educação ambiental) e Nelson Barroso (profissional responsável pelo processo de acompanhamento e implantação das hortas) percorreram em agosto as escolas e creches para analisar e fazer demarcação das áreas de construção. Cada escola ou creche é responsável pelo manejo de sua horta. O projeto apoiará prestando assistência técnica, fornecendo insumos e equipamentos.

“Eu percebi que as instituições estão muito animadas, porque logo após as marcações elas já encontraram responsáveis pelas hortas. Mobilizaram os pais dos alunos para estarem envolvidos no manejo (Creche Maria José). Isso também está sendo estimulado nas outras instituições.” Comentou Varner Simas - 20 anos - monitor do eixo de educação ambiental do Comunidade Educadora

Até o momento, apenas a Creche e Pré Escola Parteira Odete Maria de Oliveira e Creche e Pré Escola Municipal Maria José da Conceição possuem o desejo ter sua horta e as condições necessárias para a criação. Na Creche Parteira Odete, o plantio das mudas ocorreu em 22 de outubro. Algumas crianças entre 3 e 5 anos realizaram esta tarefa e se mostraram bem interessadas e curiosas ao plantar. Nelson dava uma muda a cada criança e as ensinava como colocar na terra. As dinamizadoras ressaltaram com os pequenos que eles deveriam “cuidar das plantinhas”.

“Incentivar as crianças a cuidarem das mudas tá sendo ótimo e maravilhoso. A maioria deles tem o costume de arrancar as plantas e agora vão poder cuidar delas.” Comentou Angela Cristina - Estimuladora da Creche Parteira Odete

A horta da creche terá aproximadamente 300 mudas de verduras e legumes, entre jiló, pimentão, beterraba, coentro, cebolinha, salsa entre outras. Estima-se que até dezembro haja produção suficiente para enriquecer o cardápio escolar com produtos de melhor qualidade e livre de toxinas.

“O trabalho com a horta vai ajudar as crianças em sua coordenação motora ao lidarem com as plantas, também ter carinho e respeito a natureza.” Disse Patrícia Gomes - Estimuladora da Creche Parteira Odete da turma entre 3 e 4 anos

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Representantes de órgãos públicos, ONG´s e estudantes participaram do II Módulo do Curso de Mudanças Climáticas no Piauí, realizado pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMAR-PI) em parceria com a CARE Brasil, nos dias 11 a 13 de novembro de 2009 na Escola de Governo. O evento teve como objetivo disponibilizar informações para que os participantes se tornem agentes multiplicadores da reflexão sobre mudanças climáticas e da construção coletiva de agendas de sustentabilidade em pequena escala, isto é, no âmbito de sua organização, lugar de origem ou área de atuação.

Segundo o analista de Programa da CARE Brasil, Ayri Saraiva, o módulo II visa à elaboração da Agenda Climática do Governo do Estado do Piauí, contendo ações, prazos e responsáveis pela implantação da mesma. “Sua elaboração deverá envolver a participação e a visão compartilhada de todos os atores envolvidos e convidados, sendo agenda citada o principal produto a ser obtido nesta etapa”. A capacitação faz parte das ações do Projeto de Apoio à Política Estadual de Mudanças Climáticas e Combate à Pobreza no Piauí que o Governo do Estado incorporou através de protocolo firmado com a CARE Brasil.

Com informações da CCom-PI.

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Formar jovens como agentes pedagógicos ambientais de quatro escolas dos bairros onde atua e ter uma coleta seletiva implantada em todas elas. Estes foram os objetivos iniciais do projeto Comunidade Educadora do Programa Rio de Janeiro.

O processo de sensibilização na comunidade escolar, foi feito pelos agentes pedagógicos, que explicavam aos alunos a importância da separação do lixo, qual material deveria ser colocado no contender específico e as cores que representam cada um deles. Após essa primeira etapa, as escolas ganharam seus kits de coletores de materiais recicláveis a fim de que os alunos colocassem em prática os conceitos que haviam sido repassados pelos agentes.

“ Eu acho boa essa iniciativa, porque antes eu queimava meu lixo e agora tenho pra quem entregar. Ajuda a deixar a rua mais limpa, o lixo não fica mais jogado e os bueiros não entopem. Eu aceitei participar porque separo o lixo e evito que mais pessoas no lixão de Gramacho tenham contato com vários tipos de lixo. Seria bom que todo Brasil tivesse esse trabalho pra evitar a poluição” Comentou Maria Lúcia – Moradora a 22 anos no bairro Olavo Bilac

Em 2007, entraram em contato com uma cooperativa de catadoras de materiais recicláveis de um bairro próximo de onde o projeto atua, chamada Cooperangel. Nasceu então, uma parceria entre as duas instituições. O Comunidade Educadora destinaria todo o material recolhido nas escolas que participam de suas ações para a cooperativa. Esta por sua vez, faria o recolhimento periódico dos recicláveis. Desse modo, a cooperativa ajudaria o projeto a concluir de fato a sua coleta seletiva, ou seja, dentro dos objetivos iniciais e o projeto garantiria um aumento no volume de material da cooperativa, que traduz um complemento na renda destas mulheres. Fechar o ciclo da coleta seletiva é imprescindível para implantá-la. Sem um destino final seguro, logico, coerente, não faz sentido separar o lixo coletado.

“Achei uma boa ideia porque despoluí o meio ambiente, não jogar no lixo e ajuda na limpeza. Os benefícios pra comunidade são muitos. Me sinto ajudando a diminuir a poluição da Baía de Guanabara, evitar os deslizamentos de encostas, melhorias na saúde. Quanto menos acúmulo de lixo, melhor.” Disse Rosana Nascimento – Moradora a 16 anos do Olavo Bilac

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Com a inclusão de novas escolas participantes das ações do projeto, foi criada uma agenda de recolhimento dos materiais adquiridos por cada uma delas. Para o Comunidade Educadora, não bastava apenas ter seu sonho de implantação de uma coleta seletiva escolar. Integrar os moradores dos bairros onde ele atua, é um objetivo contido em todas as suas ações e expandir a coleta às residências, sempre foi um forte desejo do projeto.

“Acho importa porque não desperdiçamos o que pode ser reciclado e diminuímos a poluição na natureza. Trás muitos benefícios para a comunidade e gera emprego para o pessoal da cooperativa. Acredito que isso vai trazer mudanças de hábitos dos moradores e a limpeza da rua.” Comentou Luciano Souza – Morador a 32 anos do Olavo Bilac.

Inicialmente, a coleta seletiva solidária atenderá 134 residências que aceitaram colaborar com esta ação. O processo de sensibilização e cadastramento destes moradores, foi feito por quatro turmas, quatro professores e uma estagiária do C. E Guadalajara e parte da equipe técnica do projeto. Distribuídas ao longo de três ruas próximas ao Guadalajara, as residências participantes receberam uma placa de certificação e que também serve para guiar a catadora responsável pelo recolhimento dos materiais armazenados pelos moradores. Também receberam ímã de geladeira com receitas de reaproveitamento de folhas e sementente, além do calendário da coleta e dos telefones de contado. Essa tarefa ocorre todas as terças, quintas e sábados pela manhã com o auxílio de um triciclo adquirido pela projeto que encontra-se a serviço da Cooperangel pelo Comunidade Educadora.

“Pra mim ta sendo muito bom fazer o recolhimento dos materiais, porque me sinto ajudando a diminuir a quantidade de lixo do país. A Helenita passou nas salas procurando algum voluntário para a coleta e como eu estava sem fazer nada, topei. Os moradores que participam sempre me ajudam na hora do recolhimento e também fazem perguntas sobre o destino do lixo. Fui bem recebida na cooperativa e já estou me enturmando por lá.” Disse Jorgete Ferreira – 33 anos – Aluna do C.E Guadalajara e catadora responsável pelo recolhimento dos materiais da coleta seletiva solidária residencial.

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O governador piauiense Wellington Dias inaugurou a Escola Família Agrícola Cocais no dia 7 de novembro, em São João do Arraial, no Norte do Piauí. O evento contou com a participação do Secretário Estadual de Educação e Cultura, Antônio José Medeiros; do prefeito de São João do Arraial, Francisco Limma; do coordenador da CARE Brasil no Piauí, João Martins; de 12 prefeitos de cidades do Território dos Cocais e de familiares dos estudantes.

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A EFA Cocais é um estabelecimento educacional profissionalizante que capacita, em técnicas agrícolas e criação de animais de pequeno porte, estudantes de 12 cidades do Território dos Cocais. A escola, que foi construída dentro de uma grande área de babaçual, dispõe de salas de aula, laboratório de informática, dormitórios, refeitório, horta orgânica, unidades produtivas de aves e suínos, além de uma ampla área de lazer e convivência. As parcerias com a CARE Brasil, Pfizer e União Européia foram fundamentais para a implantação das unidades produtivas de aves e suínos, espaços onde os estudantes realizam suas aulas práticas.

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Em seu segundo ano de funcionamento, estudam na escola 80 alunos dos municípios piauienses de Batalha, Campo Largo, Esperantina, Joaquim Pires, Joca Marques, Madeiro, Matias Olímpio, Morro do Chapéu, Nossa Senhora dos Remédios, Porto e São João do Arraial. “Os estudantes deixam a EFA Cocais preparados para a vida, para serem empreendedores”, comentou o governador Wellington Dias ao destacar a importância da metodologia da Pedagogia da Alternância, na qual o aluno passa 15 dias na escola e 15 dias em casa, aplicando o conhecimento adquirido em sala de aula.

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