Arquivo de Outubro de 2009

Jovens da primeira turma do curso da Escola Família Agrícola Cocais, em São João do Arraial, Norte do Piauí, conheceram a estrutura organizacional e as unidades produtivas da Fundação Paraguaya, instituição referência na gestão de empreendimentos rurais localizada a 50 km de Assunção, capital do Paraguai.

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O intercâmbio, que faz parte das ações do Projeto de Empoderamento das Comunidades Rurais do Piauí (PECR-PI), uma parceria da União Européia com a CARE Brasil, foi organizado pelo Programa Piauí da CARE Brasil e teve como objetivo promover a integração de conhecimentos entre jovens e os gestores das escolas de formação técnica, e demonstrar para os visitantes a importância do modelo auto-sustentável como forma emancipar as escolas de dependências externas, e as unidades produtivas como negócios, onde os jovens aprendem todo o processo de gerenciamento e comercialização com o mercado consumidor.

A Fundação Paraguaya, em especial a Escola São Francisco de Assis, da cidade de Bernard Aceval, no distrito de Cerrito, constitui uma unidade de apoio da fundação e tem uma receita anual de US$300.000, proveniente das unidades produtivas de hotelaria (40%), produção de leite (25%), horta, apicultura, criação de tilápias, caprinos, usina de beneficiamento de leite e das mensalidades dos alunos, que custam mensalmente R$80,00/aluno, sendo que a metade desse valor é pago em dinheiro e o restante em trabalho ou cursos de capacitação.

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Todos os estudantes formados pela Fundação Paraguaya foram inseridos no mercado de trabalho, seja em negócios próprios, como empregados em empresas rurais, no setor de serviços ou em atividades afins. O curso da fundação dura três anos e tem como foco a educação empreendedora, garantindo aos jovens uma certificação em técnico em agropecuária ou hotelaria.

Participaram do intercâmbio no Paraguai os jovens piauienses Leila Cavalcante, Rafael Pereira, José da Silva Nascimento e Raquel dos Santos; os técnicos do Programa Piauí da CARE Brasil, Francisco Teixeira Barreto Júnior e Anísio Neto; o técnico da CARE Brasil São Paulo, James Allen, e o presidente da Associação de Estudantes da EFA Cocais, Antônio José Silva.

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A CARE Internacional Brasil está participando da Campanha TicTac e a CARE Brasil também está se juntando à versão brasileira da campanha (www.tictactictac.org.br).

A Campanha Global de Ações pelo Clima (GCCA, na sigla em inglês) é fruto de uma aliança inédita de organizações não-governamentais, sindicatos, grupos religiosos e pessoas que tem como objetivo mobilizar a sociedade civil e a opinião pública para que os governos se posicionem e estabeleçam metas ambiciosas e justas em prol de decisões concretas para combater as causas das mudanças climáticas e amenizar seus efeitos.

O objetivo da campanha é consolidar uma série de ações em diversos países, que culminarão em uma plataforma de orientações e reivindicações a ser apresentada durante a COP-15, realizada de 7 a 19 de dezembro de 2009, em Copenhague, Dinamarca. A campanha mundial GCCA está sendo implementada com prioridade em alguns países importantes para o êxito das negociações, ou seja, para que tais países tenham posições e compromissos mais efetivos e adequados para salvar o planeta da catástrofe climática. A lista desses países inclui Brasil, Japão, Canadá e Polônia (que preside o processo de preparação da COP antes de Copenhague).

Acesse o site da campanha e participe: www.tictactictac.org.br.

No estado do Piauí, a CARE Brasil desenvolve, em parceria com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, um Programa de Mudanças Climáticas e Combate à Pobreza, que tem como objetivo fomentar discussões nos agentes públicos locais para que eles se tornem multiplicadores da reflexão sobre mudanças climáticas e da construção coletiva de agendas de sustentabilidades em pequena escala no âmbito de sua organização, lugar de origem ou área de atuação.

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Matéria do site institucional do Governo do Estado do Piauí destaca ampliação de parceria com a CARE Brasil

O Governo do Estado acertou, na tarde dessa terça-feira (20), a ampliação da parceria com a Care Brasil - organização não-governamental dedicada à erradicação da pobreza, através de projetos executados conjuntamente pelas duas instituições. A ampliação da parceria foi definida durante audiência concedida pelo governador Wellington Dias a membros da Care Brasil no Palácio de Karnak.

“Aqui, hoje, acertamos duas parcerias: a primeira delas se refere à implantação de uma escola de turismo e empreendedorismo na região litorânea, mais precisamente em Cajueiro da Praia; e, ao mesmo tempo, uma base-piloto de erradicação da pobreza em uma região que eles ainda vão escolher”, informou o governador. “É um parceiro importante e vale a pena todo esse trabalho”, declarou.

Wellington Dias destacou os projetos já existentes em função da parceria entre o Governo do Estado e a Care Brasil. “No Estado do Piauí, nós trabalhamos e acompanhamos três experiências com a Care Brasilleia mais, clique aqui!

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Teve início em setembro, a oficina de bijuterias reutilizando fibras de bananeira, na Creche e pré-escola Maria José, no bairro Jardim Leal. A oficina está sendo ministrada pela ONG Mulheres com Propósitos, aos sábados de 9:00 às 12:00. A fibra é extraída do tronco da planta e passa por um longo processo até ficar pronta para a fabricação das bijuterias. Este processo citado anteriormente será trabalhado na próxima oficina aplicada por essas mulheres, já que esta serve como atrativo para mostrar previamente como é feito o trabalho e iniciar a geração de renda do grupo.

A ONG Mulheres com Propósitos é um grupo independente que só trabalha com fibra de bananeira. Elas começaram a confeccionar peças nos fundos do quintal de uma delas. Lia Maria Marcelo idealizou a montagem de um grupo que trabalhasse com esse material. Encontrou pessoas especializadas no assunto e que tivessem o interesse de repassar estes conhecimentos. Esta é a segunda oficina que as mulheres ministram e estão gerando ótimos resultados.

Tenho um sentimento muito bom em passar o meu conhecimento, a cada dia vamos descobrindo o valor de nossa importância”. Ilma de Souza, integrante do Mulheres com Propósito, relata como é ministrar a oficina.

A oficina está sendo ministrada por algumas das componentes do grupo. Esta é a primeira vez que o projeto recebe a oficina e ela conta com um público de 15 a 20 mulheres que residem na comunidade onde o projeto atua e também de bairros vizinhos.

O objetivo desta ação é auxiliar o complemento da renda familiar destas mulheres e também a despertar uma certa independência financeira com a fabricação de belas peças através da utilização de uma matéria-prima barata.

Eu sempre trabalhei com artesanato, é uma novidade trabalhar com uma matéria-prima tão barata e ótima de manusear.” Conta Márcia Rosaria de Oliveira, participante da oficina, dona de casa e professora.

No fim da oficina foi falado sobre uma proposta que está sendo analisada, em trazer um designer de peças que avalie as mesmas e ministre uma oficina sobre como divulgar comercialmente estes produtos.

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Contribuindo com a quebra do ciclo intergeracional de pobreza de famílias de agricultores rurais da região semi-árida do Piauí desde 2006, através das ações de geração de trabalho e renda do Projeto Jovem Produtor na cidade serrana de Pedro II, a Pfizer e a CARE Brasil implantaram, em agosto de 2009, as primeiras unidades produtivas de aves e suínos do Projeto Jovem Produtor II nas cidades de São João do Arraial e Matias Olimpio, no Território dos Cocais, no Norte do Piauí.

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O Projeto Jovem Produtor II é uma iniciativa das instituições Laboratórios Pfizer e CARE Brasil que tem como objetivo estimular o empreendedorismo rural na juventude piauiense através da instalação, nas propriedades rurais, de um modelo semi-intensivo de criação de pequenos animais (aves e suínos), gerando trabalho e renda de forma sustentável, melhoria na qualidade da alimentação das famílias e repasse do conhecimento a outros agricultores da região.

As ações foram iniciadas em abril de 2008 na cidade de São João do Arraial. A segunda etapa do projeto vai beneficiar 200 famílias de jovens com a implantação de unidades produtivas de aves ou suínos. Durante um ano os técnicos do Programa Piauí da CARE Brasil realizaram mobilizações, reuniões e inspeções nas comunidades beneficiadas para verificar a viabilidade de implantação das unidades produtivas.

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O Jovem Produtor I foi implantado no Piauí em 2006, em Pedro II. Inicialmente o projeto fez parceria com uma escola agrícola e depois se estendeu para várias comunidades do município serrano, incluindo o assentamento Paraíso, que ainda recebe o trabalho de extensão rural dos técnicos da CARE Brasil.

Segundo o técnico do Programa Piauí da CARE Brasil, Francisco Teixeira Barreto Júnior, responsável pelos projetos da Pfizer nas cidades piauienses de Pedro II, São João do Arraial e Matias Olímpio, o Jovem Produtor II tem como meta contemplar diretamente 200 famílias, beneficiando aproximadamente 1.200 pessoas em um dos territórios de mais baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Piauí.

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“Já foram construídos seis galpões [quatro para suínos e dois para aves] em São João do Arraial. Todas as estruturas foram construídas de maneira rústica, aproveitando o que existia de material na região. A previsão de entrega dos suínos será no próximo mês [novembro de 2009] e a conclusão de todas as 10 unidades produtivas está prevista para fevereiro de 2010. Dez famílias do município de Matias Olimpio receberam lotes de aves de galinha caipira e o acompanhamento técnico da CARE Brasil. As unidades produtivas de aves e suínos também servem como laboratórios de aulas práticas para os estudantes da Escola Família Agrícola Cocais (EFA Cocais) aperfeiçoarem seu aprendizado”, comenta.

As comunidades contempladas com as unidades produtivas no território piauiense são: Santa Rita, Laranjeiras, Quente e os assentamentos Piranhas e Chapada da Sindá, na cidade de São João do Arraial, e Caiçara, Formosa e Alagadiço, em Matias Olímpio.

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O agricultor familiar Francisco Alves Rodrigues, da comunidade Formosa, é um dos beneficiados com unidades produtivas de aves na cidade de Matias Olímpio. “Só na nossa comunidade são mais de 100 frangos vendidos por semana e há dia em que falta carne. As pessoas querem comprar e não encontram nada. Comprador para as aves tem, basta produzir. Se tudo der certo com a venda dos animais do projeto, daqui a um mês e meio, vai ter um dinheiro a mais para as despesas da casa”, cita.

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Para ajudar na comercialização das aves e garantir a sustentabilidade e a ampliação do projeto, Rodrigues e as demais famílias beneficiadas pretendem falar com o prefeito de Matias Olímpio para que a prefeitura da cidade piauiense compre parte da produção dos animais para a merenda das escolas municipais. “O frango que é usado na merenda escolar vem de fora porque não há criação de aves aqui. A gente pode fornecer uma carne de qualidade e com gosto [sabor] para as escolas”, conclui o agricultor.

José da Silva Nascimento (Zé Dió), de 26 anos, percebeu que o modelo de criação de suínos das unidades produtivas do Jovem Produtor II gerava melhores resultados do que o utilizado nas propriedades rurais de sua comunidade. “Com as informações dos técnicos da CARE Brasil sobre criação de suínos, eu percebi que o modelo usado nas unidades produtivas é mais vantajoso para o pequeno produtor”, comenta. Zé Dió, que estuda na EFA Cocais, faz parte de uma das famílias que serão beneficiadas com a implantação da unidade produtiva de suínos na comunidade Chapada da Sindá, em São João do Arraial.

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Foram as aulas práticas nas unidades produtivas de suínos e aves da EFA Cocais que fizeram o estudante Rafael Leão Pereira, de 20 anos, perceber que o trabalho no campo pode ser vantajoso. “Eu não tinha uma visão empreendedora antes de entrar na EFA Cocais. Era um ‘cego’, pois não entendia como transformar o campo em algo lucrativo. A unidade produtiva instalada aqui há mais de um mês serve como modelo para quem pretende ter o seu próprio negócio. A maior lição que aprendi desde a implantação do projeto de criação de aves é que o trabalho coletivo faz a diferença”, diz o jovem da comunidade Santa Rosa, em São João do Arraial.

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Por crescer vendo seu pai ser tão apaixonado pelo trabalho no campo, a jovem Leila Cavalcante, de 19 anos, moradora da comunidade Alagadiço, em Matias Olímpio, decidiu fazer um curso agrotécnico. Ela percebeu que o agricultor familiar só consegue ter um bom retorno financeiro com o manejo da terra e com a criação de animais se utilizar as técnicas adequadas. “Eu quero ajudar meu pai e ver a minha região mudada, por isso resolvi fazer o curso na EFA Cocais. A unidade produtiva de aves implantada aqui vai mostrar para as famílias da nossa comunidade que é possível ganhar dinheiro com uma criação de galinha caipira quando os animais são criados da forma correta. É viável ter uma criação de aves em Matias Olímpio porque a procura pelos animais é muito grande na região”, relata a estudante da primeira turma da EFA Cocais.

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Foi iniciada a oficina de mosaico ecológico de 2009, na Creche e Pré-Escola Municipal Prof.ª Laura D’Aquino Longo e na Escola Municipal Dr. Ricardo Augusto de Azeredo Vianna. O fato de a oficina acontecer em duas instituições é uma novidade deste ano.

Essa ação teve início em 2007 através da parceria entre o projeto e a ONG Manguezarte. Uma oficineira da instituição foi responsável por ensinar a técnica do mosaico ecológico às primeiras alunas. O motivo pelo qual ela recebe esse nome, é devido a utilização de embalagens de produtos de limpeza e higiene pessoal ao invés de azulejos. Além de ter um diferencial estético, também contribui para que essas embalagens não sejam encaminhadas ao lixo e por consequência, à natureza.

O foco da oficina é a capacitação de mulheres que residem nos bairros onde o projeto atua em artesãs locais. A partir das técnicas e prática do mosaico ecológico elas possam dar asas a sua imaginação, vender suas peças e aumentar a renda familiar. Deste grupo inicial de alunas, a artesã Cirlene Barbosa foi convidada no ano seguinte para ministrar a oficina que ocorreu no CCAIC (Centro Creche de Atendimento a Infância Caxiense – Olavo Bilac)

Este ano, Cirlene também será a responsável pelas oficinas nas instituições. As aulas na creche ocorrerão todas as terças-feiras de 9:00 às 11:00 horas e na escola municipal, todos os sábados de 13:00 às 15:00. Cerca de 30 alunas participam das duas turmas.

“Pra mim tem sido ótimo, a convivência com as alunas também é muito boa. Senti falta de dar aulas, ta sendo bem legal trabalhar com esses grupos. No trabalho artesanal que fazemos, não só o dinheiro importa, já que também estamos fazendo algo algo que a gente gosta.” , Comentou Cirlene Barbosa – Oficineira de mosaico ecológico, quando perguntada sobre suas espectativas para este ano de oficina.

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Ocorreu nos dias 12 , 13 e 19 e 20 de setembro, os dois encontros de formação de mediadores leitura do projeto Comunidade Educadora, previstos para este ano. Ao todo foram formados cerca de 46 jovens.

As datas dos encontros tiveram de ficar muito próximas, devido aos vários adiamentos que a atividade sofreu em decorrência do surto de Influenza A (H1N1) no estado. Nesse período as escolas da região fecharam suas portas e por isso não havia público para divulgar a formação. Com o retorno das aulas, o número de alunos interessados em ser mediadores de leitura aumentou e apenas um encontro não atenderia este quantitativo. Foi decidido que nos dias 12 e 13 seriam formados os alunos das escolas municipais que fazem parte do projeto e nos dias 19 e 20 das escolas estaduais.

“ Foi legal e divertido. Uma coisa que me incentivou bastante, além de despertar meu interesse para a leitura. Depois desses dois dias, descobri o prazer por ela. Tudo que vivi no encontro foi muito gratificante. Quero levar isso à outras pessoas e incentivá-las a ler, já que a leitura é essencial na nossa vida”
disse Merisa Carvalho, aluna do Jardim Escola Reino da Cultura.

O objetivo destes encontros, é capacitar jovens que moram na comunidade e que estudam nas escolas integrantes ao projeto, como mediadores de leitura. Estes mediadores realizarão rodas de leitura em suas respectivas escolas, acompanhados à principio, pelos multiplicadores de leitura. Como prática já adotada anteriormente e de ótimos resultados obtidos, os encontros são organizados, ministrados e dinamizados pelos jovens bolsistas do eixo de incentivo à leitura.

“Eu achei muito interessante, porque essa dinâmica de leitura desperta um mundo novo em cada livro. Nos faz descobrir coisas novas e muda a relação entre a escola e o aluno, indo além da matéria de sala de aula, através da roda de leitura. O espaço é ótimo, fiz novos amigos, me emocionei, dançei, brinquei. O sábado foi maravilhoso e o domingo melhor ainda”
comentou Raíssa da Glória – 15 anos. Aluna do C.E Ignácio Bezerra de Menezes.

O sistema utilizado nos encontros, prioriza o compartilhamento de conceitos necessários à um mediador, através de dinâmicas, musicais e abordagens de assunto ligados à leitura, despertando assim, interesse pela mesma. O conteúdo citado anteriormente, está disponível em CD- ROOM e foi distribuído no seminário Construindo Comunidades Leitoras, em maio deste ano. Dentre estes conceitos estão: A postura do mediador, Estatística da leitura no Brasil, diferenças entre mediação e contação histórias. Os dois finais de semana de formação foram marcados com muita empolgação e vontade de aprender. Ao ver as fotos no momento de encerramento dos dois dias passados junto ao projeto, todos colocaram sorrisos nos rostos e seguiram o caminho de casa a cantar:

“Eu vou andar de trem, você vai também…”

Música que aprenderam com a dinâmica do trem, que foi aplicada por Kenner Vieira, monitora de leitura após o horário de descanso do almoço no dia anterior.

“Adorei o encontro e também ter convivido com pessoas tão maneiras e engraçadas. Aprendi muito com a convivência e adoraria vivenciar tudo de novo.Não me arrependo de nada e vou embora levando amizades e aprendizado. Obrigado por tudo.” disse André Ribeiro – 17 anos. Aluno do C.E Negromonte.

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No dia 19 de setembro, ocorreu no JERC (Jardim Escola Reino da Cultura), localizado no bairro Olavo Bilac , o III DICAs ( Diálogo Comunitário de Aprendizagens) promovido pelo projeto Comunidade Educadora do Programa Rio de Janeiro. A temática da atividade, era a discussão sobre a qualidade da água consumida pelos moradores de Duque de Caxias, principalmente dos bairros onde o projeto atua e também as condições de saneamento básico, as quais os mesmos estão sujeitos.

O evento foi iniciado com a apresentação de todos os participantes feita por Edmar Antunes (Diretor da E. M. Dr. Ricardo Augusto de Azeredo Vianna). Logo em seguida, Helenita Maria Bezerra, coordenadora do Comunidade Educadora, falou sobre os estudos da água no município, e convidou seu parceiro na coordenação do projeto e consultor do eixo de Educação Ambiental, Marcelo Aranda, para mostrar os resultados do diagnóstico deste estudo.

A coleta da água foi feita e levada à um laboratório para um técnico especializado fazer o estudo. Foi coletada água das torneiras de várias residências, de um poço artesiano e do córrego do bairro Jardim Leal. Os resultados comprovaram o que de fato era visível, a água do córrego está contaminada, o que foi identificado também na do poço.


“Aqui nós recebemos a oportunidade de falar, de gritar. É importante recebermos água tratada e limpa, temos direito, pagamos por isso, e o risco que as famílias correm? Ainda há falta de conhecimento do perigo”
. Raimundo (Morador do Olavo Bilac e presidente da Associação do bairro Periquitos), fala sobre como foi participar do DICA’s

José Cláudio Barros, gerente de programas da CARE, propõe uma divisão de grupos para a discussão de soluções para os problemas presenciados nos bairros e no município. Alguns dos assuntos mais discutidos foram: o caminho que a água percorre antes de chegar nas casas, o abandono e todas as contaminações as quais as famílias são expostas, falta de água e também o armazenamento indevido da mesma mediante a situação.

Foram citadas enchentes que sempre ocorrem quando chove e invadem as casas localizadas no entorno dos córregos. Alertou-se que a comunidade necessita urgentemente melhorar suas condições de saneamento e saúde. Relataram também, a alta dosagem de cloro na água e a carência de uma política ambiental voltada para todas as camadas sociais.


“Falta de conhecimento, conscientização, participação da comunidade, sem participação as coisas se tornam de fato mais difíceis. Estamos no século XXI discutindo saneamento, não cabe só a nós que somos “pagadores” de impostos, ser civis, temos que ser abraçados pelo nosso governo, nos sentimos até lesados, não como um grupo, mas a sociedade como um todo”
. Edmar Antunes fala sobre a falta de esclarecimento para a população

Também foi falado sobre a importância dos cuidados que a água deve receber até chegar às residências, como por exemplo, não descuidar da caixa d’água e dispensar o uso do filtro, entre outras. Um dos grupos contou que quando os canos estouram, as rachaduras possibilitam a exposição às bactérias e contaminam a água, que segue em direção às casas para o uso de toda a família.

José Cláudio, finaliza a dinâmica em grupo mostrando à todos como pensar no DICAs como um pontapé inicial para conseguir alcançar os objetivos e mudanças necessárias.

A atividade foi encerrada com uma palestra de Suyá Quintslr, representante da FASE- RIO (Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional). A instituição a qual faz parte, é a ONG mais antiga do Brasil. Atua desde de 1961 com o trabalho de organização e desenvolvimento local, comunitário e associativo. Na palestra ela abordou os seguintes assuntos: qualidade da água, o investimento de 700 milhões de dólares em estações mais próximas de Duque de Caxias, mas que não funcionam. Além dos problemas citados anteriormente, ela também fala sobre a não diferenciação de pré escoamento e escoamento. Deveríamos possuir duas redes e não há essa articulação com a CEDAE. O escoamento da água da chuva ocorre junto com o esgoto, e isso é incorreto. E alertou os participantes sobre problemas políticos, falta de verbas e vontade de concluir as obras. Sendo necessário pressão da comunidade.


“A população que deve levar as reinvindicações para as câmaras, os vereadores e as autoridades, com metas claras e objetivas”.
conclui Suyá Quintslr.

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