Arquivo de Maio de 2009

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As fotos do jornalista Brito Júnior evidenciam os estragos causados pelo rompimento [27/05/09] da barragem Algodões, na cidade de Cocal, que inundou 10 comunidades, deixou quase 2 mil desabrigados, causou várias mortes (7 até no momento da publicação desta nota) e a destruição total de trecho [ponte do rio Pirangi] da BR 343, que liga Teresina, a capital, às cidades do litoral piauiense, deixando Parnaíba, a segunda maior cidade piauiense e sede do Programa Piauí da CARE Brasil, isolada do restante do Estado.

O “tsunami” de Algodões, que chegou a ter aproximadamente 10 metros e causou uma das maiores tragédias já registradas no Piauí, destruiu 312 casas, danificou 180 e provocou incontáveis danos em uma área de mais de 50 quilômetros da barragem, atingindo também o vizinho município de Buriti dos Lopes e inundando várias de suas comunidades.

A cidade de Cocal, com 26 mil e 201 habitantes, ficou isolada, sem energia elétrica e sinal de telefonia fixa e celular durante vários dias. Os milhares de desabrigados foram transferidos para escolas e prédios públicos dos dois municípios, além de casas de parentes e amigos. Mais de 1.500 homens da Secretaria de Saúde do Piauí, Corpo de Bombeiros, FAB, Exército e Polícia Militar trabalham diuturnamente no resgate das famílias, que perderam suas pequenas plantações [roças] e animais, e na busca dos desaparecidos.

As visitas dos técnicos do Programa Piauí da CARE Brasil, Barreto Júnior e Anísio Neto, à Escola Família Agrícola Cocais (Prefeitura de São João do Arraial, CARE Brasil, Pfizer [Jovem Produtor II] e União Européia] e Assentamento Paraíso (Projeto Jovem Produtor I/Pfizer), em Pedro II, só podem ser feitas por estradas dos vizinhos estados do Ceará ou Maranhão, aumentando a distância aos municípios sedes dos projetos apoiados pela CARE Brasil em até duzentos quilômetros.

No dia 25 de abril, (Sábado), no C.E. Guadalajara, houve um novo trabalho do eixo de Memória e Comunicação do projeto Comunidade Educadora. Os bolsistas do eixo formaram novos Jovens Pesquisadores Populares entre alunos das escolas integradas ao projeto. Os jovens multiplicadores coordenaram as ações e convidaram os novos integrantes para realizarem grupos de estudos e pesquisar mais e mais sobre o lugar em que vivemos. Assim pretendemos mostrar o valor que as memórias possuem e o poder de apagar as marcas ruins dos dias de hoje.
Na formação, os jovens participaram de dinâmicas que os fizessem pensar sobre seus bairros de um modo diferente, como nunca haviam pensado antes.

“Os jovens gostaram muito da formação, eu ouvi os comentários. Para mim, formar esses jovens foi uma coisa muito boa, me deixou muito feliz porque eles irão aprender o que nós aprendemos e nós estabeleceremos esta comunicação. Com o projeto eu mudei bastante, me tornei uma pessoa muito mais responsável, tanto na minha vida, como no meu dia-a-dia. E eu espero que o eixo de memória possa interferir na vida deles como interferiu na minha”.
Beatriz da Silva, 16 anos, aluna do C.E Fidélis Medeiros e multiplicadora do eixo de Memória e Comunicação do Projeto Comunidade Educadora.

No dia 1 de abril, (quarta-feira) teve início na Creche Municipal Parteira Odete Mª de Oliveira, as rodas de leitura do projeto Comunidade Educadora. Os responsáveis por iniciar mais um ciclo anual de rodas foram a monitora do eixo de leitura Kenner Vieira de Oliveira e o mediador Lucas Marques da Fonseca Diniz.

Kenner relata que as crianças sempre chegam muito empolgadas, apreensivas e ansiosas para ouvirem as próximas historinhas, para observarem as próximas ilustrações:

“Elas aguardavam tão ansiosamente que inclinavam o corpo para dentro da sala para olhar o que se passava, na espera que chegasse logo sua vez”.

Lucas conta que as crianças estavam muito alegres com as mediações:

“No começo havia uma menina chorando e quando eu comecei a mediar a história dos gatinhos travessos ela parou de chorar e ficou muito feliz ouvindo a história”, conta ele acrescentando “Uma criança ficou lendo para mim, repetindo todos os nossos atos, mostrando as imagens dos livros”.

Lucas conta ainda que as mediações incentivam até crianças que não sabem ler a fazer ao seu modo suas próprias mediações. “Duas meninas, Dandara e Gabriela, São da turma de 3 anos, elas muito espertas, pegaram o livro e ‘mediaram’ com rimas, através das ilustrações, já que ainda não sabem ler, mas, já conheciam a história”.

A formação de jovens como mediadores de leitura, desenvolvida há pouco mais de dois anos pelo projeto Comunidade Educadora, ultrapassou as fronteiras de Duque de Caxias (Região Metropolitana do RJ) e foi levada para a cidade de Barro Alto –GO

O local é onde se concentram as ações do Programa Goiás da Care Brasil. A ida dos jovens até Barro Alto foi um pedido da coordenação do Programa. Os bons resultados obtidos pelo Comunidade Educadora no Rio de Janeiro com seu eixo de Incentivo á Leitura tiveram grande peso na motivação do convite. Principalmente pelo fato da formação ser praticamente executada pelos jovens do projeto. Isso é fruto do investimento no protagonismo juvenil desde o princípio de nossas ações, que ao longo de quase quatro anos teve como prioridade a integração do jovem em suas ações.

Nossas formações de mediadores são planejadas, discutidas e executadas pelos jovens com o acompanhamento da coordenação do projeto. Sendo assim, quem melhor para mostrar o papel do mediador, suas responsabilidades, compromissos posturas, se não o próprio jovem, que já vive na prática a atuação no campo de leitura ?

“Foi muito gratificante multiplicar tudo o que aprendi para eles e transmitir valores. Eles aprenderam muitas coisas conosco e nós também aprendemos bastante com eles; como o valor da amizade. Levar conhecimentos para um outro estado foi lisonjeador”. Conta Kleber Vinicius Lacerda, 15 anos, Mediador e multiplicador de Leitura do projeto Comunidade Educadora e um dos formadores do encontro de Goiás. Além de Kleber, os outro jovens que viajaram para Goiás como formadores foram Natália Pereira da Silva, 18 anos; Dariel dos Reis Ferreira Rego, 17 anos; e Laio Ferreira de Souza, 19 anos. Kenner Vieira e Nilcineia Soares, membros da equipe técnica do projeto Comunidade Educadora também participaram do encontro.

Jovens refletem sobre importancia da leitura
Natália, multiplicadora do Rio fala da historia da esc

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As fortes chuvas e as enchentes causadas pela cheia dos principais rios do Norte do Piauí transformaram o acesso à Escola Família Agrícola Cocais, na cidade de São João do Arraial, em um verdadeiro rally nos últimos dois meses.

Os técnicos do Programa Piauí da CARE Brasil, que semanalmente fazem visitas à EFA Cocais e acompanham os projetos apoiados pela União Européia [Projeto de Empoderamento das Comunidades Rurais] e Pfizer [Jovem Produtor II] na região, sabem muito bem o que é transitar por estradas cheias de buracos e poças de lama.

O acesso ao município de São João do Arraial, que antes era feito via Esperantina, uma das cidades mais atingidas pelas enchentes no Estado, teve seu percurso aumentado em mais de 50 km por causa de estradas intransitáveis. Apesar dos problemas causados pelas fortes chuvas, que deixaram cidades parcialmente inundadas e milhares de desabrigados, as visitas dos técnicos da CARE Brasil e as aulas da EFA Cocais ocorrem normalmente.

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O Programa Piauí da CARE Brasil, através do Projeto de Empoderamento das Comunidades Rurais (PECR-PI), apoiado pela União Européia, promoveu uma oficina para contribuir com o Projeto Político-Pedagógico (PPP) da Escola família Agrícola Cocais, na cidade de São João do Arraial, nos dias 6 e 7 de maio.

No encontro, que foi facilitado pelo educador e especialista em Educação Inclusiva, Luiz Alves de Souza Júnior, e contou com a participação efetiva de monitores, estudantes, pais e representantes de instituições parceiras da escola agrotécnica, foram discutidos temas como o “valor do trabalho em equipe” e a “importância do Projeto Político-Pedagógico para uma educação de qualidade”.

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“O PPP é um documento que serve de orientação para todos que compõem a escola, visto que não é possível caminhar a um ensino de qualidade sem direção, planejamento e execução. A oficina contribuiu para que todos conhecessem as reais necessidades da escola, além de estipular metas e prazos a serem desenvolvidas no processo educativo”, cita Souza Junior.

O Projeto de Empoderamento das Comunidades Rurais no Piauí tem como objetivo fortalecer a capacidade empreendedora da juventude rural dos pequenos municípios.

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