Arquivo de Fevereiro de 2009

A Escola Família Agrícola Cocais, em São João do Arraial [Norte do Piauí], finalizou a seleção de 40 estudantes de 13 cidades do território para a segunda turma da escola que capacita jovens de comunidades rurais em técnicas agrícolas e manejo de pequenos animais. O projeto de inclusão sócio-educacional profissionalizante foi criado pela Prefeitura de São João do Arraial e conta com o apoio das instituições CARE Brasil, Laboratórios Pfizer, União Européia, Agência de Cooperação Técnica da Alemanha (GTZ) e Governo do Estado do Piaui, além das parcerias com sindicatos de trabalhadores rurais, associações comunitárias e prefeituras da região.

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Para concorrer a uma das 40 vagas da EFA Cocais, centenas de jovens das cidades de São João do Arraial, Esperantina, Luzilândia, Madeiro, Joca Marques, Batalha, Matias Olímpio, Morro do Chapéu, Porto, Campo Largo, Joaquim Pires e N. S. dos Remédios participaram de capacitação, dividida em dois módulos e facilitada por professores do projeto, que definiu os nomes dos novos estudantes após cinco dias de muitos diálogos. A EFA Cocais adota o regime semi-escolar da Pedagogia da Alternância, um método educacional diferenciado de ensino que permite ao aluno passar 15 dias integralmente na escola, onde recebe formação técnica sobre agricultura familiar e empreendedorismo rural, e 15 dias em casa, período para o jovem colocar em prática o aprendizado de sala de aula.

Após quatro anos de resultados significativos e centenas de aprovações de estudantes das escolas públicas de Parnaíba e cidades vizinhas, o Cursinho Pré-Vestibular Popular Evandro Lins e Silva, conseguiu, nos últimos vestibulares da Universidade Federa do Piauí, da Universidade Estadual do Piauí e do Centro Federal de Educação Tecnológica, uma marca impressionante até mesmo para os melhores colégios da rede privada do Estado: aprovou 64 dos 100 estudantes matriculados em 2008. A iniciativa do projeto de inclusão sócio-educacional criado em 2004 pela Empresa Júnior de Economia [UFPI/Parnaíba] - o Cursinho Pré-vestibular Popular Evandro Lins e Silva – tem por objetivo oportunizar que jovens de baixa renda tenham acesso à universidade pública, além de uma formação cidadã.

Um dos diferenciais do Evandro Lins e Silva consiste na ousadia de implantar conteúdos como empreendedorismo, disciplina estudada no tempo regular das aulas. Outra marca do Cursinho é o estudo das relações étnico-raciais. A coordenação pedagógica do projeto elaborou, com o curso de Turismo da UFPI, o inovador projeto PIC NEGRADA DA TERRA – uma provocação da SECAD - MEC, que aborda o estudo sobre historia, literatura e cultura afro-brasileira e africana.

Em Luiz Correia, no litoral piauiense, o Cursinho Pré-Vestibular Popular Amarração, coordenado pelo Núcleo de Promoção Social (Nupes), uma entidade formada por jovens empreendedores sociais, tem muitos motivos para comemorar o resultado dos vestibulares.

Com uma taxa de aproximadamente 40%, o Amarração registrou um aumento significativo da quantidade de aprovados em relação aos últimos dois anos. A coordenação festeja mais ainda porque o número de estudantes das comunidades rurais que passaram nos vestibulares foi bastante expressivo. A alta taxa de aprovação do Evandro Lins e Silva e do cursinho Amarração denuncia o trabalho incansável da coordenação e dos professores, e, principalmente, da dedicação diuturna dos estudantes. Os dois cursinhos populares piauienses são apoiados pelo CIP Aliança Mandu, através do Sistema Educação, que contribui participativamente nas capacitações de formação pedagógica dos professores, captação de recursos e na formação política dos jovens estudantes (via Projeto Formação de Lideranças/ Aliança MANDU).

Foi realizada no dia 27 de janeiro na escola Ciep 131 em Duque de Caxias (RJ), a oficina “Arte e papel”, voltada para mulheres de baixa renda e donas de casa. As mulheres aprenderam a fazer peças artesanais feitas de sobras de papel reciclável. As educadoras Beth e Cláudia, que fazem parte do projeto Monte Paquetá, ministraram a oficina onde explicaram como é possível contribuir com o meio ambiente e ainda aumentar a renda familiar.

Além das técnicas de reciclagem e reutilização do papel, as educadoras deram dicas de negócios, como análise de preços e gastos e como criar peças diferentes e criativas. A maioria das alunas já havia participado de outras atividades promovidas pelo Comunidade Educadora com o objetivo de gerar renda, como por exemplo, a oficina de mosaico ecológico.

As oficineiras aproveitaram para falar sobre o projeto Monte Paquetá, projeto social que alia a arte à geração de renda. “ Tudo começou com uma pequena ONG, chamada O nosso papel, que foi montada pela PUC, e teve duração de 10 anos. A ONG trabalhava com a reciclagem e a reutilização do papel, o trabalho era voltado para crianças, adolescentes e jovens, na produção de cadernos com folhas recicláveis”, contam. Depois com o fim do projeto, Claúdia e Beth, resolveram dar continuação ao projeto, montando assim o Monte Paquetá, um projeto voltado para a cultura, arte, social, poesia, capoeira, reciclagem e reutilização de papel. Nas oficinas os jovens aprendem a produzir brindes, embalagens e presentes. Cada comunidade tem um apoio financeiro e os artesões são capacitados no manuseio e produção dos produtos.

papel1 - alunas aprendem a reciclar papel papel 2 - material reciclável