Out 10th, 2008
JUVENTUDES E ALIANÇAS PARA O COMBATE À POBREZA
Há uma frase de domínio popular brasileiro que diz : uma andorinha só não faz verão. É utilizada para expressar que ninguém faz nada sozinho, sendo preciso, sempre, juntar forças para atingir algo de relevante para suas vidas individais e/ou coletivas. Na promoção do Desenvolvimento Local com inclusão e combate à pobreza esssa frase ganha contornos reais quando se juntam Governos, Organizações com e sem fins lucrativos e Sociedade para atuarem de forma ordenada visando a melhoria da qualidade de vida de um determinado território.
Como a pobreza e suas faces de exclusão se revelam de forma complexas e sua amplitude é intergeracional , as alianças inter-setorias e inter-geracionais são um importante instrumento para maximizar inteligências humanas e recursos finaceiros dispersos em uma rua, bairro, comunidade, território, região, país, a fim de possibilitar ações de acesso à direitos que combatam a pobreza e promovam a inclusão dos estratos sociais desfavorecidos. Dessa forma, pensar essas parcerias com a participação efetiva dos Jovens na elaboração, acompanhamento e execução dessas ações, se constitui uma forma sustentável ao longo do tempo da quebra do ciclo intergeracional de combate à pobreza.
Vários estudos já comprovaram essa relação de ‘herança’ da pobreza que passa de pais para seus descendentes. Ao contrário daqueles que acreditam na fatalidade da pobreza, esses estudos comprovaram que se é pobre mais por falta de acessso a educação, trabalho, sáude, do que pela vontade divina. E essa transferência de pai para filho da pobreza também se caracteriza pela falta de escolha de oportunidades que esses herdeiros possuem.
Aceitar que os Jovens são parceiros estratégicos no enfrentamentos das causas relacionadas à pobreza é perceber a oportunidade de superação da mesma. Sua inserção enquanto protagonista e conquistadoras de Direitos é essencial para transformação dessa realidade. Os mesmos deverão ser reconhecidos como protagonistas dos processos sociais e deverão ter acesso a uma educação formal, cultural, econômica, ambiental e ética.
Sendo fortalecida essas Alianças com o respeito dos diferentes, em um presente próximo não estaremos falando e nos mobilizando contra à pobreza. Mas, sim, compartilhando riquezas.
João Martins é coordenador do Programa Piauí, realizado pela CARE Brasil
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