Ocorreu no dia 12 de dezembro a formatura das alunas da Oficina de Mosaico Ecológico do projeto Comunidade Educadora. A oficina foi promovida no CCAIC (Creche Centro de Atendimento à Infância Caxiense), que é uma creche integrante das ações do projeto que fica situada na região onde atuamos. A oficina foi ministrada pela artesã Cirlene Barbosa, que participou do mesmo curso em 2007 também promovido por nós. Essa ação faz parte do eixo de Educação Ambiental.

O objetivo dela foi ensinar mulheres da comunidade a trabalhar com a técnica do mosaico ecológico. Essa técnica consiste na montagem de mosaicos convencionais, com o diferencial de que o material usado são embalagens de produtos de limpeza e higiene pessoal; como vidros de desodorante, shampoo, desinfetantes e etc. Com o aprendizado das técnicas e desenvolvimento de seu talentos, elas já produzem peças e recebem encomendas, podendo complementar sua renda familiar com a venda das mesmas. A partir do uso desses tipos de materiais, diminuimos suas emissões no meio ambiente e serve pra aumentar ainda mais a pluição no planeta. Vale a pena investir em ações como essa, salvar o planeta é um dever de todos, sempre foi, mas só agora estamos nos dando conta disso com mais seriedade. O trabalho final das peças fica lindo e poucos conseguem advinhar de primeira mão do que é feito, então lembre que a embalagem do seu shampoo quando acaba pode ter outro destino além da lata do lixo do seu banheiro.

As embalagens são primeiramente lavadas e depois cortadas em tiras. Depois quem estiver fazendo o trabalho dá o formato ao material que desejar (quadrados, retangulos e triângulos). De posse do dos recortes, faz-se algum tipo de desenho com um lápis e inicia-se o trabalho de colagem, que deve ser feito com colas de secagen rápidas, próprias para artesanato.Como disse antes, é como a técnica do mosaico convencional, os desenhos começam a ganhar formas e cores através do colorido das embalagens. As aplicações podem ocorrer dos locais mais variados possíveis, foi muito utilizado na oficina, objetos de madeira; como porta-retratos, caixinhas entre outros e também fizeram decoração de moringas e até em prateleiras na revitalização de um espaço de leitura.

Após a entrega de certificados e agradecimentos à instituição por ter recepcionado a oficina em seu espaço, todos foram para um coquetel de encerramento. As alunas também expuseram seus trabalhos que fizeram ao longo da oficina e comprovamos o quanto se desenvolveram nesses quatro meses de aprendizado. Existe o desejo da artesão que ministrou o curso de montar uma coperativa ou associação de artesãos na comunidade, como sonho que sonha junto não é mais sonho e sim realidade, torcemos pra que dê tudo certo, apesar de ser uma trabalho árduo a montar uma cooperativa ou associação.

DSC03757 peq 1 - Produtos feitos de mosaicoDSC03507 peq 1 - Cirlene colando mosaicos

Jovens da produtora juvenil Cajuína Filmes, do Projeto Aliança Mandu [Movimento de Articulação Norte Piauiense para o Desenvolvimento Sustentável] estão produzindo um documentário sobre o dia-a-dia dos participantes do curso de Formação Política, que ocorreu de abril a junho de 2008 e reuniu, em Parnaíba, representantes das lideranças comunitárias e juvenis das quatro cidades litorâneas piauienses [Parnaíba, Ilha Grande, Luiz Correia e Cajueiro da Praia].

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A intenção da Cajuína Filmes é mostrar como o curso, que teve seis módulos [Movimentos Sociais, Teoria Política, Políticas Públicas, Comunicação Cidadã, Desenvolvimento no Brasil e Gestão Econômica e Ambiental] e carga horária de 132 horas, gerou impacto positivo no cotidiano dos participantes, seja em seu local trabalho ou nos espaços de atuação político-cidadã da região. Um dos locais visitados pelos jovens da Cajuína Filmes em novembro foi o complexo penitenciário Fontes Ibiapina, em Parnaíba.

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O curso foi promovido pelo Programa Piauí da CARE Brasil em parcerias com as instituições Universidade Federal do Piauí, CEPES e Aliança Mandu, e tinha por objetivo oferecer uma formação alternativa que possibilitasse um aprimoramento das ferramentas de atuação social e política da juventude e das lideranças comunitárias no território.

A produtora juvenil Cajuína Filmes é um núcleo de mobilização social de jovens através do audiovisual e tem como metas o desenvolvimento do protagonismo juvenil e a preservação da cultural local.

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Orgulhoso de sua origem e das riquezas naturais de sua terra, o estudante da Escola Família Agrícola Cocais, em São João do Arraial, exibe um cacho de coco babaçu, o principal símbolo do Território dos Cocais, no Norte do Piauí. A polpa do coco babaçu é usada na merenda escolar em São João do Arraial e na alimentação de muitos moradores da região, uma das mais pobres do Estado. A EFA Cocais está sendo construída dentro de uma extensa área de babaçual e tem por objetivo transformar jovens de comunidades rurais de 13 cidades em empreendedores do campo.

O projeto de qualificação profissional em Técnicas Agrícolas da EFA Cocais é uma iniciativa da Prefeitura de São João do Arraial em parceria com as instituições CARE Brasil, União Européia e Governo do Estado do Piauí.

O Programa Bancos Comunitários e o Programa Piauí realizaram nos dias 13 e 14 de novembro oficinas sobre microcrédito em Cajueiro da Praia (PI) , com o objetivo de capacitar funcionários dos bancos locais e realizar uma construção coletiva de metodologias para os bancos comunitários do estado. As metodologias abordaram a criação de processos, indicadores, fluxos e instrumentos que regulam o acesso ao crédito. As atividades também foram apoiadas pelo Banco Palmas, instituição parceira da CARE Brasil com vasta experiência em economia solidária.

Toda a equipe dos bancos é formada por jovens das comunidades que são capacitados para assumir funções administrativas. Participaram das atividades sete funcionários dos bancos Cocais, Caju da Praia e Semear, localizados respectivamente nos municípios de São João do Arraial, Cajueiro da Praia e Parnaíba.

“Acreditamos que as melhores pessoas para apoiar a construção de metodologias sejam os funcionários dos bancos, pois convivem com a população e entendem melhor suas necessidades e desejos. Por este motivo não elaboramos metodologias no escritório, mas ouvindo as contribuições destes jovens”, explica Patrícia Machado, coordenadora do Programa Bancos Comunitários.

As oficinas trabalharam conceitos sobre economia e diferentes características de microcrédito e seus agentes. O microcrédito é um empréstimo de valor baixo oferecido a um público de baixa renda que não tem acesso às formas convencionais de crédito. O uso do crédito é voltado para a criação e consolidação de pequenos empreendimentos e pagamentos de bens de consumo.

O objetivo das atividades foi criar uma nova metodologia de microcrédito que atenda às demandas do Programa Bancos Comunitários. Construídos coletivamente, os conceitos do Programa foram comparados com conceitos de diferentes atores do setor bancário. Durante os dois dias de oficina os funcionários dos bancos relataram suas experiências diárias e os diálogos com a população local, que já sinaliza uma demanda por microcrédito como um serviço prestado pelos bancos. Atualmente os serviços bancários oferecidos pelos bancos comunitários do Piauí são a troca de moedas, abertura de contas, fluxo de pagamentos e recebimento de benefícios sociais, como aposentadorias.

“Gostei da maneira como foram decididas as propostas, foi bem participativa de ambas as partes”, avalia Jurema Brito, funcionária do Banco Caju da Praia. Os jovens apresentaram sua expectativa com relação ao evento relatando que esperam debates com resultados alcançáveis na área de microcrédito e esperam da equipe e participantes ações de responsabilidade, interação e compromisso.

Como resultado dos encontros, foram elaborados fluxos para acesso ao microcrédito via moeda social e Banco Popular do Brasil, parceiro da CARE na implementação das agências bancárias. “O Instituto Palmas indicou que os caminhos que a CARE está percorrendo são viáveis e possíveis dentro do sistema de bancos comunitários, validando as construções e fluxos definidos durante o encontro”, diz Patrícia.

O acesso ao microcrédito está previsto para começar em fevereiro de 2009. Segundo a coordenadora do Programa Bancos Comunitários, os manuais já estão sendo sistematizados e farão parte da rotina dos bancos comunitários implantados no Piauí e nos futuros bancos que a CARE apoiará em outros estados.

“Queremos profissionalizar a gestão do banco sem deixar de lado sua característica comunitária e seu papel como agência de desenvolvimento local”, sintetiza Patrícia Machado. A CARE Brasil pretende expandir a rede de bancos comunitários para outros estados a partir do próximo ano.

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Depois de uma criteriosa análise de solo feita pelo professor Ricardo Lange, da Universidade Federal do Ceará, os estudantes e professores da Escola Família Agrícola dos Cocais participaram de mais uma ação técnica, construindo, em regime de mutirão, um aviário e uma horta orgânica circular no amplo terreno da sede da EFA dos Cocais, que fica a 5 km da área urbana de São João do Arraial, cidade piauiense situada no Território dos Cocais.

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As duas primeiras Unidades Produtivas (UPs) da escola serão utilizadas pelos estudantes durante as aulas práticas sobre agricultura familiar e manejo de pequenos animais. A construção da horta foi baseada no sistema PAIS (Produção Agroecológica Integrada e Sustentável), que estimula a prática da agricultura orgânica por meio de processo produtivo sem o uso de agrotóxicos, o que permite a criação de hortaliças e aves em um mesmo espaço. O método PAIS contribui para a redução de pragas e insetos na produção de alimentos orgânicos.

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O aviário e a horta orgânica circular resultaram da participação integral de todos os estudantes da EFA dos Cocais e da contribuição de professores e técnicos do Programa Piauí da CARE Brasil, além da valiosa ajuda de Antônio José da Silva, o “Oscar”, um dos jovens piauienses do Assentamento Paraíso, o primeiro a ser formado exclusivamente por jovens formados em Técnicas Agrícolas no Estado. As palavras de incentivo de Oscar, que também estudou em uma escola agrícola, foram muito impactantes para os jovens que estão em fase de conclusão do primeiro ano de curso na EFA dos Cocais.

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As unidades produtivas da EFA dos Cocais são apoiadas pela CARE Brasil e contam com o apoio financeiro da União Européia. A Escola Família Agrícola dos Cocais é uma iniciativa da Prefeitura de São João do Arraial em parceria com o Governo do Estado do Piauí.

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O técnico do Programa Piauí da CARE Brasil, Barreto Júnior, participou, nos dias 12 e 13 de novembro em Salvador (BA), do seminário “O apoio da União Européia à sociedade civil brasileira – Desenhando juntos uma estratégia”, promovido pela Delegação da Comissão Européia no Brasil. Com o objetivo de fazer uma análise dos editais lançados pela Delegação nas áreas da inclusão social, defesa do meio ambiente e promoção dos direitos humanos de instituições da sociedade civil e organizações não-governamentais brasileiras, o encontro reuniu dezenas de representantes de movimentos sociais, além de instituições européias, que atuam com projetos de combate à pobreza.

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Os participantes do seminário elaboraram, de forma participativa, uma estratégia para os próximos dois editais apoiados pela conhecida instituição européia, que contemplará, entre eles, projetos nas áreas de bicombustíveis, nanotecnologia e produtos agropecuários. A União Européia disponibilizará 5,2 milhões de euros para os dois editais, sendo que 4 milhões de euros irão para o co-financiamentos de organizações não-governamentais que atuam na redução da pobreza.

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“O seminário foi muito estratégico porque permitiu que os participantes de diferentes instituições colaborassem com a construção da proposta dos dois editais que serão lançados pela União Européia no Brasil”, comenta o técnico piauiense Barreto Júnior. A CARE Brasil é parceira da União Européia em projetos sociais de educação e geração de trabalho e renda nas cidades piauienses de Cajueiro da Praia, Matias Olímpio e São João do Arraial.

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O agrônomo e professor Dr. Ricardo Lange, da Universidade Federal do Ceará, orientou uma aula de campo sobre coleta de solo com os estudantes da Escola Família Agrícola (EFA) dos Cocais, em São João do Arraial, no dia 25 de outubro. A atividade extraclasse promovida por Lange foi realizada na área da sede da EFA dos Cocais, instituição educacional criada pela Prefeitura de São João do Arraial que deve ser inaugurada no final de dezembro de 2008.

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Lange, que tem mestrado em ‘Solos e Nutrição de Plantas’ e doutorado em ‘Agricultura Tropical e Subtropical’, fará uma pesquisa sobre a qualidade do solo da região para a implantação das unidades demonstrativas de agricultura orgânica, espaços destinados às aulas práticas dos estudantes em diversas disciplinas durante o curso, que pretende transformar jovens de comunidades rurais do Território dos Cocais, uma das regiões mais pobres do Piauí, em empreendedores do campo.

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Os técnicos do Programa Piauí da CARE Brasil, Barreto Júnior e Anísio Neto, acompanharam o professor e os estudantes das 13 cidades piauienses beneficiadas com a criação da EFA dos Cocais, que conta com o apoio da CARE Brasil. Ao final do curso profissionalizante em Técnicas Agrícolas, os estudantes estarão aptos a trabalhar com culturas agrícolas e o manejo de animais de pequeno porte, como aves, suínos e caprinos.

As crianças brasileiras estão cada vez mais frequentando a escola. Ainda assim, muitas crianças possuem dificuldades para ler e escrever. Segundo dados do INEP/MEC, 60% dos estudantes chegam ao final da 8ª série sem saber interpretar um texto.

Para enfrentar este problema o Comunidade Educadora utiliza uma metodologia simples e eficiente no campo do Incentivo à Leitura. Realizado em Duque de Caxias (RJ) o projeto possui um programa de formação de jovens em mediação de leitura que atuam como voluntários em suas escolas, promovendo rodas que estimulam desde cedo o contato prazeroso da criança com o livro e contribuem efetivamente para aumentar o número de empréstimos em bibliotecas.

Desde 2006 o projeto formou aproximadamente 150 jovens que promoveram mais de 200 rodas, beneficiando 3 mil crianças. Nas rodas muitas crianças têm o primeiro contato com os livros e despertam o gosto pela leitura. Os jovens mediadores desenvolvem habilidades pessoais e aprendem a se integrar com suas comunidades.

O Comunidade Educadora também criou espaços de leitura comunitários e ajudou escolas públicas a organizarem empréstimos e renovarem acervos de bibliotecas. O projeto já fez a doação de 1800 livros distribuídos entre escolas e creches.

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Cleidivan das Chagas, Jurema Nascimento e Antônio Chaves são os três jovens piauienses de Cajueiro da Praia que administram, desde junho de 2008, o Banco Comunitário Caju da Praia, o terceiro a ser inaugurado no Estado.

O Caju da Praia funciona dentro do Núcleo de Ampliação dos Valores Econômicos e Sociais Local (Naves), um espaço criado pela CARE Brasil, União Européia, TK Foundation e Projeto Aliança Mandu (Universidade Federal do Piauí, CARE Brasil, Embrapa Meio-Norte e Instituto Floravida) para a juventude da cidade litorânea piauiense de 6.981 habitantes que fica localizada na divisa dos estados do Piauí e Ceará. Além do banco, o Naves ainda oferece laboratório de informática e sala para realização de cursos.

O banco piauiense Caju da Praia implantou uma moeda social para impulsionar a riqueza gerada no município, pois o “dinheiro alternativo” não tem valor em outras regiões. A intenção do projeto é fomentar a criação de pequenos empreendimentos e estimular o protagonismo juvenil nas comunidades, além de conceder empréstimos para produtores e consumidores locais.

A CARE Brasil apóia, em parceria com instituições públicas, privadas e ONGs locais, os três bancos comunitários piauienses instalados nas cidades de Cajueiro da Praia (Caju da Praia), Parnaíba (Semear) e São João do Arraial (Banco dos Cocais). Além da CARE Brasil, a União Européia também apóia os bancos comunitários dos Cocais e Caju da Praia.

Eu acompanhei uma visita do técnico do Programa Piauí, Barreto Júnior, ao povoado Palmeira dos Soares, na cidade serrana de Pedro II, situada a 217 km de Teresina, a capital do Estado.

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Depois de quase uma hora de estrada de terra, percurso rotineiro para os técnicos da CARE Brasil, tive o privilégio de conhecer dona Inácia Nascimento, uma típica moradora de comunidade rural do Piauí, mas que trabalha em sua pequena propriedade com um diferencial que faz toda a diferença no campo: sua criação de animais é orientada pela filha Roseane, uma das jovens do Assentamento Paraíso, o único formado por técnicos agrícolas no Estado.

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No vilarejo Palmeira dos Soares, situado a 45 km de Pedro II, ainda predomina a criação de aves, suínos e caprinos de forma totalmente extensiva, ou seja, ficam soltos e sem nenhum tipo de controle da sanidade dos animais. O ‘novo olhar’ de Roseane sobre o campo foi muito além dos limites do Assentamento Paraíso e já gera resultados positivos em outras comunidades, aumentando a produtividade e melhorando a genética dos animais, sem, no entanto, descaracterizar a identidade de produtor familiar de dona Inácia.

O novo sistema de manejo de criação semi-intensivo de pequenos animais adotado por dona Inácia é resultado do conhecimento adquirido pela jovem piauiense durante os quatro anos de curso profissionalizante em Escola Família Agrícola de Pedro II, e nas capacitações do Projeto Jovem Produtor, da Pfizer e CARE BRasil.

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Ribamar Aragão é correspondente da equipe de Comunicação da CARE Brasil no Piauí, além de comunicador popular e blogueiro.

Os jovens do Eixo Memória e Comunicação do projeto Comunidade Educadora visitaram no dia 16 de outubro o Museu Histórico Nacional, localizado na cidade do Rio de Janeiro (RJ). O museu abriga um acervo de 258 mil peças sobre a história do Brasil, com objetos que contam a vida no país da colônia ao Império.

O objetivo foi mostrar aos alunos a diferença entre um acervo de museu constituído com histórias da comunidade e um museu nacional constituído com a história de uma nação. Compreendemos que objetos de valores de um país não necessitam ter um valor material. Pode ser simbólico, algo que as pessoas atribuem valor pela história e relação afetiva. Dentre o patrimônio cultural, os alunos aprenderam sobre a cultura indígena, africana, japonesa e suas influências na cultura brasileira e na história do Brasil. Isso contribui para maiores descobertas dos jovens sobre as suas próprias origens.

No Museu Histórico Nacional os jovens encontraram a diversidade de histórias em um lugar que envolve nosso passado de forma muito interessante e fascinante. As histórias e os nossos patrimônios são as únicas fontes que nos ligam ao nosso passado, as únicas memórias que dizem quem realmente somos e de onde viemos.

A verdade é que hoje muitas pessoas se esquecem disso. Com tantas lembranças ruins, a falta de esperança predomina nos olhos de muitos que vivem em Duque de Caxias. Os jovens pesquisadores estão sendo capacitados para buscar memórias que estão esquecidas com o objetivo de trazer de volta a esperança e a alegria para os moradores. Com essas memórias resgatadas pretendemos montar um museu comunitário que as pessoas possam ver suas histórias “vivas” novamente.
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A equipe de reportagem do programa Ressoar, da Rede Record de Televisão, visitou os projetos apoiados pelas instituições CARE Brasil e Laboratórios Pfizer nas cidades piauienses de Pedro II e São João do Arraial, nos dias 13 a 15 de outubro. Na “Suíça Piauiense”, como é mais conhecido o município serrano de Pedro II, que tem 36.675 habitantes e fica localizado no Norte do Estado, a jornalista Magali Romboli, do Ressoar, entrevistou os moradores do Assentamento Paraíso, o primeiro do Estado a ser formado exclusivamente por jovens do campo formados em Técnicas Agrícolas.

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O modelo de gestão do assentamento piauiense é um dos grandes diferenciais do empreendimento rural.

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Em São João do Arraial, no Território dos Cocais, o programa de emissora de televisão paulista entrevistou estudantes da Escola Família Agrícola dos Cocais, que também serão beneficiados com o Jovem Produtor, projeto que implantou um modelo semi-intensivo de pequenos animais (aves, suínos, caprinos) voltados à agricultura familiar. O público-alvo são estudantes, que recebem formação técnica e conceitos de empreendedorismo rural. A sede da Escola Família Agrícola dos Cocais está em fase de conclusão. A iniciativa do empreendimento social é da Prefeitura de São João do Arraial. O estabelecimento educacional, que adotará a Pedagogia da Alternância, beneficiará estudantes de 13 municípios do Território dos Cocais e contará com o apoio dos Laboratórios Pfizer e da CARE Brasil para a implantação da segunda etapa do projeto Jovem Produtor.

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O Programa Ressoar vai exibir a matéria feita com os jovens piauienses neste sábado, 1 de novembro, às 18h (horário de Brasília) na Record News

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Conhecer cada vez mais e se apropriar do conteúdo histórico do município de Duque de Caxias, situado na região Metropolitana do estado do Rio. Este foi o motivo da realização de uma visita a alguns lugares que guardam muito da história da nossa cidade. Ela ocorreu no dia 27 de setembro, com os Jovens Pesquisadores Populares do eixo de Memória e Comunicação do Projeto Comunidade Educadora. Foi um sábado nublado e vindo de uma sexta muito chuvosa, por isso determinados locais que tem como acesso estradas de terra, ficaram intrafegáveis com o acúmulo de lama e o grupo não pode conhecê-los.

Nossa visita começou pela atual Igreja de Santa Terezinha, que foi construída no século XVII, mas na época ela era apenas uma capela de devoção a São João Batista do Trairaponga. Pela mudança da pia bispal e a proximidade com o Rio Meriti, que atualmente encontra-se na divisa de Caxias com o Rio, a paróquia recebeu o nome de São Jõao do Rio Meriti. Como os rios eram as principais vias de deslocamento da população que vivia onde atualmente fica situada a Baixada Fluminense, era mais que pertinente a construçãode fazendas e igrejas nas suas proximidades. O fluxo de pessoas que passavam, de capitães-do-mato à procura de escravos fugitivos a viajantes, tornava essas regiões ótimos entrepostos de troca de produtos entre os fazendeiros e viajantes.

Nossa segunda parada foi nos sambaquis de Duque de Caxias (bairro São Bento), nos quais estão contidos os vestígios dos primeiros habitantes da região, um povo pré-histórico conhecido como Sambaqui. Tendo sua dieta baseada nos frutos do mar, eles se alimentavam e deixavam as conchas dos moluscos no entorno do local onde viviam. O acúmulo desse material durante séculos, dá origem a esses montes ou montículos de terra entremeados de conchas, os tais sambaquis. Neste tempo a Baía de Guanabara encontrava-se estendida na maior parte da área onde hoje é a cidade do Rio e parte de Caxias, que posteriormente foi aterrada para dar lugar a elas.

Depois de ver os sambaquis, seguimos para a antiga Fazenda Iguassú, onde hoje funciona o espaço que usamos para realizar nossos encontros de formação do Comunidade Educadora. O espaço pertence à diocese de Caxias, sendo muito utilizando para encontros religiosos. Ela tem esse nome por causa do Rio Iguassú, que encontrava-se bem próximo da antiga fazenda. Esse rio era uma das principais vias de acesso para aqueles que seguiam do Rio em direção a Minas Gerais. Entrava-se de canoa por ele em sua desembocadura na Baía de Guanabara até chegar na Fazenda Iguassú, onde os viajantes e bandeirantes poderiam descansar e fazer trocas de alimentos e utensílios para sua viagem. Este foi também o nosso ponto de partida para refazermos o caminho do ouro, que era extraído em Minas Gerais e exportado para Portugal.

Os antigos bandeirantes e viajantes deixavam o Rio e seguiam para cidade de Parati (divisa entre Rio e São Paulo), passavam pelo interior fluminense e mineiro, indo em direção a Goiás e de lá chegavam em Minas. Todo esse percurso levava cerca de 3 meses de viagem, entre ida e volta. Com a construção desse novo caminho, em que se entrava pelos rios, passando por fazendas, serras até chegar no Vale do Paraíba e de lá seguir para Minas, a rota encurtou para apenas 15 dias de viagem . Da antiga Fazenda Iguassú, fomos para a segunda parada dos viajantes, a Igreja do Pilar (bairro de Caxias). Ela também fica situada em um ponto estratégico, fica bem próxima de um dos rios que desembocam na Baía de Guanabara e era mais um entreposto de descanso. As trocas de produtos e objetos entre os bandeirantes e os donos das fazendas no entorno da igreja também ocorriam nessa região.

Pernoitados, os viajantes no dia seguinte iam para Xerém, um bairro de Duque de Caxias que fica próximo da subida para a Serra de Petrópolis. Atravessando as trilhas abertas pelos bandeirantes, passava-se pelas serras de Xerém até chegar ao Vale do Paraíba e seguia-se a viagem até Minas em busca do ouro para ser levado à Portugal.

Foi muito emocionante saber que nosso município é riquíssimo em histórias pra contar sobre o passado do Rio de Janeiro. Ter esse tipo de conhecimento passado aos jovens que moram nessa região garante uma conscientização quanto ao sentimento de pertencimento do município. Saber que hoje o nome de Duque de Caxias consta nos noticiários que falam de invasões da polícia nas comunidades, jovens sendo assasinados por causa do envolvimento com o tráfico de drogas e entre outros acontecimentos que só deixam entristecidos os moradores desta cidade. Momentos como essa visita tiram de nossa mente as marcas desses acontecimentos, por conhecermos nossa história e sua importância e nos enche de orgulho em dizer que moramos em Duque de Caxias.

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O Dia Mundial da Alimentação é comemorado no 16 de outubro em cerca de 150 países. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e tem como objetivo promover uma reflexão sobre a segurança alimentar no mundo e a qualidade dos alimentos.

Apesar da produção agrícola mundial atingir níveis de produção cada vez mais altos, o fantasma da fome ainda assombra milhões de famílias, principalmente no continente africano. Uma combinação de seca, conflitos e aumento dos preços dos alimentos ameaça a segurança alimentar de mais de 17 milhões de pessoas na região do Chifre da África (nordeste do continente) . É como se toda a população da Austrália ou da Região Metropolitana de São Paulo passasse fome.

Na Etiópia, pelo menos 6 milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária. A ONU estima que na Somália, quase metada da população (40%) corre o risco de passar fome e o país está diante de uma crise alimentar que não se vê desde a década de 1990. No Quênia, os preços da alimentação aumentaram quase 50% este ano. Atualmente as famílias pobres do país utilizam cerca de 80% do orçamento familiar para comprar alimentos.

Esses três países caminham para o pico da “estação da fome”, quando os preços dos cereais estão altos e as famílias de agricultores não conseguiram armazenar os estoques das colheitas anteriores. Com os mercados mundiais em uma espiral descrescente e os líderes mundiais alertando para uma recessão global, a crise alimentar e o destino de 17 milhões de pessoas na Àfrica está saindo da lista de prioridades políticas. Esses países já enfrentam uma ameaça que combina seca e o aumento dos preços dos alimentos”, conta Jonathan Mitchell, Diretor de Emergências da CARE. “ Some isso à crise financeira global e as coisas não poderiam ficar pior.”

O relatório da CARE “Living on the Edge of Emergency” divulgado no mês de outubro, alerta para o número de pessoas que vivem à beira de uma emergência alimentar. O número pulou para 220 milhões em 2008 - quase o dobro em relação ao ano de 2006. Enquanto os governos cortam as despesas, a CARE faz um alerta para a comunidade internacional focar os esforços na redução dos riscos de desastres naturais, investir na produção de alimentos e providenciar redes de proteção social de longo prazo para evitar que as famílias mais pobres passem fome. A consequência da falta de ações leva a um constante estado cíclico de ameaças de insegurança alimentar, como a atual crise no Chifre da África. Atualmente a rede CARE Internacional oferece ajuda humanitária para 3 milhões de pessoas na Somália, Etiópia, Quênia e Sudão.

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