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A CARE Brasil e o Projeto Aliança Mandu assinaram, nesta sexta-feira (3), um convênio com a Prefeitura de Parnaíba para realização do II Festival Nordeste de Futebol de Rua, evento que será promovido na segunda maior cidade piauiense nos dias 23 a 26 de julho e que contará com a participação de representantes dos estados do Maranhão, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Alagoas, além da presença do ministro do Esporte, Orlando Silva.

O convênio foi assinado pelo prefeito José Hamilton Furtado Castelo Branco e pelo coordenador do Programa Piauí da CARE Brasil e coordenador executivo do CIP Aliança Mandu, João Martins. Na solenidade também estavam presentes o vice-prefeito Florentino Véras, o secretário municipal de Juventude e Esportes Batista Véras, e os coordenadores [CARE Brasil, Embrapa Meio-Norte, Universidade Federal do Piauí e Instituto Floravida] do Projeto Aliança Mandu.

Trabalhando desde 2007 com o projeto nas cidades de Parnaíba, Ilha Grande, Luis Correia e Cajueiro da Praia, o Sistema de Participação e Cidadania da Aliança Mandu promoveu várias oficinas da modalidade esportiva que prioriza a participação de homens e mulheres na mesma equipe, desenvolve o senso de respeito ao próximo, a convivência social, o Fair Play (jogo limpo) e o trabalho em grupo. A proposta do Futebol de Rua, que é apoiado pela Fundação Kellogg, é utilizar o esporte como instrumento para promover o desenvolvimento de crianças e jovens.

José Hamilton destacou a importância do festival para a juventude parnaibana. “O mais importante do convênio é o impacto social, pois os nossos jovens, através do esporte, ficarão afastados de atividades que não condizem com o convívio social”, comenta o prefeito.

“O Projeto Futebol de Rua é um novo conceito de atividade esportiva voltado à integração social, onde o aprendizado e a convivência têm mais relevância que o próprio resultado da competição, como ocorre no futebol tradicional”, cita Maria Cristina Araújo, da coordenacão do Sistema Participação e Cidadania da Aliança Mandu.

Foto: Proparnaíba

Os produtores de leite de Barro Alto ficaram animados com as novas possibilidades de manejo trazidas pelo intercâmbio com o veterinário Anisio Lima, que atua como consultor no programa Piaui. Durante uma semana ele promoveu o intercâmbio junto aos produtores que há 8 meses recebem assessoria dos técnicos do Programa Goiás da CARE Brasil visando tanto melhorarem sua capacidade de produção quanto seus processos de gestao e ação empreendedora. Uma das novidades trazidas pelo Anísio foi a introdução da tecnica de irrigação e adubação das pastagens.
“Com esta técnica, os produtores aumentarão sua produção com diminuição significativa dos custos” conta Luiz Carlos Pinagé, coordenador do Programa Goias acrescentando que os produtores ficaram tão animados com os possíveis resultados que já estão se articulando para implantar as mudanças propostas. “Um grupo já vem conversando com a CARE para criarmos três unidades demonstrativas que sirvam de modelo para outros produtores da região”.

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Na manhã fria do dia 6 de junho, os jovens bolsistas do projeto, juntamente com parte da equipe técnica, rumaram em direção à cidade de Teresópolis (Região Serrana do Rio de Janeiro).Os objetivos da atividade foram conhecer o trabalho desenvolvido pela ONG Espaço Compartilharte ao longo dos seus 17 anos de existência e promover uma maior integração entre as equipes de jovens bolsistas.

Conhecemos algumas oficinas promovidas por eles, como a de papel marchê, na qual são produzidos diversos objetos a partir da trituração do papel que é deixado de molho na água por um determinado tempo. As peças variam desde miniaturas de animais até vasilhames muito semelhantes aos de barro, por sua consistência. Também vimos os objetos feitos na oficina de bambu, no momento não sendo ministrada. Algo interessante feito ao término do trabalho com o bambu é a fritura das peças em óleo de cozinha reaproveitável. Além de impedir que mais óleo polua a Baía de Guanabara, esse processo serve para evitar o apodrecimento da madeira causado por insetos que por ventura viessem a alimentar-se dela.

A ONG possuí um biodigestor que trata o esgoto produzido no local e gera o biogás utilizado na cozinha .O Espaço Compartilharte realiza coleta seletiva do lixo e encaminham para outros locais o que não conseguem reaproveitar em suas atividades. Também faz um trabalho de sensibilização com alunos de escolas da região, que a partir desta ação manifestaram o desejo de implantação da coleta seletiva e mantém a iniciativa até hoje.

Visitamos também um espaço no qual está presente um pouco da história da ONG e um pequeno acervo de registros de atividades já realizadas por eles e objetos produzidos nas oficinas. Outra ação que realizam é a exibição de filmes e apresentações de teatro para integração entre a instituição e a comunidade.

A tarde foi marcada por várias dinâmicas de grupo e jogos de equipes para integração dos bolsistas. Depois de várias risadas e já um poucos cansados por termos acordado bem cedo aliado ao frio da região num fim de tarde, mas com um gostinho de quero mais, fizemos uma avaliação coletiva e uma individual do encontro. Obtendo um saldo positivo com relação á acolhida, o espaço e as nossas anfitriãs.
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Com o intuito de contribuir com as ações do Projeto Peixe-Boi Marinho/CMA/ICMBio, na cidade de Cajueiro da Praia, no litoral do Piauí, o Programa Piauí da CARE Brasil, em parceria com a Prefeitura de Cajueiro da Praia, promoveu, no dia 19 de junho, I Oficina de Trabalho de Atividades Ecotuísticas.

O encontro, que foi realizado no Centro de visitantes do Projeto Peixe-Boi, contou com a participação de associações de condutores de turismo, universidades, associações de moradores, sindicatos e representantes da sociedade civil, e teve como objetivo capacitar e gerar emprego e renda para a comunidade através das ações de turismo ecológico.

Para discutir e elaborar as estratégias de implantação do museu e auditório do centro de visitantes, do turismo de observação de peixe-boi e do núcleo de pesquisa cientifica, a organização do evento formou três grupos de trabalho, reunindo os parceiros estratégicos, de acordo com o perfil de atuação, para cada atividade. No final da oficina foi realizada uma plenária para apresentação das diretrizes, reuniões, cronograma e coordenadores de cada grupo.

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O CIP Aliança Mandu divulgou, no dia 1 de junho de 2009, a lista dos projetos juvenis contemplados no segundo edital do Fundo Jovem em Movimento, um mecanismo de repasse de recursos para que jovens individuais, grupos ou instituições que trabalham com jovens, possam desenvolver suas idéias e transformá-las em projetos viáveis no campo produtivo, social, ambiental, cultural e humano.

O propósito do fundo é facilitar a construção e consolidação do Conjunto Integrado de Projetos (CIP) da Aliança Mandu que visa o Desenvolvimento Sustentável do litoral piauiense. CARE Brasil, Universidade Federal do Piauí, Embrapa Meio-Norte e Instituto Floravida são as instituições que coordenam o CIP Aliança Mandu, que conta com o apoio da Fundação W.K. Kellogg.

Para acessar a lista dos projetos aprovados no Fundo Jovem em Movimento, clique aqui!

Após a divulgação dos 15 projetos juvenis aprovados, a coordenação do sistema Participação e Cidadania da Aliança Mandu reuniu, no dia 16 de junho, os representantes dos projetos em capacitação sobre gestão de recursos financeiros, onde os jovens piauienses foram orientados sobre como fazer uma prestação de contas, preencher notas fiscais e fazer relatórios das atividades. A capacitação foi facilitada por Ana Cláudia Diniz, do Programa Piauí da CARE Brasil.

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As fotos do jornalista Brito Júnior evidenciam os estragos causados pelo rompimento [27/05/09] da barragem Algodões, na cidade de Cocal, que inundou 10 comunidades, deixou quase 2 mil desabrigados, causou várias mortes (7 até no momento da publicação desta nota) e a destruição total de trecho [ponte do rio Pirangi] da BR 343, que liga Teresina, a capital, às cidades do litoral piauiense, deixando Parnaíba, a segunda maior cidade piauiense e sede do Programa Piauí da CARE Brasil, isolada do restante do Estado.

O “tsunami” de Algodões, que chegou a ter aproximadamente 10 metros e causou uma das maiores tragédias já registradas no Piauí, destruiu 312 casas, danificou 180 e provocou incontáveis danos em uma área de mais de 50 quilômetros da barragem, atingindo também o vizinho município de Buriti dos Lopes e inundando várias de suas comunidades.

A cidade de Cocal, com 26 mil e 201 habitantes, ficou isolada, sem energia elétrica e sinal de telefonia fixa e celular durante vários dias. Os milhares de desabrigados foram transferidos para escolas e prédios públicos dos dois municípios, além de casas de parentes e amigos. Mais de 1.500 homens da Secretaria de Saúde do Piauí, Corpo de Bombeiros, FAB, Exército e Polícia Militar trabalham diuturnamente no resgate das famílias, que perderam suas pequenas plantações [roças] e animais, e na busca dos desaparecidos.

As visitas dos técnicos do Programa Piauí da CARE Brasil, Barreto Júnior e Anísio Neto, à Escola Família Agrícola Cocais (Prefeitura de São João do Arraial, CARE Brasil, Pfizer [Jovem Produtor II] e União Européia] e Assentamento Paraíso (Projeto Jovem Produtor I/Pfizer), em Pedro II, só podem ser feitas por estradas dos vizinhos estados do Ceará ou Maranhão, aumentando a distância aos municípios sedes dos projetos apoiados pela CARE Brasil em até duzentos quilômetros.

No dia 25 de abril, (Sábado), no C.E. Guadalajara, houve um novo trabalho do eixo de Memória e Comunicação do projeto Comunidade Educadora. Os bolsistas do eixo formaram novos Jovens Pesquisadores Populares entre alunos das escolas integradas ao projeto. Os jovens multiplicadores coordenaram as ações e convidaram os novos integrantes para realizarem grupos de estudos e pesquisar mais e mais sobre o lugar em que vivemos. Assim pretendemos mostrar o valor que as memórias possuem e o poder de apagar as marcas ruins dos dias de hoje.
Na formação, os jovens participaram de dinâmicas que os fizessem pensar sobre seus bairros de um modo diferente, como nunca haviam pensado antes.

“Os jovens gostaram muito da formação, eu ouvi os comentários. Para mim, formar esses jovens foi uma coisa muito boa, me deixou muito feliz porque eles irão aprender o que nós aprendemos e nós estabeleceremos esta comunicação. Com o projeto eu mudei bastante, me tornei uma pessoa muito mais responsável, tanto na minha vida, como no meu dia-a-dia. E eu espero que o eixo de memória possa interferir na vida deles como interferiu na minha”.
Beatriz da Silva, 16 anos, aluna do C.E Fidélis Medeiros e multiplicadora do eixo de Memória e Comunicação do Projeto Comunidade Educadora.

No dia 1 de abril, (quarta-feira) teve início na Creche Municipal Parteira Odete Mª de Oliveira, as rodas de leitura do projeto Comunidade Educadora. Os responsáveis por iniciar mais um ciclo anual de rodas foram a monitora do eixo de leitura Kenner Vieira de Oliveira e o mediador Lucas Marques da Fonseca Diniz.

Kenner relata que as crianças sempre chegam muito empolgadas, apreensivas e ansiosas para ouvirem as próximas historinhas, para observarem as próximas ilustrações:

“Elas aguardavam tão ansiosamente que inclinavam o corpo para dentro da sala para olhar o que se passava, na espera que chegasse logo sua vez”.

Lucas conta que as crianças estavam muito alegres com as mediações:

“No começo havia uma menina chorando e quando eu comecei a mediar a história dos gatinhos travessos ela parou de chorar e ficou muito feliz ouvindo a história”, conta ele acrescentando “Uma criança ficou lendo para mim, repetindo todos os nossos atos, mostrando as imagens dos livros”.

Lucas conta ainda que as mediações incentivam até crianças que não sabem ler a fazer ao seu modo suas próprias mediações. “Duas meninas, Dandara e Gabriela, São da turma de 3 anos, elas muito espertas, pegaram o livro e ‘mediaram’ com rimas, através das ilustrações, já que ainda não sabem ler, mas, já conheciam a história”.

A formação de jovens como mediadores de leitura, desenvolvida há pouco mais de dois anos pelo projeto Comunidade Educadora, ultrapassou as fronteiras de Duque de Caxias (Região Metropolitana do RJ) e foi levada para a cidade de Barro Alto –GO

O local é onde se concentram as ações do Programa Goiás da Care Brasil. A ida dos jovens até Barro Alto foi um pedido da coordenação do Programa. Os bons resultados obtidos pelo Comunidade Educadora no Rio de Janeiro com seu eixo de Incentivo á Leitura tiveram grande peso na motivação do convite. Principalmente pelo fato da formação ser praticamente executada pelos jovens do projeto. Isso é fruto do investimento no protagonismo juvenil desde o princípio de nossas ações, que ao longo de quase quatro anos teve como prioridade a integração do jovem em suas ações.

Nossas formações de mediadores são planejadas, discutidas e executadas pelos jovens com o acompanhamento da coordenação do projeto. Sendo assim, quem melhor para mostrar o papel do mediador, suas responsabilidades, compromissos posturas, se não o próprio jovem, que já vive na prática a atuação no campo de leitura ?

“Foi muito gratificante multiplicar tudo o que aprendi para eles e transmitir valores. Eles aprenderam muitas coisas conosco e nós também aprendemos bastante com eles; como o valor da amizade. Levar conhecimentos para um outro estado foi lisonjeador”. Conta Kleber Vinicius Lacerda, 15 anos, Mediador e multiplicador de Leitura do projeto Comunidade Educadora e um dos formadores do encontro de Goiás. Além de Kleber, os outro jovens que viajaram para Goiás como formadores foram Natália Pereira da Silva, 18 anos; Dariel dos Reis Ferreira Rego, 17 anos; e Laio Ferreira de Souza, 19 anos. Kenner Vieira e Nilcineia Soares, membros da equipe técnica do projeto Comunidade Educadora também participaram do encontro.

Jovens refletem sobre importancia da leitura
Natália, multiplicadora do Rio fala da historia da esc

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As fortes chuvas e as enchentes causadas pela cheia dos principais rios do Norte do Piauí transformaram o acesso à Escola Família Agrícola Cocais, na cidade de São João do Arraial, em um verdadeiro rally nos últimos dois meses.

Os técnicos do Programa Piauí da CARE Brasil, que semanalmente fazem visitas à EFA Cocais e acompanham os projetos apoiados pela União Européia [Projeto de Empoderamento das Comunidades Rurais] e Pfizer [Jovem Produtor II] na região, sabem muito bem o que é transitar por estradas cheias de buracos e poças de lama.

O acesso ao município de São João do Arraial, que antes era feito via Esperantina, uma das cidades mais atingidas pelas enchentes no Estado, teve seu percurso aumentado em mais de 50 km por causa de estradas intransitáveis. Apesar dos problemas causados pelas fortes chuvas, que deixaram cidades parcialmente inundadas e milhares de desabrigados, as visitas dos técnicos da CARE Brasil e as aulas da EFA Cocais ocorrem normalmente.

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O Programa Piauí da CARE Brasil, através do Projeto de Empoderamento das Comunidades Rurais (PECR-PI), apoiado pela União Européia, promoveu uma oficina para contribuir com o Projeto Político-Pedagógico (PPP) da Escola família Agrícola Cocais, na cidade de São João do Arraial, nos dias 6 e 7 de maio.

No encontro, que foi facilitado pelo educador e especialista em Educação Inclusiva, Luiz Alves de Souza Júnior, e contou com a participação efetiva de monitores, estudantes, pais e representantes de instituições parceiras da escola agrotécnica, foram discutidos temas como o “valor do trabalho em equipe” e a “importância do Projeto Político-Pedagógico para uma educação de qualidade”.

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“O PPP é um documento que serve de orientação para todos que compõem a escola, visto que não é possível caminhar a um ensino de qualidade sem direção, planejamento e execução. A oficina contribuiu para que todos conhecessem as reais necessidades da escola, além de estipular metas e prazos a serem desenvolvidas no processo educativo”, cita Souza Junior.

O Projeto de Empoderamento das Comunidades Rurais no Piauí tem como objetivo fortalecer a capacidade empreendedora da juventude rural dos pequenos municípios.

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Os estudantes e professores da Escola Família Agrícola Cocais, de São João do Arraial, visitaram no dia 18 de abril o Assentamento Paraíso, o primeiro formado por jovens técnicos agrícolas do estado do Piauí, inaugurado em junho de 2007 na cidade serrana de Pedro II, localizada a 200 quilômetros de Teresina.

O intercâmbio, que faz parte das ações de empreendedorismo rural do Projeto Jovem Produtor, um programa social dos Laboratórios Pfizer em parceria com a CARE Brasil que capacita jovens filhos de agricultores na faixa etária dos 16 aos 25 anos para o trabalho no campo, permitiu aos 33 estudantes da EFA Cocais conhecerem de perto a forma de organização do assentamento e a rotina de trabalho dos jovens técnicos.

As unidades de produção de aves caipiras e suínos deixaram os estudantes da EFA Cocais impressionados. “Eu vi na prática que é possível ter renda com a criação de pequenos animais”, comenta Raquel Silva dos Santos, de 17 anos, de Campo Largo, uma das 13 cidades piauienses beneficiadas com o curso agrotécnico da EFA Cocais.

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“Essa visita é muito importante porque dá um rumo no pensamento dos jovens em relação aos projetos de criação de animais que eles empreenderão no futuro, além de motivá-los a montar o seu próprio negócio após a conclusão do curso. Os estudantes perceberam que podem conseguir o mesmo resultado desse assentamento porque ele também é feito por jovens”, cita Antônio Francisco de Sousa, um dos monitores da EFA Cocais.

Orgulhoso pelo jovem Dionísio Uchoa de Oliveira, 25 anos, fazer parte do Assentamento Paraíso, o agricultor Deusdete Oliveira Chaves, que acompanhou os jovens da EFA COCAIS durante a visita ao assentamento, fala da satisfação de ver seu filho trabalhando na terra. “Eu nasci e me criei trabalhando no campo. Tenho outros filhos que moram fora, mas o Dionísio preferiu ficar aqui. A vida de quem mora longe da família não é fácil. Os irmãos sempre ajudavam nas despesas para que ele permanecesse no curso técnico. Sempre escuto as pessoas daqui reclamando que têm parentes passando por dificuldades em São Paulo. Eu tenho a felicidade de ter meu filho perto de mim”, comenta.

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O analista de programas da CARE Brasil no Piauí, Francisco Teixeira Barreto Junior, que acompanha o projeto Jovem Produtor e os jovens assentados desde 2006 [data de implantação do Projeto], fala sobre a importância do intercâmbio para os estudantes da EFA Cocais. “O intercâmbio de jovens que estão iniciando as atividades ligadas ao meio rural com jovens que já estão no mercado proporciona um conhecimento do trabalho de diferentes áreas, além da troca de informações que pode melhorar a formação destes empreendedores que vivem no campo. Hoje, depois de quase dois anos da inauguração do Paraíso, há jovens que já constituíram famílias no assentamento”, ressalta.

Além de capacitação técnica nas áreas de avicultura e suinocultura, os técnicos da CARE Brasil capacitaram os jovens do Paraíso em empreendedorismo e gerenciamento de pequenos negócios. “Na verdade, tudo isso que está sendo colhido hoje trata-se de um conjunto de ações desenvolvidas ao longo de três anos de ações do Projeto Jovem Produtor, que contempla planejamento estratégico, financeiro e organizacional, além de uma serie de orientações técnicas ligadas às unidades produtivas do Assentamento Paraíso, como práticas e manejos de aves caipiras e suínos”, conclui Barreto Junior.

Após dois anos promovendo geração de trabalho e melhoria da qualidade de alimentação de aproximadamente 1300 pessoas através da criação de pequenos animais, o Projeto Jovem Produtor em 2008 expandiu sua atuação para as cidades piauienses de São João do Arraial e Matias Olimpio.

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Os educadores esportivos do Sistema Participação e Cidadania do CIP Aliança Mandu realizaram, nos meses de janeiro e fevereiro de 2009, diversas oficinas do projeto Futebol de Rua nos municípios de Parnaíba, Ilha Grande, Luiz Correia e Cajueiro da Praia. As comunidades Barro Vermelho, Catanduvas, Barra Grande, Labino, Pedra do Sal e Brejinho foram contempladas com a modalidade esportiva que fortalece os princípios de convivência e tolerância entre os jovens, além de promover valores indispensáveis para o convívio social, como a solidariedade, o respeito e o trabalho em equipe.

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A ausência de árbitro, a integração entre os gêneros e a construção coletiva das regras do jogo, que faz a juventude pensar sobre o que é importante ser avaliado durante uma partida, são algumas das principais diferenças em relação ao futebol tradicional. No Futebol de Rua, os acordos de convivência para o jogo são construídos pelos jovens antes das partidas. Eles decidem, entre outros temas, quantos pontos valem um gol e quais os valores éticos devem nortear a prática esportiva, como respeito, companheirismo e solidariedade. Após o término da partida, as equipes refletem se cumpriram ou não as regras estabelecidas. Os educadores esportivos João Marcelo Castelo Branco e Carlos Alberto Sousa são os facilitadores das oficinas nas comunidades piauienses. “O jovem cresce quando tem a oportunidade de pensar coletivamente. Ele passa a ver o futebol como um esporte inclusivo em que todos participam, independente do condicionamento físico do praticante ou de sua habilidade com a bola”, comenta Castelo Branco.

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O Conjunto Integrado de Projetos Aliança Mandu [Movimento de Articulação Norte Piauiense para o Desenvolvimento Sustentável] vai promover em julho de 2009, em Parnaíba, o II Festival Nordeste de Futebol de Rua. A programação do evento inclui palestras, jornada de jogos e varias atividades culturais. Além do CIP Mandu, a Rede Nordeste de Futebol de Rua, que conta com o apoio da Fundação W.K. Kellogg, é composta pelos CIPs Jovem Cidadão [Maranhão], Desenvolver [Ceará], Atores [Atores] e Serta [Pernambuco].

O CIP Mandu é coordenado pela CARE Brasil, Universidade Federal do Piauí, Embrapa Meio-Norte e Instituto Floravida, e conta com o apoio da Fundação W.K. Kellogg.

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Os coordenadores do Sistema de Geração de Trabalho e Renda (GTR) do CIP Aliança Mandu, através dos projetos apoiados pelas instituições TK Foundation e União Européia na cidade de Cajueiro da Praia, no litoral do Piauí, entregaram [fevereiro 2009] camisas e material de divulgação para os jovens empreendedores da Associação de Condutores de Turismo de Barra Grande (Barratur), que promove passeios ecológicos e consciência ambiental em uma das mais belas e requisitadas praias do Estado.

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A Barratur foi criada por filhos de pescadores com o propósito de gerar trabalho e renda para jovens desempregados ou que trabalhavam com os seus pais na atividade pesqueira, que já não garante o mesmo retorno financeiro de alguns anos para a maioria das famílias da vila praiana. Com o crescimento do turismo na região, mais especificamente do ecoturismo, a quantidade de jovens envolvidos nos passeios aumentava sem parar. Em 2004, quando a associação foi criada, poucos nativos acreditavam na potencialidade do turismo como fonte de renda sustentável, mas após um processo de organização, capacitação e apoio ao coletivo juvenil de Barra Grande, um dos melhores referenciais de empreendedorismo no litoral piauiense, o número passou para 26 em 2009.

Para comprovar o trabalho exitoso dos jovens da Barratur, a associação fez passeios para aproximadamente 500 pessoas em 2008 e contabilizou cerca de R$ 8 mil. A previsão para o ano de 2009 é que a quantidade de visitantes duplique, no mínimo, principalmente em virtude da divulgação feita em veículos de comunicação [portais, jornais e tevês] piauienses, além das constantes ações socioambientais realizadas nas escolas municipais, que disseminam informações sobre preservação do meio ambiente para centenas de estudantes.

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O Projeto Aliança Mandu [Movimento de Articulação Norte Piauiense para o Desenvolvimento Sustentável], coordenado pela CARE Brasil, Universidade Federal do Piauí, Embrapa Meio-Norte e Instituto Floravida, e que conta com o apoio da Fundação W.K. Kellogg, apóia as capacitações dos integrantes da Barratur e a divulgação da associação em hotéis, restaurantes e agências de turismo com o objetivo de fortalecer a iniciativa empreendedora dos filhos de pescadores de Barra Grande.

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